N saída da Escola o sol põe-se
Vermelho no céu limpo e azul
Caminho pelas ruas de barro marrom claro
Chego a beira do rio
Adentro a embarcação e acomodo-me
O barqueiro gira a manivela
O primeiro som po,po
Logo em seguida um estalo, pá
Depois ganha força o motor
Popopopo o barquinho começa a andar
Sobre o rio a nos transportar
O som continua popopopo
E eu a pensar e olhar a margem do rio
Parece que estamos tão rápidos
Mas o transporte é tão devagar
Pá o segundo estalo
A embarcação começa a acelerar
Popopopopopopopopopopopopopo
Parece-me que nem estamos saindo do lugar
Vai tão devagar
Mais o som popopopopopopopopopo
Agora avoa diz um menino
Começamos a chegar depois de uma hora e meia
Pá, a embarcação começa a ir parando.
A margem do rio onde vamos desembarcar
Popopo até que enfim chegamos em casa
sábado, 4 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
FERNANDO PESSOA: Prece
PRECE
Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.
Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos
meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu
saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.
[...]
Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha
alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro
como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim.
Fernando Pessoa em "O Eu Profundo".
1912
(Fernando Pessoa - Artigos e Ideias)
Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.
Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos
meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu
saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.
[...]
Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha
alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro
como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim.
Fernando Pessoa em "O Eu Profundo".
1912
(Fernando Pessoa - Artigos e Ideias)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
APARELHO ARTICULADOR
Num primeiro momento, compreendamos o papel importante para a leitura. O aparelho articulatório ativo e responsável por possibilitar a entonação do som da fala. Esses sons são articulados em dois grupos: os das consoantes (b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, r, s, t, v, x, z, w, y) e o das vogais (a, e, i, o, u) e combinam-se de forma a formar sílabas simples ou complexas(truncadas).
No português brasileiro, as formas simples partem da união entre consoante(C) e uma vogal(a), nessa respesctiva ordem, ou de apenas uma vogal, no entanto, nunca uma consoante sozinha.
C + V
Já de forma complexa a sílaba possui uma estrutura em que conhecemos pela gramática como encontro consonantal e vocálico ou digrafo consonantal e vocálico. E sua separação em sílaba depende de critérios devidamentes padronizados, que correspondem o ato de leitura.
O conhecimento desse sistema possibilita você aluno uma leitura compreensivel do texto. Todavia nota-se ser esse o primeiro passo para a leitura, pois dar-se-á ritmo e cadência ao ato da leitura padrão. Observa-se que a leitura por palavras não é recomendada.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Línguas e Literaturas - U. Porto

Leia a revista, clique aqui.
O Instituto de Língua Viva presentéia nesse mês seus leitores divulgando a revista de Línguas e Literaturas, da Universidade do Porto. Tenham uma boa leitura.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
AULA REDAÇÃO 6: Construindo o Sentido do Texto
O SENTIDO DO TEXTO
O leitor que pretende apoderar-se do alicerce semântico de um texto precisa, em primeiro lugar, saber identificar as palavras-chave que representam as idéias a partir das quais esse texto foi construído: em seguida ir reconhecendo, passo a passo, os processos que permitiram ao Autor expandir essas palavras. Esse procedimento permite ao leitor depreender as relações existentes coerência e da coesão, importantes fatores de textualidade.
Para que um texto mantenha a unidade de sentido, faz-se necessário um elo conceitual entre seus diversos segmentos, isto é, devem estar presentes as relações internas responsáveis pelo estabelecimento da coerência. Os substantivos e os verbos, por exemplo, devem estar interligados não apenas para acrescentar informações, mas também para alicerçar o sentido do texto.
Uma palavra isolada remete a um conceito isolado, por isso nenhuma palavra pode no texto fazer parte do todo, para que possa formar uma cadeia com as outras que a antecedem ou que a sucedem. Interligadas, as palavras devem trabalhar a favor da unidade de sentido. Um texto resulta incoerente quando as palavras surgem “do nada” (falta de coerência) ou quando há falhas na continuidade de suas partes (falta de coesão).
O leitor que pretende apoderar-se do alicerce semântico de um texto precisa, em primeiro lugar, saber identificar as palavras-chave que representam as idéias a partir das quais esse texto foi construído: em seguida ir reconhecendo, passo a passo, os processos que permitiram ao Autor expandir essas palavras. Esse procedimento permite ao leitor depreender as relações existentes coerência e da coesão, importantes fatores de textualidade.
Para que um texto mantenha a unidade de sentido, faz-se necessário um elo conceitual entre seus diversos segmentos, isto é, devem estar presentes as relações internas responsáveis pelo estabelecimento da coerência. Os substantivos e os verbos, por exemplo, devem estar interligados não apenas para acrescentar informações, mas também para alicerçar o sentido do texto.
Uma palavra isolada remete a um conceito isolado, por isso nenhuma palavra pode no texto fazer parte do todo, para que possa formar uma cadeia com as outras que a antecedem ou que a sucedem. Interligadas, as palavras devem trabalhar a favor da unidade de sentido. Um texto resulta incoerente quando as palavras surgem “do nada” (falta de coerência) ou quando há falhas na continuidade de suas partes (falta de coesão).
domingo, 31 de janeiro de 2010
Em quinta mão

Leia a revista, clique aqui.
O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar em sua página de estudo na internet a Revista de Estudos Semióticos - USP, em sua quinta edição on-line.
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