Curso preparatório on line

Curso preparatório on line
Divulgação

Tv globo grátis

Tv globo grátis
Clique na imagem e cadastre-se

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O PROFESSOR E A ESCOLA

1- DEBATE SOBRE A PROLETARIZAÇÃO DO PROFESSOR Defina o fenômeno que passou a ser chamado de processo de proletarização do professor? R: O fenômeno de proletarização do professor está inserido nos debates no seio da comunidade educativa, e consiste na deteriorização das condições de trabalho nas quais o professor esperava alcançar status. Essa tese básica da proletarização do professor, é sustentada por CONTRERAS, que define como “o trabalho docente sofreu uma subtração progressiva de uma série de qualidades que conduziram os professores à perda de controle e sentido sobre o próprio trabalho, ou seja, à perda de autonomia. Como tenta mostrar em seu livro, o que está em jogo na perda de autonomia dos professores é tanto o controle técnico ao qual possam estar submetidos como a desorientação ideológica à qual possam se ver mergulhados”. (pg. 33) CRÍTICA AO MODELO CAPITALISTA JIMÉNEZ JAÉN (1988) “tem como base teórica a análise marxista das condições de trabalho do modo de produção capitalista e o desenvolvimento e aplicação dessas propostas realizadas por BRAVERMAN (1974). A partir sobretudo do trabalho deste autor, foi analisada a lógica racionalizadora das empresas e da produção em geral. Com o objetivo de garantir o controle sobre o processo produtivo, este era subdividido em processos cada vez mais simples, de maneira que os operários eram especializados em aspectos cada vez mais reduzidos da cadeia produtiva, perdendo deste modo a perspectiva de conjunto, bem como a destrezas que anteriormente necessitavam para o trabalho”. (pg. 34) O TAYLORISMO O taylorismo toma seu nome da obra de Taylor (1911), The principles and methods of scientific management, A “gestão científica do trabalho” consiste na decomposição do mesmo em tarefas e rotinas mínimas, com a especificação de ações e medidas de tempo de execução para cada uma delas e com a atribuição da organização “científica” no trabalho supõe o surgimento de novas figuras na hierarquia da organização, em especial a dos gestores científicos, que planejam o trabalho, e o dos inspetores ou supervisores, que verificam o enquadre dos funcionários às especificações de tarefas e tempo de execução. O taylorismo supunha a aplicação à empresa dos valores e práticas reinantes na ciência daquela época: a fragmentação e a atomização (a decomposição de qualquer processo ou fenômeno em suas partes mais elementares), a medição e controle sobre os fenômenos (neste caso, um fenômeno social como é a organização do trabalho). Uma análise recente do fenômeno do taylorismo pode ser encontrada em Allen et al (1992); Salaman (1992). Para sua incidência na educação, ver Ângulo (1989); Varela (1982) (pg. 34) Como explicou GIMENO (1990), a atuação docente não é um assunto de decisão unilateral do professor ou professora, tão-somente, não se pode entender o ensino atendendo apenas os fatores visíveis em sala de aula. O ensino é um jogo de “práticas aninhadas”, onde fatores históricos, culturais, sociais, institucionais e trabalhistas tomam parte, junto com os individuais. Deste ponto de vista, os docentes são simultaneamente veículo através dos quais se concretizam os influxos que geram todos estes fatores, e criadores de respostas mais ou menos adaptativas ou críticas a esses mesmos fatores. (pg. 75) Três dimensões da profissionalidade: a) a obrigação moral b) o comportamento com a comunidade c) a competência profissional A) a obrigação moral O PROFESSOR esta comprometido com todos os seus alunos e alunas em seu desenvolvimento como pessoas, mesmo sabendo que isso costuma causar tensões e dilemas: é preciso atender o avanço na aprendizagem de seus alunos, enquanto que não se pode esquecer das necessidades e do reconhecimento do valor que, como pessoas, lhe merece todo o alunado. (pg. 76) TOM (1984) Justificou também o ensino como um trabalho moral, baseando-se em dois motivos: A) Atua-se em relação de desigualdade com os alunos, a qual apenas se sustenta porque se confia em que essa desigualdade não será usada contra a parte mais fraca da relação, mas, ao contrário, para que possam desenvolver recursos e capacidades que os tornem independentes. B) Pretendem-se coisas que só adquirem sentido a partir de uma perspectiva moral: exerce-se influência sobre outros, pretende-se ensinar coisas que só podem ser justificadas por seu desejo, por seu valor. (pg. 77) A ESCOLA Os alunos são os entes principais do processo de aprendizagem a esses que todos os outros entes devem centrar seus objetivos e metas a cerem alcançadas de forma a possibilitar que o alunado desenvolva o conhecimento racional e lógico. O ambiente de ensino deve ser adequado e salubre, a limpeza do ambiente, a organização da estrutura física deve ser adequada para a faixa etária deve-se ter um bom ambiente de recreação, e lazer e para a pratica esportiva. No livro “Bases para a construção de uma Nova Organização Escolar”, o escritor Alexandre Thomaz Vieira, disserta sobre “A Aprendizagem dos alunos sob a influência da Concepção de Organização. Nesse texto o escritor disserta sobre a nova ótica mundial do avanço crescente das tecnologias de informação e comunicação e que estão presente em nosso ambiente, possibilitando “um aprimoramento dos meios de comunicação e disseminação de novos conhecimentos” e nesse contexto social os alunos então em meio de um turbilhão constante de formas de informação que evidenciam a eficiência a nível de realidade centrada no conhecimento. Portanto faz-se necessário a conscientização sobre essa nova dinâmica, o que tornaria possível o domínio do individuo das capacidades de manter-se atualizado e de convívio harmônico em sociedade. Um grande exemplo pode ser visto no filme “Escritores da Liberdade” em que trata da inclusão de pós-adolescentes de uma escola pública no subúrbio de Nova York. A marginalização é a condição propicia para o desenvolvimento de uma psicologia social agressiva, preconceituosa e autodestrutível. A professora recém-chegada a Instituição dissemina um novo conhecimento. A partir da autoanálise pós-adolescentes são levados a escreverem seu próprio diário, com isso construíram uma nova visão de mundo, possibilitando uma mudança nas características psicológicas deles que conseguem ser reinseridos no meio social de forma a concluírem o ginásio e ingressarem em uma universidade. Agora nos corpos da Lei de Diretrizes e Base da Educação Brasileira (1996) na seção III, por exemplo, que aborda o Ensino Fundamental, impõe regras ou mesmo legitima normas mínimas para que o professor desenvolva um trabalho ético. Como o professor do ensino fundamental de português deve desenvolver em seus alunos o pleno domínio da leitura e da escrita. Assim, como na mesma lei na seção II, que rege o Ensino Infantil não e discriminado um objetivo o ensino infantil, ou seja, uma base mínima para que possam ter o desenvolvimento nas series seguintes do ensino fundamental mais proveitoso, pois ler-se no artigo que o professor só deve fazer um acompanhamento dos alunos. Esse artigo permite que muitos desses profissionais sirvam de domadores de alunos em sala de aula. Assim, ficam especializados em domarem ou mesmo em só cuidar dos alunos em sala de aula, ficando a critério dos profissionais do ensino fundamental o desenvolvimento da leitura e da escrita. Essa lacuna torna o trabalho do professor de português do ensino fundamental, por exemplo, mais desafiador e dificultoso em que a superação de dificuldades de linguagem e de aprendizado leva muitos educadores a um desafio maior. Portanto, muitas escolas Públicas alfabetizam seus alunos apenas a partir do ensino fundamental, isso se ocorrer de um bom professor dedicado tornar a maioria leitores e escritores críticos. Essa dificuldade não é só do professor de língua, mas abrange-se o matemática, história, geografia, ciências que encontram dificuldade em desenvolver o raciocinam de alunos que não estão acostumados a raciocinar em pensar de forma lógica nas series iniciais, pois apenas são mantidos em sala e distraídos com brincadeiras. Cito um trecho do artigo Gestão e Tecnologia, que justifica a influencia do profissional da educação: A maneira como as organizações operam, sendo mais ou menos sensíveis e interativas às mudanças no ambiente, acabam por influenciar o processo de formação do indivíduo e de como ele percebe a realidade ao seu redor. Quando transferimos esses pressupostos para o ambiente escolar, relacionando a forma de a escola organizar-se a e a sua influência sobre o aluno, para que este possa melhor perceber a realidade ao seu redor e saber operá-la mais eficientemente, tomamos consciência da importância de as escolas operarem organizacionalmente de maneira mais permeável ao conhecimento, que está em constante evolução. (VIEIRA, pg. 62) O bom profissional professor do ensino fundamental deve ter conhecimentos desse obstáculo que permeia o Ensino em Instituições Públicas do Brasil, para assim poder encontrar mecanismos que façam seus alunos superarem suas próprias dificuldades enquanto estudantes. E educadores que operam suas atividades educacionais visando à transmissão de conhecimento numa perspectiva de torna seus educandos conscientes das constantes evoluções tecnológicas e sociais locais e mundiais. Assim com o domínio desse conhecimento possam perceber a sociedade ao seu redor e contribuir para a melhoria sustentável, sendo esses futuramente bons profissionais, ou mesmo, bons resolvedores de soluções para as circunstâncias que a vida pode lhe apresentar, da qualidade de suas vidas, de sua família e da comunidade em geral organizando a reforma moral e intelectual, isto é, adequando a cultura à função prática. Um dos fatores mais importante para que a relação entre os alunos é o corpo de funcionários se estabeleça em um padrão ético e tornar os alunos consciente de seus direitos, mas para que não acarrete um descontrole pela excessiva proteção estabelecida na Lei da Criança e do Adolescentes muitos alunos acreditam serem detentores de poder sobre os outros, o que não é de todo correto visto que eles devem também compreender seus deveres como menores. Acreditamos que o principal dentre esses deveres é o respeito às hierarquias familiares, escolares e sociais que possibilitarão o entendimento não só de seu papel social mas também moldarão seu comportamento para o trabalho e para uma relação mais saudável no seu dia-a-dia. Ler-se-á agora casa um caso dos entes que compõem a Instituição de ensino e suas respectivas funções: 1. Diretor: cargo maior dentro da Instituição é dele a responsabilidade do gerenciamento administrativo. 2. Coordenador pedagógico: cargo destinado ao controle e orientação entre os professores, podendo ser um para cada ciclo (infantil, fundamental I, fundamental II), ou mesmo coordenadora nutricional. 3. Supervisor: cargo que é responsável pelo controle dos alunos, sua organização desde a entrada, merenda e saída, responsável manter o fluxo de alunos no ambiente Institucional. 4. Professor: cargo responsável pela aprendizagem em sala dos alunos. 5. Alunos: 6. Manutenção: dependendo da Instituição esse cargo é de fundamental importância para o controle de equipamento sendo um suporte do coordenador e professores, deve ter um setor exclusivo para o controle de entrada e saída de equipamentos, responsáveis na montagem de equipamentos eletrônicos. 7. Serviços gerais: responsáveis pela limpeza e higienização da Instituição. 8. Merendeira: responsáveis pela produção alimentar de acordo com as instruções nutricionais. 9. Segurança: responsáveis em manter a segurança do patrimônio público. O diretor é o ente responsável pelo gerenciamento da Instituição de Ensino. Seu papel como gestor deve satisfazer as funções administrativas de forma a possibilitar uma qualidade na aprendizagem dos alunos gerenciando a Instituição, o fluxo de caixa, e o aparelhamento da Instituição. Tendo como referencia o Regimento das Escolas do Estado do Pará (2005), em que especifica três possíveis tipos de gestores, cito o artigos referentes ao capitulo que versa a cerca da Estrutura Administrativa em sua seção II do Núcleo Administrativo; art. 28 e art. 29: Art.28- As funções de diretor e vice-diretor de unidade escolar serão exercidas por servidores graduados em Pedagogia, em administração escolar, ou pós-graduados, conforme a normas em vigor. Parágrafo único - No interior do Estado, na falta de administradores escolares para exercerem as funções de diretor e vice-diretor, poderão exercê-las, a título precário, os profissionais que tiverem outra titulação, conforme a legislação em vigor. (Regimento Escolar; pg. 17) Portanto, definir-se-á de forma didática de acordo com o grau de conhecimento cada tipo de gestor como: diretor “dirigente”, diretor “pedagogo” e diretor “pós-graduado”. O primeiro desses dirige a instituição a título precário, mas é um “homem, isto é, o cidadão, um homem que conhece todo o processo de constituição da vida material, participativo, criativo e capaz de adaptar-se constantemente” (MARTINS, PÁG. 106). Nesse tipo de gestão possui apenas os entes essenciais e acessórios. A função administrativa limita-se a dar entrada e saída de materiais disponibilizados pela hierarquia superior Secretária de Educação ou Conselho de Educação, seu papel e manter aberta e funcionando a Instituição e executar ações vinda da hierarquia superior, controlando a presença dos professores e alunos em sala de aula, fazendo com que a merenda escolar estegê pronta e a limpeza da Instituição devidamente realizada, os equipamentos fiquem devidamente protegidos na Instituição, assim como, o patrimônio público protegido e seguro. Os recursos vindos são definidos os gastos junto com o Conselho Escolar que equilibram poderes. Na maioria esses diretores tendem a assumir uma postura autoritária e corrupta, isso porque, por desconhecimento da ética do cargo assumem uma política do “é meu”, sendo a Instituição uma fonte de recursos para si, os equipamentos eletrônicos e os recursos de sua propriedade e toma o controle impondo o medo e a ameaça como forma de manter-se no poder. O segundo tipo de gestor tem formação superior em pedagogia assume uma postura bem individual não tem como generalizar características, pois depende muito de cada um. Esses são detentores do conhecimento do “saber e o fazer” dentro da Instituição, dividir-se-á neste texto em “soberbo” e “humilde”. Os que são soberbos tem o controle total de tados os entes essenciais como dos acessórios, engaja-se nos projetos federais, estaduais e municipais, mas sobrecarrega-se de funções acarretando um descontrole Institucional pela centralização das decisões. Outro tipo de diretor “pedagogo “ é o humilde, ou seja, aquele diretor que equilibra e dividi seu poder com os outros entes possibilitam um gerenciar de forma mais adequada e de qualidade, pois pode exercer com mais eficiência a gestão do núcleo administrativo, sendo acionado pela coordenação pedagógica da escola apenas em casos muito conflitantes. A Instituição com esses tipos de gestores desenvolvem uma administração de muito boa qualidade, em que o recurso financeiro é maiores e constante por serem devidamente prestadas as contas financeiras e de material. A Instituição ganha característica de expansão de qualidade e desenvolvimento educacional. Nota-se que o gestor humilde equilibra sua autoridade e é aquele que se pode confiar. O diretor de “pós-graduação é um profissional de careira tem a qualidade dos diretores humildes com a diferença de desenvolver soluções de projetos no ambiente Institucional transformando-o em um sistema educacional capaz de ser autônomo, mas gerida. A administração segue o modelo de estrutura de documentação emitindo documentos, arquivando a documentação dos alunos e com escrituração escolar. A captação de recurso é ilimitada e sua gestão é de forma tranquila por compreender as consequências que uma má gestão pode acarretar, não só em sua carreira como em sua vida. A divisão do poder é feita de forma a privilegiar a qualidade e corrigir defeitos. Como exemplo o Ensino Infantil não ter responsabilidades educacionais, o projeto pedagógico e gerido por um coordenador pedagógico que fica responsável em encontrar soluções para os professores da educação infantil evidenciando uma lista de materiais e equipamentos necessários para o efetivo trabalho destes profissionais do ensino infantil que são cobrados pelos rendimentos de seus alunos dentro da proposta de continuidade nas séries posteriores do ensino fundamental. Esse ente integrante e de fundamental importância, pois ele faz o elo de ligação da política pedagógica do ensino infantil para o fundamental, o diretor fica responsável é e suas atribuição conseguir recursos sejam da hierarquia Educacional seja ela Municipal ou a partir de ONGs (Organizações não Governamentais sem fins lucrativos que captam recursos materiais ou financeiros de empresas particulares em troca de subsídios fiscais). A merenda Escolar e supervisionada por um ente acessório, chamado de supervisor que além das atribuições de levar ao diretor a lista de materiais para a merenda preocupa-se com o valor nutricional das refeições, atendendo os padrões nutricionais que as crianças necessitam, além de supervisionar os alunos que encontram-se fora das salas de aula, manter a equipe de limpeza em constante ação e trabalho efetivo. Esse profissional de gestão controla seus gastos e tem uma relação harmônica com o Conselho Escolar que passa a cumprir seu papel dentro da Instituição aconselhar, fiscalizar e avaliar o sistema de ensino, no âmbito qualitativo do ensino da escola. A gestão participativa como também pode ser definida a Gestão Democrática, modelo instituído pelo artigo primeiro da Lei De Diretrizes e Base da Educação. A participação significa a intervenções dos profissionais da educação e dos usuários (alunos e pais) na gestão da Escola. A participação de todos os entes pertencentes a Instituição é centralizada no Conselho Escolar, que conforme o Regimento Escolar do Estado do Pará (2005), tem como finalidade consolidar uma educação dialógica e participar da construção, fixar diretrizes, encaminhar o resultado eleitoral dos gestores à Secretária Executiva de Educação, e dentre todos o mais importante para a estrutura da Instituição é a deliberação do recurso financeiro, através de plano de aplicação, de acordo com as necessidades levantadas pela comunidade escolar e posterior prestações de contas, propor programas especiais para a escola, sugerindo atendimento psicopedagógico e aquisição materiais aos alunos, quando comprovadamente necessários. Cito um trecho do livro Organização e Gestão Escolar (pg. 334), que é o resultado do que acontecem muitas das vezes nas Instituições de Ensino: Essa articulação nem sempre se dá sem problemas. O sistema de ensino pode estar desprovido de uma política global, estar mal organizado e mal administrado. As autoridades podem atribuir autonomia às escolas para, com isso, desobrigar o poder público de suas responsabilidades. Se, por sua vez, as instituições escolares se organizam segundo critérios e diretrizes restritas aos limites estreitos de cada uma, perdem de vista as diretrizes gerais do sistema e sua articulação com a sociedade. Ou ainda, subordinando-se às diretrizes dos órgãos superiores pode acontecer que as escolas as aplique mecanicamente, sem levar em considerações reais de seu funcionamento. (pg. 334) Assim nota-se que esse discurso da participação em sua maioria não satisfazem o anseio da qualidade dos processos e aprendizagem. Um autoritarismo e a anarquia acabam por delimitar as decisões. Analisar os itens de acordo com a Lei N°18.392/201 considerando as competências das pessoas que atuam nas escolas do Município de Santarém. Compete à equipe gestora (diretor, vice e coordenação pedagógica, secretário/a) e o conselho escolar colocar a disposição da secretaria municipal de educação professores que não possuem habilidades mínimas adequada para o desempenho de suas funções desde que esgotada todas as possibilidades de intervenção pedagógica e administrativa. E também, os entes essenciais conforme o Art. 11 da Lei N° 18.392/2010 do Município de Santarém. Entre outras, são competências do gestor escolar, além das constantes no regimento escolar: conhecer, interpretar, analisar e difundir junto à comunidade escolar as principais leis e normas que regem a educação no âmbito Nacional, Estadual e Municipal; Ocorrendo sim uma manipulação dos entes e das pessoas da comunidade que passa a ser induzida a pensar que estão participando, sendo em sua maioria das vezes manipuladas por movimentos, partidos e lideranças políticas. Então, acaba o Conselho Escolar descentralizando as decisões do diretor, desorientando a culpa das situações problemas que possam surgir dentro da Unidade Institucional dos maus resultados do desempenho e da prática de ensino e aprendizagem da Instituição sem com isso buscarem soluções. O Conselho Escolar quando responsável pela eleição do diretor da Instituição de Ensino sendo os candidatos a diretor e a vice-diretor, de acordo com as normas e prazos fixados pela Comissão Eleitoral local, ou através de instrumentos legais do poder executivo. Podem–se candidatar os professores e especialistas em educação desde que, na data da convocação da eleição, preencham os critérios de elegibilidade acordados. Durante o processo eleitoral cada ente da Instituição tem um representante e direito a um voto. No final e feito um documento e encaminhado para os órgão Legislativo e Secretária de Educação para o efetivo cumprimento do mandato de diretor. Mas como não há mecanismos que coíbam a manipulação em sua maioria o representante diretor é da própria localidade sem um preparo e sem conhecimentos das possibilidades de desenvolvimento da Instituição de Ensino ficando os alunos é professores ao julgo de uma administração precária. As Secretárias de Educação e o Ministério da Educação enviam os materiais necessários cumprindo o seu papel de fornecedores de equipamento e recursos salutar, a merenda escolar chega e tudo e alvo da divisão particular entre os entes que acabam por serem corrompidos pela própria direção. Uma das saídas realizadas pelo Governo Federal em coibir essas mais administrações devidas seu grande número e através da política de Concurso Públicos que impõe um modelo ético de servidor que têm direitos e deveres frente ao cargo que assume. Cito um trecho do livro Gestão Escolar O concurso, por sua vez, é realizado através de provas ou de provas e títulos. As provas são geralmente objetivas e provas de títulos se refere a comprovação da formação específica que habilita o candidato ao cargo. Um argumento favorável e esse tipo de escolha é o de que ele defende a moralidade pública e evita o apadrinhamento político. (FERREIRA, 93) Historicamente foi a maneira de tirar o poder dos coronéis que tinham no Brasil Império o poder de polícia. Assim o concurso atraiu os advogados e concedeu com cargos como de juízes, promotores e delegados formando uma estrutura Jurídica e ética nas áreas mais afastadas dos centros urbanos onde a ocorrência das praticas da política do medo era imposta a “bala” pelos coronéis e seus exércitos de “jagunços”. Não longe percebemos que até os dias atuais essas práticas ainda existem no Brasil e são combatidas intensamente pelo governo. Por fim, a administração participativa mal gerida torna-se um empecilho e um encalço para os entes preocupados com a qualidade da educação, pois acaba gerando uma situação política dentro da Instituição e a barganha e os interesses particulares tomam um caráter de gestão sem ética. O que deveria beneficiar torna-se um entrave na administração. Os recursos destinados à escola são sordidamente desviados e vão direto para o bolso dos gestores. A ameaça e o jogo de interesse passam a ser fruto de uma educação que despolitiza e aliena os alunos e a comunidade em geral. E uma política dentro da Instituição que prejudica quando os interesses das coletividades são descartados e os interesses particulares assumem um controle e o vício do ócio e da facilidade do desvio do recurso bloqueia a equipe escolar a encontrar soluções inovadoras e criativas.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

95 Teses: MARTINHO LUTERO

No dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano, Martinho Lutero, pregou na porta do castelo de Wittenberg, as suas 95 teses contra o sistema de indulgências da Igreja de Roma. Lutero protestava contra as injustiças da Igreja da época e gritava por uma reforma dentro da mesma. Hoje, comemoramos 496 anos de Reforma Protestante. Para entendermos as motivações que levaram Lutero dentre outros reformadores, a colocarem suas vidas em risco, enfrentando o Papa e a Igreja da época, é necessário ter uma compreensão, ainda que básica das reivindicações daqueles homens. Abaixo, na integra, as 95 teses de Martinho Lutero: 1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência. 2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes). 3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne. 4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus. 5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones. 6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro. 7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário. 8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos. 9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade. 10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório. 11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam. 12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição. 13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas. 14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor. 15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero. 16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança. 17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor. 18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor. 19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza. 20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs. 21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa. 22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida. 23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos. 24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena. 25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular. 26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão. 27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. 28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus. 29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal. 30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão. 31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo. 32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência. 33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus. 34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos. 35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais. 36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência. 37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência. 38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino. 39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição. 40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto. 41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor. 42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia. 43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências. 44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena. 45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus. 46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência. 47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação. 48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar. 49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas. 50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. 51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro. 52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas. 53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas. 54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela. 55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias. 56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo. 57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam. 58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior. 59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época. 60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro. 61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente. 62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus. 63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos. 64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros. 65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas. 66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens. 67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda. 68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz. 69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas. 70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa. 71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas. 72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências. 73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências, 74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade. 75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura. 76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa. 77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa. 78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12. 79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo. 80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo. 81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos. 82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante? 83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos? 84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito? 85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor? 86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis? 87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária? 88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis? 89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes? 90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos. 91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. 92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz! 93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz! 94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno; 95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz. 1517 A.D. FONTE: Rodolfocapler

FICHAMENTO: A CONQUISTA DA FELICIDADE, RUSSELL Bertrand, tradução Breno Silveira, companhia editora nacional, São Paulo, 1966.

Bertrand Arthur William Russell, 3º Conde Russell OM FRS1 (Ravenscroft, País de Gales, 18 de Maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Político liberal, activista e um popularizador da filosofia, Russell foi respeitado por inúmeras pessoas como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.2 Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e morreu em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era inquieto.3 Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento".4 fonte: Wikipedia
CAUSAS DA INFELICIDADE CAPÍTULO III – Competição, pg . 40 a 48 Se se perguntar a qualquer homem nos Estados Unidos, ou a qualquer homem de negócios na Inglaterra, o que é que mais interfere com o gozo de sua existência, ele responderá: “A luta pela vida”. Dirá isso com toda a sinceridade; acreditará nisso. Em certo sentido muito importante – é profundamente falso. A luta pela vida é uma coisa que, de fato, ocorre. Poderá acontecer a qualquer um de nós, se formos infortunados. Ocorreu, por exemplo, a Falk, herói de Conrad, que se encontrou num navio abandonado em alto-mar, sendo ele um dos dois homens, entre a tripulação, que possuíam armas de fogo, sem nada para comer senão os outros homens. Quando os dois homens acabaram de comer as refeições a respeito das quais puderam chagar a um acordo, começou uma verdadeira luta pela vida. Falk venceu, mas, desde então, se tornou para sempre vegetariano. Mas não é a isso que o homem de negocio se refere, quando fala de “luta pela vida”. É uma frase inexata de que ele se vale a fim de dar certo ar de dignidade a uma coisa essencialmente trivial. Perguntem-lhe quantos homens ele conheceu, pertencentes à sua classe, que morreram de fome. Perguntem-lhe o que aconteceu a seus amigos após terem ficado arruinados. Toda a gente sabe que um homem de negócios que se acha em situação muito melhor, quanto ao que se arruinou se acha em situação muito melhor, quanto ao que diz respeito a conforrtos materiais, do que o homem que nunca foi suficientemente rico para ter a oportunidade de ficar arruinado. O que as pessoas querem dizer, pois se referem à luta pela vida, é, na realidade, “luta pelo sucesso”. O que as pessoas temem, quando se empenham em tal luta, não é deixar de brilhar mais do que os seus vizinhos “A vida do homem de trabalho... Jamais lhes ocorre que ele é uma vítima da ambição da família; mas isto, também, não é inteiramente verdadeiro, como aos olhos do observador europeu parecia ser o caso da viúva hindu que era cremada na pira do marido. Provavelmente, em nove dentre dez casos, a viúva era uma vítima voluntária, preparada para ser queimada para glória da religião que assim o ordenava. A religião e a glória do homem de negócios exigem que ele ganhe dinheiro”. “De minha parte, o que gostaria de obter com dinheiro , seria lazer, a apar da segurança. Mas o que o homem moderno típico deseja com ele é obter mais dinheiro, tendo em vista a ostentação, o esplendor, bem como superar aquêles que até então foram seus iguais.” “O dinheiro é aceito como uma medida de inteligência. O homem que conseguiu ganhar uma porção de dinheiro é tido como um indivíduo esperto; o homem que não o conseguiu não goza desse mesmo conceito”. “Também não nego que o dinheiro, até certo ponto, seja capaz de aumentar a felicidade.; além disso desse ponto, não creio que o consiga. O que afirmo é que o êxito pode ser apenas um ingrediente da felicidade, e que é comprado por preço excessivamente caro se, para obtê-lo, a gente tiver sacrificado todos os outros ingredientes.” “Ora, embora seja certa a existência no êxito, de um elemento competitivo, qualquer que seja a profissão a que um homem se dedique, a espécie de coisa que é respeitada não é apenas o êxito, mas a excelência, qualquer que seja ela, a que o êxito foi devido. Um cientista pode ou não ganhar dinheiro; mas, certamente, não é mais respeitado se o fizer do que se o não fizer”. “Quanto as profissões liberais os professores, são servos alugados de homens de negócios e, como tais, gozam de menor respeito do que o que se lhes confere aos países mais velhos”. “os meninos americanos. Costumava-se conceber a educação como sendo, em grande parte, um adestramento para fruição de certos prazeres.” No século dezoito, era uma das características do gentleman sentir, discriminadamente, prazer pela literatura, pela arte e pela pintura e pela música. Hoje e dia, podemos não concordar com tal gosto – mas, ao menos era um gosto verdadeiro. O rico de hoje costuma ser de um tipo inteiramente diferente. Não lê nunca. Se está formando uma galeria de arte, tendo em vista realçar sua fama, confia em especialistas, para que lhe escolham os quadros. O prazer que experimenta diante de suas telas, não deriva do prazer de olha-las, mas do prazer impedir que outro milionário as possua”. “O hábito da competição invade fàcilmente regiões a que não pertence. Tomemos, por exemplo, a questão da leitura. Há dois motivos para que se leia um livro: 1. que nos propicie prazer 2. que possamos vangloriar-nos de o ter lido” “A competição, considerada como a principal finalidade da vida, é demasiadamente feroz, demasiadamente tenaz, uma coisa de músculos demasiadamente retesos e de vontade demasiadamente tensa, para que constitua uma base possível para a vida durante mais de uma ou duas gerações, quando muito. Depois disso, deverá produzir fadiga nervosa, vários fenômenos de fuga, uma busca de prazeres tão tensa e difícil como o trabalho (já que o repouso se tornou impossível) e, no fim, o desaparecimento de tal raça, devido à esterilidade. Não somente o trabalho é envenenado pela filosofia da competição; também o lazer é igualmente envenenado. Qualquer espécie de prazer tranqüilo e restaurador dos nervos passou a ser considerado fastidiosa. Deverá haver uma aceleração contínua do ritmo da vida, cujo fim natural será o uso de drogas e o colapso. A cura está em admitir-se a parte de prazeres são e tranqüilos, num ideal de vida equilibrada. CAUSAS DA FELICIDADE (estudo descritivo, Capítulo X- É A FELICIDADE AINDA POSSÍVEL(PERGUNTA) pág 115 a126 Há duas espécie de felicidade, embora, naturalmente, haja graus intermediários. 1. Felicidade Natural (animal, coração): está ao alcance de todas as criaturas humanas. 2. Felicidade concebida (espiritual, intelecto): é encontrada apenas ao alcance daqueles que sabem ler e escrever. “Quando se considera a natureza humana à parte das circunstancias atuais, torna-se claro, que a condição dos pais é psicologicamente capaz de proporcionar a maior e a mais duradoura felicidade que a vida tem a ofereacer.”(pg. 157) “A psicologia dos religiosos e dos patriotas acha-se em situação dificíl”. “Tudo que resta ao estado fazer, portanto, é, procurar manter os pobres na ignorância, esfôrço êsse que, conforme mostram as estatísticas, tem sido singularmente mal sucedido, exceto nas regiões mais atrasadas dos países ocidentais”.(pg156) “Os obstáculos psiclógicos e sociais ao florecimento da afeição recíproca, constituem grave mal, do qual o mundo sempre sofreu e ainda sofre,. As criaturas humanas custam a conceder admiração, receosas de que ela mal aplicada; custam a conceder afeto, temerosos de que isso possa fazê-las sofrer, quer devido à pessoa a quem concedem, quer devido à opinião de um mundo que as censure”.(pg. 147) “A cautela é inculcada tanto em nome da moralidade como em nome de um conhecimento do mundo, resultando daí que não só a generosidade como o espírito aventuroso são só a generosidade como espírito aventuroso são desencorajados, quanto ao que diz respeito aos afetos. Tudo isso tende a produzir timidez e raiva contra a humanidade, pois muitas pessoas perdem, durante tôda a vida, uma coisa que constitui, realmente, uma necessidade fundamental e, em nove dentre cada dez casos, uma condição indispensável para uma atitude expansiva e feliz para com o mundo”. ”(idem) “Mas digo que as únicas relações sexuais que têm verdadeiro valor são aquelas em que não há reticências, e em que tôda a personalidade de duas criaturas se funde numa única personalidade. Dentre tôdas as formas de cautela no amor talvez seja a mais fatal à verdadeira felicidade”. (pg. 148) TRABALHO As espécies de trabalho podem ser classificados de acordo com uma HIERARUIA. Elementos que tornam um trabalho interessante: 1. O exercício da habilidade 2. O aeu caráter construtivo Todo homem que adquiriu certa habilidade incomum, gosta de exercitá-la até se transforme, para êle, numa coisa corriqueira, ou até o ponto em que não mais possa aperfeiçoá-la. INTERÊSSES PESSOAIS “Um cientista, por exemplo, tem de estar a par das pesquisas que se realizam em seu campo de atividades. Com respeito a tais pesquisas, seus sentimentos têm o calor e a animação causados por algo íntimamente ligado à sua carreira, mas se lê alguma coisa sôbre pesquisas relativas a uma outra ciência inteiramente diversa daquela a que se dedica, e pela qual não está profundamente interessado, êle as lê com espírito inteiramente diferente – com espírito não profissional, menos crítico, menos interessando. Mesmo que tenha de usar o cérebro a fim de seguir o que é dito, sua leitum repouso, pois não está ligada às suas responsabilidades. Se o livro o interessa, seu interêsse é impessoal, o que não se dá com os livros que tratam de assuntos de sua especilidade. Dos assuntos que ficam fora das atividades principais do homem é que desejo falar neste capitulo”.(pg. 175) INTERÊSSE IMPESSOAIS “Um dos defeitos da educação superior moderna é dedicar demasiada atenção à aquisição ao desenvolvimento do espírito e do coração mediante uma análise imparcial do mundo. Se eu tivesse o poder de organizar a educação superior como desejaria que ela fôsse, procuraria substituir as velhas religiões ortodoxas – as quais atraem uns poucos jovens e, dentre êstes, em geral, os menos inteligentes e mais obscurantistas – por algo que, talvez, dificilmente se pudesse chamar religião, pois que não passa de uma focalização da atenção sôbre fatos claramente constantados. Eu procuraria fazer com que os jovens tivessem uma percepção viva do passado, compreendendo, lúcidamente, que o futuro do homem, com toda probabilidade, será incomensuràvelmente mais logo do que o seu passado, profundamente consciente das minudências do planêta em que vivemos e do fato de que a vida, nese planêta, constitui apenas um incidente temporário; e, ao mesmo tempo, mediante tais fatos, que tendem a ressaltar a insignificânciando indivíduo, eu apresentaria um outro conjunto de fatos destinados a imprimir no espírito dos jovens a grandeza de que o indivíduo é capaz, bem como o reconhecimento de que coisa alguma, nas prfundidades dos espaços estelares”. Assim, terá de si próprio da vida e do mundo, uma visão tão verdadeira quanto o permitim as limitações humanas; percebendo a brevidade e a insignificância da vida humanas, compreenderá, ainda, que no espírito do homem, se concentra tudo o que de valor contém o universo que se conhece. “Entre as coisas que cosideram prejudiciais e degradantes, incluo o álcool e as drogas, que têm por objetivo destruir o pensamento, pelo menos durante algum tempo. O caminho certo não é procurar-se destruir o pensamento, mas encaminhar-lo para novos canais, ou menos, canais que se achem distante do infortúnio que nos assalta no momento”. ESFORÇO E RESIGNAÇÃO “Todo homem civilizado, ou mulher, tem, creio eu, uma idéia de si próprio, e aborrece-se quando acontece algo que parece estragar essa representação mental. A melhor cura para isso é ter-se não um único quadro mental de nossa pessoa, mas tôda uma galeria dêles, escolhendo-se aquêle que fôr apropriado para o incedente em questão... Não quero com isso disser que nos devêssemos ver sempre como palhaços numa comédia, pois aquêles que o fazem são ainda ainda mais irritadiços”.(pg. 190) Agora se esquecessemos de si mesmo e não representar papel algum isso é admiravel. O HOMEM FELIZ Escrevi neste livro como um hedonista, isto é, como uma criatura que considera a felicidade como sendo o único bem, mas os atos que se recomendam, do ponto de vista do hedonista, são, de modo geral, os mesmos recomendados pelo moralista sensato. O moralista, porém, tem demasiada tendência – embora isto não constitua, por certo , uma verdade geral – para dar mais importância ao ato do que ao estado de espírito. Os efeitos de um ato sobre o agente serão os mais diversos possíveis, segundo o seu estado de espírito no momento. O homem feliz é o homem que não sofre de nenhuma dessas falhas quanto à unidade – mesmo, nem voltada contra o mundo. Tal homem se sente cidadão do universo, desfrutando livremente do espetáculo que o mundo oferece e das alegrias que êste proporciona, indiferente à idéia da morte, pois que não se sente, realmente, separado daqueles que virão dêle. É nessa união profunda e instintiva com o fluxo da vida que se pode encontrar a maior alegria. (pg. 197) “A FELICIDADE E O PRIMEIRO BEM A CONQUISTAR; A BOA FAMA VEM EM SEGUNDO LUGAR” (BEVENISTE I, pg. 174)

CONTO: Cavaleiro Monge

(Fernando Pessoa, do vale à montanha)

Numa cidade localizada no interior de Minas Gerais, próximo ao Caminho Real, o pesquisador do IFNOPAP, coletou a seguinte narrativa. Entrevistando os habitantes da região de Palmital dos Carvalho contavam-lhe que havia uma aparição naquela região e que podia ser vista do alto da Pedra Menina, sempre em noite de luar. Essa aparição descreviam como uma sombra de um cavaleiro, que vaga sem horizontes pelos campos. Pesquisando a natureza desse fenômeno cultural foi até a biblioteca mais antiga da região no Mosteiro de Miguel. Nessa biblioteca nada encontrou de referencial, mas quando conversando com um monge que lhe acompanhava em sua visita. Respondeu não reconhecer a estória, todavia o pesquisador insistiu tanto, que o monge pediu que o acompanhasse em silêncio. Andaram até a porta de uma cela de número 707.
O monge abriu a porta e foi entrando, logo em seguida entrou o pesquisador viu uma cela como todas as outras com a acessão de que no lugar destinado ao crucifixo encontrava-se uma sela pendurada. Nesse momento esse monge começou a contar o que se passara com o último monge que habitará aquela cela. – Contam no Mosteiro que o último monge que aqui habitara esperava sentado no canto da cela, olhando para o chão, não via nada. Lembrava-se de como tinha chegado àquele cubículo, número 707, onde morava já fazia alguns anos. Cumpria sua rotina diária, acordava cedo, vestia-se e saía para trabalhar. Sua função era cumprir uma rotina muito simples, despachar e dar entrada nas mercadorias do Mosteiro. Terminando seu trabalho voltava na mesma passada para sua cela e dormia esperando o dia que realizaria seu sonho. Certo dia acordou e sentou-se de cócoras em um canto da cela, baixou a cabeça e ficou olhando para o chão. Tinha tomado a decisão de ficar dias sem comer, nem dormir. Jejuava e pensava. Ficou ali durante horas. Os dias foram passando e nada acontecia. Subitamente sentiu a presença de um cavalo fora do mosteiro. Aquilo o acordou do transe. Tinha uma certeza, aquele cavalo estava ali por sua causa. Algo lhe dizia para descer montar naquele cavalo e sair, liberto pelas campos em busca de um sonho, quem sabe, há quanto tempo esperava esse momento. Mas agora era diferente, o sonho tornara-se realidade tornava-se concreto, um magnífico cavalo estava lá fora a chamá-lo. Então levantou-se depressa, suas pernas bambeavam. Saiu da cela em disparada, temia que alguém pudesse cavalgar naquele animal encantador que estava em baixo de sua janela. Ouvia seu tilintar era como um chamado. Desceu as escadas em atropelos, tinha que alcançar, tinha que alcançar, dizia a si mesmo. A porta da frente do mosteiro estava trancada, esmurrou a porta e recobrou a consciência. A chave estava ali, onde sempre ficava, próximo ao aparador pendurado num suporte com a mensagem “Deus te guie”.
Quando o monge abriu a porta o cavalo estava lá, era todo branco olhava-o e sem mais emitir nem um soar. Nesse momento o monge sentiu um frio prazeroso dos pés a cabeça. Aproximou-se lentamente do animal, acariciou sua crisna, olhava-o com uma admiração pura. Montou e o cavalo começou a cavalgar, passou a trotar chegando a um galope incrível, o vento batia forte em seu rosto curvou-se e segurou firme na crina do cavalo, para não ir ao chão, como acontecera quando era criança. Correram em direção da Pedra Menina, subindo até seu topo, ele abriu os braços e gritou: – Voá, Voá, meu nobre. O cavalo saltou e subitamente abriu asas e voou, voou, nesse momento, o monge viu luzir um chifre de ouro na fronte do cavalo, seu sorriso encheu-se de graça.
Logo depois de ouvir a estória contada pelo monge, resolveu tira a última prova, acamparia em vigília, na Pedra Menina. Foi em caminhada pelos campos até o destino, só que antes de chegar encontrou uma comunidade naturalista. Entrou na comunidade e descobriu uma seita que todas aquelas pessoas cismáticas. Ali estavam encontravam-se nas noites de Lua Cheia para cultuar uma bebida típica chamada“hayoaska” ou santo dayme feita de cipó da Amazônia, tendo efeitos curatórios. Chegou de repente no cair da noite, nesta comunidade e foi levado a participar do culto. No meio do ritual, depois de tomar algumas doses e cantar algumas músicas. Foi que recobrando a consciência lembrou do motivo que o levara ali. Sairá do salão onde todos bailavam e subiu a Pedra Menina, até seu topo, deitou-se e ficou a deslumbrar a Lua. Quando de repente ouviu um galope muito próximo e logo em seguida um exclamar sublime: – Vóe! Voé! Voé! Não dando tempo de se levantar, viu a aparição saltando sobre ele em direção ao nada, logo desapareceu na queda, quando levantou-se e olhou reapareceu abrindo as asas e voando em direção ao horizonte, ofuscou sua vista o brilho do chifre. Acontecerá, tudo como o monge havia lhe contado. Ficou olhando aquele unicórnio montado por um monge que desapareceram no horizonte. Fechou os olhos e quando o abriu estava no meio do salão, o que causou-lhe certo temor e espanto, pois quando no final do ritual perguntou se alguém o tinha visto sair e todos responderiam que não, mas insistia em dizer que havia estado no alvo da Pedra Menina e que tinha visto a aparição que denominaram de CAVALEIRO MONGE.
 Chegando no IFNOPAPE dirigiu-se para o departamento de registro de narrativas orais. Entregou o material e relatou os fatos, ao qual foi advertido que devido o grau de incerteza de sua experiência foi orientado a refazer sua pesquisa. Não poupou tempo voltou, refazendo o mesmo caminho, todavia agora seria mais simples que da primeira vez, pois já sabia o caminho. Na cidade foi direto ao mosteiro onde foi recepcionado por outro monge, não o mesmo da primeira vez, mas que fez o mesmo caminho do anterior contando-lhe a mesma estória. Então dirigiu-se para a Pedra Menina, porém tomou outro caminho para não passar pela comunidade alternativa. Chegou no local determinado no topo da Pedra Menina e lá acampou era noite de Luar e o seu estava limpo, tudo parecia-lhe propicio, porém a Lua se pôs o sol nasceu e nada aconteceu, concluindo ter sido vítima de uma ilusão provocada pela substância que havia ingerido durante o ritual e realmente a aparição não existia se tratando de uma fantasia introduzira no imaginário popular. Por fim, veio a saber tratar-se de uma seita secreta que seduzia religiosos denominando-se Igreja e possuidora do caminho para outros planos espirituais, por meio do culto a bebida alucinógena de nome Santo, que na era ripe era conhecida como Reive .FONTE: Livro aberto

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

FICHAMENTO: KEPFER, Maria Cristina. Freud e a Educação: o mestre o impossível, ed. Scipione, 1989.

TRANSFERIR Transferir é então atribuir um sentido especial àquele figura determinada pelo desejo. (pg. 91) Obs: “Instalada a transferência, tanto o analista como o professor tornam-se depositários de algo que pertence ao analisando ou ao aluno. Em decorrência dessa “posse”, tais figuras ficam inevitavelmente carregadas de uma importância especial. E é dessa importância que emana o poder que inegavelmente têm sobre o indivíduo. Assim, em razão dessa transferência de sentido operada pelo desejo, ocorre também uma transferência de poder. Já veremos em detalhes o que isso significa para um professor”. (pg. 91) Uma outra conseqüência: se o analisando ou o aluno dirigem-se ao analista ou professor atribuindo-lhe um sentido conferido pelo desejo, então essas figuras passarão a fazer parte de seu cenário inconsciente. Isso significa que o analista ou o professor, colhidos pela transferência, não são exteriores ao inconsciente do sujeito, mas o que quer que digam será escutado a partir desse lugar onde estão colocados. Sua fala deixa de ser inteiramente objetiva, mas é escutada através dessa especial posição que ocupa no inconsciente do sujeito. Isso explica, em parte, o fato de haver professores que nada parecem ter de especial, mas que, na realidade, marcam o percurso intelectual de alguns alunos. Quando vezes não ouvimos dizer que alguém optou por ser geógrafo porque teve, no ginásio, um professor que despertou seu gosto por essa matéria! Não era nenhum grande teórico do assunto, tanto que só aquele aluno se interessou pela Geografia. A idéia de transferência mostra que aquele professor em especial foi “investido” pelo desejo daquele aluno. E foi a partir desse “investimento” que a palavra do professor ganhou poder, passando a ser escutada!
QUESTIONAMENTO O desejo transfere sentido e poder à figura do professor, que funciona como um mero suporte esvaziando de seu sentido próprio enquanto pessoa. 1. Mas, que sentido esse desejo transfere? 2. Como é que, em última análise, esse professor está sendo visto, já que é essa visão especial a mola propulsora do aprender?
IMPORTANTE Ocupar o lugar designado ao professor pela transferência: eis uma tarefa que não deixa de ser incômoda, visto que ali seu sentido enquanto pessoa é “esvaziado” para dar lugar a um outro que ele desconhece. O PROFESSOR NO LUGAR DE TRANSFERÊNCIA Se fosse o caso de seguir estritamente as idéias acima, bastaria dizer que cabe ao professor renunciar a um modelo determinado por ele próprio; aceitar o modelo que lhe oferece o aluno; suportar a importância daí emanada e conduzir seu aluno em direção à superação dessa importância; eclipsar-se para permitir que esse aluno siga seu curso, assim como o fizeram os pais desse aluno. O PROBLEMA DO MAL USO DO PODER PELO PROFESSOR O problema é que, com esse poder em mãos, não é fácil usá-lo para libertar um “escravo” que se escravizou por livre e espontânea “vontade”. A História mostra que a tentação de abusar do poder é muito grande. No caso do professor, abusar do poder seria equivalente a usá-lo para subjugar o aluno, impor-lhe seus próprios valores e idéias. Em outras palavras, impor seu próprio desejo, fazendo-o sobrepor-se àquela que movia seu aluno a colocá-lo em destaque O RELA POSICIONAMENTO DO PROFESSOR Cedendo a essa tentação, cessa o poder desejante do aluno. O professor entenderá sua tarefa como uma contribuição à formação de um ideal que tem uma função reguladora, normatizante, e fundará aí sua autoridade. Sua missão será submeter seu aluno a essa figura de mestre. Nesse caso, a Educação fica subordinada à imagem de um ideal estabelecido logo de início pelo pedagogo e que, simultaneamente, proíbe qualquer contestação de um ideal estabelecido logo de início pelo pedagogo e que, simultaneamente, proíbe qualquer contestação desse ideal. FUNÇÃO DO PEDAGOGO O que o pedagogo faz é pedir à criança que venha tão somente dar fundamento a uma doutrina previamente concebida. Aqui, o aluno poderá aprender conteúdos, gravar informações, espelhar fielmente o conhecimento do professor, mas provavelmente não sairá dessa relação como sujeito pensante. DESVIO DE ENTENDIMENTO Acharão alguns ser pedir demais ao professor que compareça à relação com seu desejo anulado, como pessoa esvaziada, como uma simples marionete cujas cordas o aluno fará brandir a seu bel-prazer? POSIÇÃO DO PROFESSOR O professor é também um sujeito marcado por seu próprio desejo inconsciente. Aliás, é exatamente esse desejo que impulsiona para a função de mestre. Por isso, o jogo todo é muito complicado. Só o desejo do professor justifica que ele esteja ali. Mas estando ali ele precisa renunciar a esse desejo. (pg. 94) Biblioteca Universidade do Estado do Pará – Campus I

CONTO: UM ANJO

Conta a lenda do anjo que resolveu ir ao subsolo da metrópole para ver a cobra de ferro que transportava centenas de pessoas ao mesmo tempo em seu bojo. Tinha acabado de acompanhar um casal com destino ao Museu da Língua Portuguesa, depois passando pela escadaria que dava acesso ao metrô não resistiu a descer. Estando ele no subsolo da metrópoles foi andando e atravessou o obstáculo da roleta, quando na plataforma começou a ouvir um zunido que vinha da escuridão do túnel. O som aumentava conforme ela se aproximava. Subitamente viu os dois olhos da dita vindo da escuridão do túnel em sua direção. Demoro segundos estava na sua frente. O susto foi tamanho exclamou: -É uma minhoca! É uma minhoca! Parou em sua frente e as portas se abriram, viu as pessoas entrando e outras saindo, deixou-se levar para dentro. Fecharam-se as portas e a minhoca começou a se movimentar, mergulhando no túnel. Nesse momento lembrou-se de quando o dito cujo, fora expulso do céu, mandado por Deus para o Mundo. Saiu entonando um som dolorido, parecia-lhe o que começava a ouvir no interior da minhoca. Antes de chegar no final do túnel uma foz anunciou “saída pela esquerda”, olhou para os lados, pensava ter só ele ouvido, seria o senhor chamando sua atenção, imediatamente põe-se de joelho e começou a pedir; -Perdão! Perdão! Depois de minutos a minhoca saiu do túnel e começou a para, depois de para abriram-se as portas e começaram as pessoas a descer na estação. Foi quando põe-se de pé, exclamando: Obrigado! Obrigado, meu pai! Logo que saiu da minhoca e caminhou até as escadarias subindo-a, saindo no meio da avenida Paulista, onde encontra-se o centro financeiro do país, onde centenas de pessoas transitavam frenéticas em busca de um sonho. Entrou no fluxo dos transeuntes em atropelo, quando derrepente entrou num turbilhão que o fez rodopiar, prosseguindo com dificuldade olhou tratava-se de um círculo no centro o porque: Um senhor de bastante idade a caminhar vagarosamente um passo após o outro, com sua bengala a frente, tá...tá...tá..., vestia-se com uma elegância nobre, lindo, que senhor lindo no meio dos transeuntes frenéticos que passavam a mil pelo seu lado, zummmmmm..., sem tocá-lo, viu nesse momento um anjo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O INTERESSE EDUCACIONAL DA PSICANÁLISE: Segundo Freud

O interesse dominante que tem a psicanálise para a teoria da educação baseia-se num ato que se tornou evidente. Somente alguém que possa sondar as mentes das crianças será capaz de educá-las e nós, pessoas adultas, não podemos entender as crianças porque não mais entendemos a nossa própria infância. Nossa amnésia infantil prova que nos tornamos estranhos à nossa infância. A psicanálise trouxe à luz os desejos, as estruturas de pensamento e os processos de desenvolvimento da infância. Todos os esforços anteriores nesse sentido foram, no mais alto grau, incompletos e enganadores por menosprezarem inteiramente o fator inestimavelmente importante da sexualidade em suas manifestações físicas e mentais. O espanto incrédulo com que se defrontam as descobertas estabelecidas com maior grau de certeza pela psicanálise sobre o tema da infância - o complexo de Édipo, o amor a si próprio (ou ‘narcisismo’), a disposição para as perversões, o erotismo anal, a curiosidade sexual - é uma medida do abismo que separa nossa vida mental, nossos juízos de valor e, na verdade, nossos processos de pensamento daqueles encontrados mesmo em crianças normais. Quando os educadores se familiarizarem com as descobertas da psicanálise, será mais fácil se reconciliarem com certas fases do desenvolvimento infantil e, entre outras coisas, não correrão o risco de superestimar a importância dos impulsos instintivos socialmente imprestáveis ou perversos que surgem nas crianças. Pelo contrário, vão se abster de qualquer tentativa de suprimir esses impulsos pela força, quando aprenderem que esforços desse tipo com freqüência produzem resultados não menos indesejáveis que a alternativa, tão temida pelos educadores, de dar livre trânsito às travessuras das crianças. A supressão forçada de fortes instintos por meios externos nunca produz, numa criança, o efeito de esses instintos se extinguirem ou ficarem sob controle; conduz à repressão, que cria uma predisposição a doenças nervosas no futuro. A psicanálise tem freqüentes oportunidades de observar o papel desempenhado pela severidade inoportuna e sem discernimento da educação na produção de neuroses, ou o preço, em perda de eficiência e capacidade de prazer, que tem de ser pago pela normalidade na qual o educador insiste. E a psicanálise pode também demonstrar que preciosas contribuições para a formação do caráter são realizadas por esses instintos associais e perversos na criança, se não forem submetidos à repressão, e sim desviados de seus objetivos originais para outros mais valiosos, através do processo conhecido como ‘sublimação’. Nossas mais elevadas virtudes desenvolveram-se, como formações reativas e sublimações, de nossas piores disposições. A educação deve escrupulosamente abster-se de soterrar essas preciosas fontes de ação e restringir-se a incentivar os processos pelos quais essas energias são conduzidas ao longo de trilhas seguras. Tudo o que podemos esperar a título de profilaxia das neuroses no indivíduo se encontra nas mãos de uma educação psicanaliticamente esclarecida. Não foi meu objetivo neste artigo colocar ante um público cientificamente orientado uma descrição do alcance e do conteúdo da psicanálise ou de suas hipóteses, problemas e descobertas. Meu objetivo terá sido atingido se eu tiver deixado claras as muitas esferas de conhecimento em que a psicanálise é de interesse e os numerosos vínculos que começou a forjar entre elas.

sábado, 9 de novembro de 2013

PSICANÁLISE E LITERATURA: Uma análise possível do conto “O Enfermeiro”, de Machado de Assis.

Um estudo da personagem A tarefa desse artigo é descobrir o que está oculto nas entrelinhas da declaração do criminoso, ao passo que nesse trabalho possa o leitor sentir-se satisfeito pelo real motivo que levaram Machado a escrever esse conto não para mostrar a injustiça, mas para apresentar a mente de um criminoso e como ela se comporta em vigília a partir da construção ficcional de um criminoso que nega ser o culpado de sua transgressão, ao mesmo tempo revela seu sentimento de culpa. No primeiro momento deste artigo será feita a aproxima da Literatura e a Psicanálise, para no segundo momento apresentarmos a análise do conto “O Enfermeiro”, de Machado de Assis, e discutir sobre o fatalismo da vida do personagem principal e narrador Procópio. Aproximar a Literatura da Psicanálise visa à possibilidade de transmissão desta por meio de uma análise interpretativa do conto psicológico. Essa relação passa necessariamente, pelo enfoque analíticos do texto literário, pois também a Psicanálise trabalha com o verbal via interpretação, entretanto esse verbal pela Psicanálise Clínica é interpretado por meio da expressão na linguagem oral do paciente, enquanto na Crítica Psicanalítica é o texto que é interpretado como expressão escrita do personagem. . A interpretação de textos literários foi uma das atividades de análise, exercidas por Sigmund Freud, considerado o teórico maior da Psicanálise devido à publicação em 1900, da obra “Interpretação de Sonhos”. Ele declarou que embora não fosse um conhecedor de arte, mas um leigo no assunto, que as obras de arte sempre exerceram sobre ele um efeito poderoso, sobretudo a Literatura e a escultura e, menos frequentemente, a pintura. Passava longo tempo contemplando-as, tentando apreendê-las à sua maneira e explicar a razão de seu efeito sobre si mesmo e sobre outras pessoas. Freud dirige sua análise para a intenção do artista, expressada na obra, não para compreendê-la intelectualmente, mas para despertar em nós a mesma “constelação mental” que no artista produziu ímpeto de criar. Ele descobriu na literatura muitos “insights” que anteciparam e corroboraram os seus próprios, exemplo são os estudos das obras “Os irmãos Karamazov”, de Dostoievski, em “Hamlet”, no Neveu de Romeu, de Diderot, em Goethe. Ele pensava no autor como um neurótico obstinado que, pelo seu trabalho criativo, esquivava-se a um colapso, mas também a qualquer cura real. Isto é, o poeta é alguém que sonha acordado e é validado socialmente. Em vez de tentar alterar esse caráter, ele perpetua e publica as suas fantasias. Todavia, a aproximação da Literatura e da Psicanálise pela Critica Psicanalítica atualmente não visa o estudo do processo criador, que caberia a Critica Genética . A Crítica Psicanálistica, o que se pretende é buscar no personagem suas manifestações patológicas, deixando de lado a psicologia do escritor, para assim encontrar o inconsciente do personagem psicológico e para tanto e necessário que o método psicológico de Freud que consiste na análise interpretativa de algumas formações de tipo especial como a neurose obsessiva e a psicose, que se permitem reduzir às suas raízes inconscientes. Nesse sentido, a finalidade da Crítica Psicanálistica é possibilitar que se compreenda a personagem psicológica do texto narrativo em primeira pessoa e seu conflito interior. Para isso é necessário aproximar o discurso da Psicanálise com o textos narrativos, de ordem literária. Porque a Literatura tem seus estudos voltados para a linguagem e sua estrutura, enquanto forma de expressão das imagens verbais, destacando-se nesse sentido a forma. Esses estudos são dirigidos à identificação, na obra literária, de aspectos narrativos, ou seja, a posição do narrador no contexto literário no qual se insere, surgindo o conceito de personagem identificado pela linguagem verbal do discurso. Essa visão, porém, mudou muito dado o desenvolvimento da Literatura em seu plano discursivo, em que o personagem moderno, além de narrar os fatos, protagoniza e pensa em sua condição social enquanto sujeito social da narrativa. Daí, portanto, a possibilidade de estudo psicológico do personagem. O estudo literário, a partir da Crítica Psicanalítica admitiu nesse sentido o caráter não apenas formal da linguagem, mas também a constituição psicológica, em que o conteúdo da obra foi valorizado e a personagem passa a ser interpretada não somente por sua posição enquanto agente social, mas também em relação do seu comportamento e sua constituição psíquica. Nesse trecho do artigo sobre morte (1914-1916), o doutor Freud apresenta o tema da morte como possível de ser encontrado na Literatura, escreve: Constitui resultado inevitável de tudo isso que passamos a procurar no mundo da ficção, na literatura e no teatro a compensação pelo que se perdeu na vida. Ali encontraremos pessoas que sabem morrer - que conseguem inclusive matar alguém. Também só ali pode ser preenchida a condição que possibilita nossa reconciliação com a morte: a saber, que por detrás de todas as vicissitudes da vida devemos ainda ser capazes de preservar intacta uma vida, pois é realmente muito triste que tudo na vida deva ser como num jogo de xadrez, onde um movimento em falso pode forçar-nos a desistir dele, com a diferença, porém, de que não podemos começar uma segunda partida, uma revanche. No domínio da ficção, encontramos a pluralidade de vidas de que necessitamos. Morremos com o herói com o qual nos identificamos; contudo, sobrevivemos a ele, e estamos prontos a morrer novamente, desde que com a mesma segurança, com outro herói. A presença da morte permeia o conto “O Enfermeiro”, que narrado em primeira pessoa trata do tema e do assassinar alguém. Assim o papel da Crítica Psicanalitica é identificar o complexo presente no personagem admitindo ele num meio social de tempo determinado. Os conflitos psicológicos deste personagem principal e narrador que apresenta em forma de declaração sua confissão, em que identifica-se nele dois comportamentos psíquicos um normal e civilizado e outro primitivo e falso. Essas duas características não são parte integrante da pisque do personagem, mas se revelam separadamente tendo como ponto determinante da mudança uma cena de tensão. Procópio no inicio da narrativa apresenta-se como um homem livre de personalidade normal que vive dos favores de um padre antigo colega de escola, recebendo casa e comida em troca de seus serviços de copista. Compreende-se seu egocentrismo em não compreender sua posição subalterna de copista, mas de se coloca na posição do outro para quem trabalha, afirmando “fiz-me teólogo, copiava os estudos de teologia de um padre...” (MACHADO, pg. 93). Ele também possui uma auto estima elevada, pois quando perguntado se gostaria de servir como enfermeiro para um coronel de uma vila do interior ele aceitou e justificou “estava enfadado de copiar citações latinas e fôrmulas eclesiásticas”(idem), chegando a vila recebe as piores nóticias sobre o tratamento do coronel, mesmo assim não volta a traz respondendo “não tinha medo de gente sã, menos ainda de doente”(biidem). Então encontra o vigário que o leva para casa do coronel, onde viria a servir de enfermeiro. Com o conviveu com o coronel Felisberto de personalidade sádica e impulsiva fazem com que Procópio baixe sua estima devido as moléstias e humilhações que passa a sofrer, mas tentando manter se piedoso; declara sobre o coronel; “Se fosse só rabugento, vá: mas ele era também mau, deleitava-se com a dor e a humilhação dos outros”(MACHADO, pg. 94). Nesse momento o enfermeiro começa a sentir desprazer por estar naquela situação e como era uma pessoa egocêntrica e tinha por ignorância o habito de assumir a personalidade de quem trabalhava, começa a mudar sua personalidade, do que antes era identificada como “discreta e paciente”, passava agora a ser parecida com a do coronel dominado pela maldade, até o momento que assumi “Já por esse tempo tinha eu perdido a escassa dose de piedade que me fazia esquecer os excessos do doente; trazia dentro de mim um fermento de ódio e aversão”.(MACHADO, PG. 96). Sentindo-se preso tenta liberta-se mais e convencido pelo coronel que justifica seus atos redimindo-se com Procópio e pedindo que ficasse, porque “não valia a pena zangar por uma rabugice de um velho” (MACHADO, pg. 95). Porém, os maltratos do coronel continuaram e ele foi até o vigário e ao médico avisar que ia embora, todavia os dois convenceram-lo de ficar. Quando na noite de vinte e quatro de agosto de 1960, ele reage ao ataque do coronel que lhe joga uma moringa em sua face e o ameaça de morte, não controlando-se pula e engasga o coronel Felisberto até a morte. A mudança de seu estado psíquico tendo como ponto definidor sua ação criminosa, tenta redimir-se assim como o coronel, velando o morto ocultando as marcas comprometedoras de seu ato ilícito. Tendo o objetivo de desfazer interpretações que levem a identificar esse personagem como um neurótico apresentar-se-á a diferença entre a mente de um neurótico e de um criminoso. No texto “Nos processos jurídicos” (1906), de Sigmund Freud encontra-se essa diferenciação, conforme se segue: “Já apontamos a diferença principal: no neurótico o segredo está oculto de sua própria consciência; no criminoso, o segredo está oculto apenas dos senhores. No primeiro existe uma autêntica ignorância, embora não em todos os sentidos, enquanto no último só existe uma simulação de ignorância. Com essa diferença está em conexão uma outra que tem grande importância prática. Na psicanálise o paciente ajuda a combater sua resistência através de esforços conscientes, porque espera lucrar com essa investigação, isto é, curar-se. O criminoso, ao contrário, não cooperará com o trabalho dos senhores; se o fizesse, estaria trabalhando contra todo o seu próprio ego”. O seu estado psicológico alterado começa a sofrer, pois o fato de não revelar seu crime cria em si uma culpa, que é reprimida, gerando os sintomas alucinatórios e perturbadores que atormentam a consciência culpada do criminoso personagem protagonista e narrador Procópio. O inicio de seu complexo de culpa dar-se-á naquela própria noite quando começa a delira, com a primeira alucinação no próprio velório quando vê o coronel abrir os olhos e conversa com ele. Terminado o velório começa a recalcar esse sentimento de culpa através de alusões e transmissão da culpa para a vitima o coronel para qual prestava serviço, tentando assim convencer o leitor, justificando sua atitude passando de culpado para vitima. Sua ação de aniquilamento do coronel por quem passa a odiar, ler-se-á na teoria freudiana se tratar de uma ação de um “homem primitivo que não tinha qualquer escrúpulo em ocasioná-lo”. Nota-se que o Enfermeiro é uma pessoa que possui essa característica impulsiva quando aceita o compromisso de servir para os cuidados do coronel. O sentimento de culpa ao qual passou a ser sujeito, que para o homem pré-histórico, escreve Freud, resultara do pecado original que a humanidade tem estado sujeita com o advento das doutrinas religiosas, não faziam parte de seu psiquismo, pois afirmava ser um homem sem religião, mas como vive numa sociedade de cultura cristã esses dogmas estão internalizados em sua mente. Portanto a população da vila e enganada pelo enfermeiro, pois compreendem a morte do coronel como “resultado necessário da vida”, e por seu temperamento sua morte passa a ser o pagamento da divida com a sociedade, sendo inevitável e inegável sua ocorrência. Cuidadosamente evitam falar em outra hipótese o que leva a investigação de sua morte a terminar sem culpado. A personalidade de Procópio encontrava-se abalada até o momento de receber a notícia por carta de que é o herdeiro universal do coronel. Nesse instante seu egocentrismo se eleva, assim assume o lugar do coronel e passa a viver em sua morada, todavia seu estado de conflito interior não muda continua alucinando o que o faz vender todos os bens herdados tentando redimir-se por seu assassinato comete as benecias de um bom cristão, mas nada de sanar seu estado patológico. Resolve consultar médicos que confortam seu ego transferindo a culpa para o próprio coronel. Assim, passa a acreditar que foi fatalismo o que acometera-se com ele, indagando-se; “Crime ou luta? Realmente, foi uma luta em que eu, atacado, defendi-me, e na defesa... Foi uma luta desgraçada, uma fatalidade. Feixei-me nessa idéia...”. Então conclui-se que o fatalismo ao qual declara ter sido vitima não passa de uma tentativa de confortar seu ego da culpa sofrida com o trauma do assassinato que cometeu, era sim culpado pela morte do coronel, pois o fato de ser um aristocrata escravista de temperamento maldoso não justifica te-lo matado.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ELEMENTOS DE COESÃO TEXTUAL

Prioridade, relevância: em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo, principalmente, primordialmente, sobretudo;// Tempo: então, enfim, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, freqüentemente, constantemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, ao mesmo tempo, simultaneamente, concomitantemente, nesse ínterim, enquanto isso, quando, assim que, logo que, mal, enquanto, antes que, depois que, à medida que, à proporção que;// Semelhança, comparação, conformidade: igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista;// Adição, continuidade: além disso, ademais, além do mais, ainda mais, ainda, também, não só... mas também, acrescenta-se a isso, acrescido de, aliado a , acresce;// Dúvida: talvez, provavelmente, é provável, hipoteticamente;// Certeza, ênfase: de certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza, definitivamente, efetivamente, significativamente, realmente, irrefutavelmente, na verdade;// Surpresa, imprevisto: inesperadamente, inopinadamente, de súbito, surpreendentemente, inoportunamente;// Ilustração, esclarecimento: por exemplo, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber, ilustra bem;// Propósito, intenção, finalidade: com o fim de, a fim de, para que, para, com o propósito de, propositadamente, intencionalmente, com o intuito de;// Resumo, recapitulação, conclusão: em suma, em síntese, em conclusão, enfim, assim, dessa forma, portanto, nesse sentido; então; // Causa e conseqüência: por causa de, em virtude de, em razão de, porque, visto que, uma vez que, em reflexo, como decorrência, por conseqüência, como resultado;// Contraste, oposição, restrição, ressalva: entretanto, contudo, no entanto, em que pese, ainda que, por outro lado, sob outro aspecto, sob outro ângulo, em contrapartida, mas, porém;// (Material elaborado a partir do livro Práticas do dizer: um exercício de linguagem de Laís Maria Passos Rodrigues)

Formulário para passaporte

Formulário para passaporte
Governo federal

Pesquisar este blog

Hospital Ophir Loyola

Hospital Ophir Loyola
Belém/ Pará / Brasil

Civil e penal

Polícia federal

Polícia federal
Retirada de passaporte

Cadastro único

Cadastro único
Clique na agem

Translate

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Faça sua poupança da Caixa e deposite 10 reais por dia, se não puder no outro dia só 10 reais, sempre!

Novidade no mercado brasileiro.

Novidade no mercado brasileiro.
Construção à seco

CONJUGADOR DE VERBOS

CONJUGADOR DE VERBOS
clique com o botão direito e abra uma nova aba ou janela.

Livro publicado

Livro publicado
Livro infantil.

Polícia civil do Pará

Polícia civil do Pará
Agendamento identidade ,- RG

Calculo de correção monetária - Brasil

Calculo de correção monetária - Brasil
Calculo trabalhista

OAB /PA

OAB /PA
Ética e regulamento norteiam

XI congresso de direito covil

XI congresso de direito covil
17 e 18 novembro 2023

Solicite sua Carteira de Estudante: UNE

Solicite sua Carteira de Estudante: UNE
acesse

Teste sua inteligência em Literatura...

Teste sua inteligência em Literatura...
Graudez

Dicionário On-Line

Dicionário On-Line
UOL

BIBLIOTECA DE PERIÓDICOS

BIBLIOTECA DE PERIÓDICOS
clique na imagem

Universidade da Amazônia

Universidade da Amazônia
Sua opição de ensino superior de qualidade na Amazônia - Brasil

Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting

Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting
Bem-vindo

Livros e diversos gratís

encontro

Caminhando pensei em minha esposa que mesmo tendo lhe agraciado com tudo do mundo. Ela me responderia: - Tem mais alguma coisa, além disso.

LUZ: planilhas empresariais

LUZ: planilhas empresariais
Obtenha sua planilha.

Providence

Providence
Providence Alaska Medical Center

PROJETO NITRO DE LUZ

PROJETO NITRO DE LUZ
Saia do escuro. Saiba mais. Clique na imagem

Universidade do Estado do Pará - UEPA

Universidade do Estado do Pará - UEPA
Rua do Una, nº 156 - Belém - Pará - Brasil - 66.050-540 - Telégrafo

SOS PLANETA

SOS PLANETA
Doe e contribua com o preservar do planeta

Lin Trab eventos

Lin Trab eventos
Programação 2018; Linguística; confira clique na imagem

Leia um Livro é bom!!!!

Leia um Livro é bom!!!!
Livro do Dr. e Escritor Raul Luiz Ferraz Filho, Belém, Pará, Brasil

Surfando Fortaleza

Surfando Fortaleza
Divulgação: Conjunto habitacional temático: lotes a venda

Lei da Arbitragem comentada

Lei da Arbitragem comentada
saiba mais como resolver seu litígio de forma simples e segura

RADAR DA OFICIAL

RADAR DA OFICIAL
DIÁRIO OFICIAL DO BRASIL, clique na imagem

Exposição Leonardo da Vinci

Exposição Leonardo da Vinci
Pelo estado de São Paulo, Brasil

Mei

Mei
Cadastro de CNPJ individual

Parabéns Academia Brasileira de Letras

Parabéns Academia Brasileira de Letras
Pelos 125 anos de muita sabiência.

Cruz vermelha

Cruz vermelha
Cruz vermelha da Pará

Ulbra -

Ulbra -
Parabéns pelos seus 40. Anos. Votos de continuidade na formação jurídica do Brasil..

Índia

Índia
Raquel Quaresma

Alska Nativa Medical Center

Alska Nativa Medical Center
Referência no tratamento de hemangioma