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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Analise Psicanalista do Conto: Feliz Aniversário, de Clarice Lispector

Clarice Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira — e declarava, quanto a sua brasilidade, ser pernambucana —, autora de romances, contos e ensaios, sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano.

Fonte: Wikipédia

Feliz Aniversário, de Clarice Lispector

Feliz Aniversário, de Clarice Lispector

O que se pretende fazer nesta análise é a conexão entre psicanálise e a literatura. O conto Feliz Aniversário, de Clarice Lispector, à analise tem como plano principal o romance familiar.
"Ao crescer, os indivíduos liberta-se da autoridade dos pais, o que constitui uma dos mais necessários, ainda que mais dolorosos, resultado do curso de seu desenvolvimento.  tal liberdade é primordial e presume -se que todos os que atingiram a normalidade lograram-na pelo menos em parte. na verdade, todo o progresso da sociedade repouso sobre a oposição entre as gerações sucessivas. existe, porém, uma classe de neuróticos cuja condição é determinada visivelmente por terem falhado nessa tarefa."

Essa afirmativa de Freud, esclarece alguns pontos importantes quanto pela analise da obra e seus personagens, pois Alda é o centro da narrativa, que além de estar completando 89 anos de idade e a mãe, avó, a anciã da família, os seis filhos, sendo cinco homens e uma mulher, estão a festejar seu aniversário. Os cinco homem possuem sua liberdade, se desvincularam da autoridade de Alda, e sua única filha guarda-a como um objeto. Com a morte do pai e principalmente de Jonga, filho que cativava o amor de sua mãe só tem a certeza de viver.   
ANALISE DO CONTO
O conto inicia com a chegada da família ao aniversário de Zilda, senhora que completava 89 anos. O narrador  em terceira pessoa descreve a chegada dos  convidados sua vestimenta e seus modos. Primeiro chegou a nora de Olaria e seu filho acorvadado pela roupa nova. Eles representavam  o filho que não viria por não querer ver os irmãos, mas que não queria romper os laços familiares. Era um passei em Copacabana que a nora de Olaria estava a fazer, sentia se ultrajada, logo depois dos cumprimentos senta-se ofendida em uma das cadeiras organizadas em circulo por Zilda filha que tinha espaço e tempo para os cuidados de sua mãe. Logo em seguida chegou a nora de Ipanema com seus dois filhos e a babá, localizaram-se nas cadeiras do outro lado, de frente para sua concunhada sem contudo encararem-se, o marido viria depois.
Eram quatro horas, quando chegaram, tudo já estava devidamente arrumado a mesa, os balões a aniversariante sentada na cabeceira da mesa. Chegou o primeiro filho a festa era José e sua família. Logo em seguida a sala começou a ficar cheia de convidados  inaugurando a festa.
O costume de descrever a aniversariante em sua festa é normal, mas se tratando de Zilda não o faziam os convidados não sabiam se ela estava triste ou alegre, pois estava disposta na cabeceira da mesa silenciosa sem esboça um gesto, nada. Sua fisionomia magra, imponente e morena parecia oca.
Logo José tenta animar a aniversariante, tendo atitudes de seu irmão morto que a velha cativava e de quem mas  gostava, Manoel seu socio o apoiou riram, menos sua esposa e sua mãe. Os que trouxeram presentes não se preocuparam em trazer nada que Zilda ou seus filhos pudessem aproveitar, nesse momento o narrador deixa transparecer as intenções mesquinhas da dona da casa, pois ela quadrava os presentes com uma "amarga, ironia."
A festa seguia sem a participação da aniversariantes que mantinha-se rígida em seu lugar na cabeceira da mesa. Os convidados faziam a festa sozinhos, comendo e bebendo os salgadinhos feitos não para a aniversariante que não os poderia comer, o narrador deixa implícito que Zilda para ela o aniversário. Todavia, ninguém prontificou-se a ajudar a organizadora da festa que servia sozinha o ponche aos convidados que riam e se animavam como Cordélia a nora mais moça. 
Depois de toda a mesa devorada pelos convidados, chaga hora do bolo, que encontrava-se intacto no centro da mesa, apaga-se a luz e é acendida a vela que sua filha Zilda, que havia trabalhado como uma escrava para organizar, estando com os pés axausto e sem a ajuda de ninguém tinha organizado.  Não poderiam reclamar do papel colado como uma lapide ao bolo, reprimia sua angustia em verem isso com o pensamento de que os convidados imaginassem ser economia de vela, mas o que o fizera mesmo era o tumulo de sua mãe? Tanto que depois do parabéns, Anita a aniversariante que observava toda a festa, dá um golpe como assassina no bolo, que os convidados deliciam-se logo depois. Porém, como é a única coisa que comia durante toda a festa, foi a ultima a terminar angustiando os netos que ficaram olhando.
A autora tenta mostra um outro olhar que poucas pessoas tem do complexo de Édipo, teorizado por Freud. O senso comum admite apenas que o complexo está ligado apenas ao conflito do filho em luta com o pai pela mãe assim como esta escrito da obra de Soflocres, Édipo Rei, mas que Freud desdobra para a relação da filha com a mãe na luta pelo pai. E o que Clarice através do narrador tenta mostra quando essa luta pela posse  da mãe e tendo ela com a perda do filho desejado e protegido se fecha para si mesma, Zilda acaba por aprisiona-la em sua casa. Guardando-a como um bibelô que é retirado para ser mostrado em ocasião especial. Os filhos se ausentaram da luta, com exceção de José leva seu sócio Moises para lhe apoiar, porem ate ele sentisse ressentido pelo tratamento que a sua mãe Alda dava para eles, repetindo a atitude de seu irmão morto e que cativava o amor de sua mãe, os outros mando suas esposas como forma de não quebrar o laço familiar mas para desculpar sua ausência no apoio aos cuidados da mãe.
Zilda tem a mãe que é desejada pelo filho em sua guarda eles tem que se submeter a ela para vê-la, o que só acontece em seus aniversários na qual Zilda tenta tirar algum proveito pelo recebimento dos presentes e se sente amargurada por nem um servir as suas necessidades nem as dos filhos. A ausência da aniversariante, até quase, o final da festa e devido sua situação de submissão e de desgosto. Prova que vai se concretizar na fala de Alda para Cordélia, nora mais nova, "uma mulher deve, num ímpeto dilacerante, enfim agarrar a sua derradeira chance de viver", assim justifica toda sua situação de vida e os acontecimentos da festa. A sua vontade de viver e maior, do que, a de morrer, a que Freud denomina pulsão de vida e pulsão de morte, apesar do desejo da filha está relacionado a pulsão de morte demonstrado na forma da vela em forma de cruz com a idade da aniversariante mostrando seu desejo esse pensamento não lhe vem a mente, pois é recalcado quando pela imaginação do que os convidados poderiam pensar sobre sua economia de vela, ou seja, o que ela gostaria que eles estivessem pensando.

O fardo que a velhice traz para as pessoas é o tema do romance familiar de Clarice que nos deixa angustiado pelo comportamento dos personagens que se omitem a ver o que realmente está ocorrendo, quando pelo tratamento da velha que é recalcado pela angústia de ter de assumir o fardo dos cuidados de uma senhora idosa. Mas como apenas Zilda se prestou a esse sacrifício a velha tem que aceitar para que possa viver, assim sua ausência a festa toda. Para ela a festa acabou no momento que iniciaria o jantar. Ela que passa a festa toda sem comer nada e convidada por Zilda para comer o bolo em sua homenagem, surpreende a todos com um único golpe como uma assassina, o seu inconsciente tenta esclarecer "será que ela pensa que o bolo substitui o jantar". A compreensão da insatisfação pela festa e pelo seu tratamento pela filha, só é percebida quando transmite na fala com a nora de Olaria, que há chama atenção por seu comportamento durante a festa, por seus risos, como se dissesse chegará sua idade, o que faz a nora aproveitar-se da baixa idade do filho para bater nele e liberar essa descarga de desgosto que percebeu ter de passar quando chegasse a velhice.  


sábado, 17 de junho de 2017

Morfossintaxe: Noção geral de Regência e Concordância

O sujeito rege o predicado e o predicado concorda com o sujeito.



1- Todo substantivo vem precedido de artigo que rege seu gênero e concorda em número. 

Obs: a Regência se faz em gênero e a concordância em número.

Fórmula: artigo + substantivo

Notas:

a) No caso de substantivos próprios; pessoal ou impessoais a quantidade de nomes definirá a concordância: no singular uma pessoa e no plural mais de uma pessoa. 

b) No caso de substantivo comum a desinência definirá se o artigo concordará no singular ou plural.

c) Quando o substantivo for biforme e tiver a desinência de gênero "a" será regido pelo artigo "a", e no caso da desinência de gênero for "o" será regido pelo artigo "o", quando o substantivo for sobrecomum ou uniforme terminado em desinência "e" sua regência vária, mas observa-se predominar o artigo "o".

2- Nas locuções adjetivas em que sua regência se faz pela presença do antecedente preposição acompanha o gênero do substantivo abstrato e concorda em número, já no caso da locução adverbiais a preposição rege seu gênero e sua concordância é invariável.  

Fórmula: preposição + (substantivo abstrato ou adverbio)

Tabela de conhecimento para o estuda da Morfossintaxe que é o estudo do período.




terça-feira, 11 de abril de 2017

Conto: O Encantado



Numa cidade localizada na região Norte do Brasil existe, como contam os habitantes do lugar, uma aparição que vagueia nas noites pelas ruas. Poucos foram as pessoas que a viram, a contar três, Seu Antônio pescador, Dona Braga beata e a jovem Jéssika, estudante. É comum, nessa cidade, o encontro no final da tarde na mercearia de Seu Freitas, onde se escuta de tudo um pouco. Lá o pesquisador do IFNOPAP  coletou a narrativa desses três habitantes.
O primeiro, Seu Antonio, viu a aparição quando voltava da pescaria. Ele diz não lembrar de muita coisa do acontecido, pois desmaiou logo que sentiu o cheiro da fumaça mal cheirosa que a “coisa”, como chama, soltava e que cobria seu rosto. O pesquisador logo supôs ser a “Matinta”.
Todavia a segunda, Dona Braga, lembra-se do sorriso do “mostro”, que era tão lindo e contagiante, que a fez rir durante dias, ocorrendo de o padre ter de exorcizar Dona Braga para que ela pudesse parar de rir. Conta não ter visto a fumaça que Seu Antonio havia visto que quase lhe pôs cego, mas sim na escuridão avistou e ouviu aquele belíssimo sorriso. Isso confundiu o pesquisador que supunha ser a “Matinta” a aparição, mas com sua experiência de catalogação de três mil contos populares da região amazônica nunca havia lido essa manifestação, fato novo para seu registro.
A terceira pessoa quase morre afogada. A jovem Jessika andava a noite de sua casa para a casa de sua avó, levava uns bijus que sua tia havia preparado, quando viu um homem de costas, vestia-se todo de branco e tinha o chapéu branco. O homem caminhava tranquilo e elegante em direção ao rio. A jovem curiosa foi atraída por seus passos até a beira do rio. Conta que nesse momento o viu entrar vagarosamente no rio, depois só se lembra de acordar no hospital. Contam os habitantes que o jovem pescador Marcos havia salvado a jovem da morte, depois de brigar com a criatura embaixo do rio, tirando-a dos braços da aparição. Agora, o pesquisador encontrava-se confuso não sabia se tratava de uma mesma aparição ou de várias, porque a semelhança com a narrativa do “boto” era evidente.
Achou o pesquisador de conferir o fato. Colocou-se no mesmo lugar que as três vitimas haviam estados. Depois de três noites sem nada presenciar, no dia dois de novembro, sentiu o cheiro de uma fumaça mal cheirosa, pensou era a pista que procurava. Seguindo o cheiro, logo viu a fumaça e ouviu o sorriso. Pensou “meu deus, é a aparição”. Apertou o passo é viu o senhor de branco, quando gritou:
– Ei, aguarde! Fala minha língua? Quem és tu?
Seguiram-se perguntas, uma atrás da outra, no entanto não obteve nem uma resposta.
Resolveu correr antes que a aparição desaparecesse no fundo do rio. Foi quando num repente a figura estava soltando fumaça e sorrindo na sua frente. Na manhã seguinte, foi o primeiro a chegar à mercearia de Seu Freitas, passou a manhã e a tarde bebendo cachaça e alucinando sobre o ocorrido na noite anterior. Tentava lembrar-se do que havia acontecido, logo depois, que a criatura apareceu na sua frente sorrindo. Quando no final da tarde, quando muitos habitantes encontravam-se ao seu redor ouviu a mesma palavra que o fez desmaiar na noite e que o fez gritar: “ENCANTADO”. Assustados, os habitantes correram para suas casas, enquanto o pesquisador não parava de gritar. Depois de alguns minutos já sem voz percebeu que estava só.
Seguiu para a capital Belém, no primeiro ônibus, pela manhã, na chegada foi direto para a Universidade Federal do Pará, onde fica o IFNOPAP, e lá encontrou o maior intelectual no assunto o doutor João de Jesus Paes Loureiro, que logo depois de ouvir sua história respondeu tratar-se o “encantado” de um ser mitológico que mora no fundo das águas do rio e que submerge de seu fundo”.



AUTOR: Fábio Quaresma

quarta-feira, 15 de março de 2017

EXPOSIçÃO: Gravuras Pastana


O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar o acervo pertencente ao Estado do Pará, e resguardadas no acervo do Sistema Integrado de Museu, em Belém do Pará. Gravuras do Ilustre Manoel Pastana que debruçado no ofício registrou em Gravura as peças em barro da cultura Tapajônica. Outras obras expostas no Museu da Casa das Onze Janelas, em Belém do Pará, podem ser vista. 









domingo, 12 de março de 2017

SERMÃO DE ANTONIO VIEIRA AOS PEIXES


O Instituto de Lingua Viva tem o prazer de divulgar a obra pregada na Igreja de São Luís do Maranhão, pelo Padre Antonio Vieira, intitulada Sermão de Santo Antonio aos Peixes. Nota-se que essa obra de brilhante discurso delicia e impressiona o leitor por sua eterna atualidade. Leia e confirá citações da obra.



"Vós, diz Cristo, senhor nosso, falando com os pregadores sois o sal da terra; e chama-lhe sal da terra, por que quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tao corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que tem ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?"



"Deixa as praças, vai-se as praias; deixa a terra, vai-se ao mar, e começa a dizer a altas vozes: Já que me não querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes! poderes do que criou o mar e a terra! Começam a ferver as ondas, começam a correr os peixes, os grandes, os maiores, os pequenos; e, postos todos por sua ordem com as cabeça de fora da água, Antonio pregava, e eles ouviam".

Fonte: Sermao de Santo Antonio aos peixes; VIEIRA, Padre Antonio, ed. EXPO98, 1996

OS SERMÕES DO PADRE ANTÔNIO VIEIRA

Uma vez que Antônio Vieira alternou sua vida entre o Portugal e Brasil, sua obra é considerada tanto literatura portuguesa quanto literatura brasileira. Sua produção literária é composta, em sua grande maioria, por sermões, os quais pregava aos índios e aos moradores da época.
Somente os sermões editados por Vieira totalizam mais de 200.
O sermão era considerado um gênero literário superior, resultado de um enorme esforço intelectual. Os jesuítas os criavam com base em estudos de retórica:
Para a sua preparação, os padres estudavam a forma de exposição, a ordem dos argumentos.
Para a elocução, atentavam para a função dos efeitos que o sermão deveria obter.
Para a execução, memorizavam, praticando impostação da voz, gestualidade e posição do corpo.
Tudo era objeto de estudos sistemáticos desde que entravam no noviciado. Nenhum padre saía dos estudos antes dos 34 anos, tendo treinamentos diários. Assim, os sermões eram pregados normalmente nas igrejas e eram muito concorridos. O anúncio de um grande orador na missa do dia, por exemplo, criava grandes expectativas na comunidade.
O sermão acontecia após a leitura do Evangelho do dia (definido canonicamente) e antes da comunhão. O padre interpretava a passagem bíblica lida anteriormente de modo a renová-la, encaixando a História com a vida. Além de seus sermões, Vieira também escreveu poesias, livros poéticos e centenas de cartas. Muito desse material ainda é inédito. 

(Fonte: Lendo.org)

Compre a obra: Livraria Cultura: Clique aqui




sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

DIVULGAÇÃO: Concurso Literário; "OFF FLIP" de Literatura

O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar o concurso literário: "OFF FLIP" de Literatura. Os candidatos escritores podem concorrer nos gênero de poesia e prosa (conto e literatura infanto-juvenil). As inscrições vão até o dia 12 de dezembro de 2016, e o regulamento pode ser encontrado no espaço Haroldo Maranhão de poesia e literatura, Casa das Rosas,

Os candidatos contemplados com os primeiros lugares receberão prêmios em dinheiro, com direito a viagem e hospedagem para participar do evento Literário Brasileiro, em Paraty 2017.



Não perca essa oportunidade prezado escritor, inscreva-se já.
Informe:

Inscrições prorrogadas até 28 de dezembro

CONTO
POESIA
LITERATURA INFANTOJUVENIL



Conheça os ganhadores de 2016, CLIQUE AQUI


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Custume

  • CUSTUME
    Fábio Quaresma, 2016.

    No interior da cidade então emancipada de Santarém, Mojuí dos Campos, localizada no oeste do estado do Pará, em pleno plebiscito separatista do Pará. O pesquisador acordará em sobressalto em sua casinha de alvenaria com banheiro externo de aluguel ínfimo com água encamada e luz, do fio de alta tensão que por ali passará e não chegará. Toque, toque, toque insistentemente. Levantou-se e assustado, pois odiava que viessem em sua casa, ainda mais o acordar do que, mas lhe apreciava fazer: dormir. Perguntou, olhando pela fresta da janela de taipa. 
    -Quem é? Ouvindo como resposta.
    -Vim ter com o Senhor. Era o comerciante da esquina. Foi que exclamei rispidamente.
    - Não lhe devo nada! Só irei trabalhar depois do almoço. Ele respondeu timidamente em um sussurro.
    - Antônio, poesia, escrevi uma poesia. Surpreso, baixei o tom de voz e amigavelmente convidei-lhe a entrar e tomar um copo de leite, pois o almoço da carne seca dependurada na parede que ainda não havia tratado, e, até, estava saindo um bichinho branco que o visitante logo me chamou a atenção.
    -O senhor come essa carne. Disse-lhe.
    - Noto esse mutum que vemos sair desta carne, perguntando se: Lhe incomoda? E continuando disse: Levam todo o nutriente dessa carne, apesar de saber não o como, alimento-me da carne. Trato e como. Mas sim a poesia cadê me de aqui deixa eu lê.
    O comerciante mostrando sua delicadeza e sutileza botou-se de lado e disse, eu mesmo leio. Surpreso, disse-lhe enchendo um copo de leite e sentando no chão. 
    O senhor em pé deu-se a ler sua poesia. Quando por fim disse-lhe:
    - E impressão minha ou o Senhor conta do desgosto passado com sua amante. Continuei. Se não me engano o Senhor é casado e tem um casal. Que isso! Senhor é pecado o que o Senhor esta fazendo. Ihhh, isso não e nada bom. Nem contarei a ninguém sobre sua estada aqui. Ele me respondeu:
    - O que de mal pode me acontecer? Respondi.
    - Com isso, o Senhor, me compromete. Cuidado com os custumes ou o Senhor não sabe. Ele arregalou os olhos como um surubim. Dizendo:
    - Que custumes. Respondi. 
    - O Senhor é casado diante de Deus. Respondeu-me:
    - Só. E daí! Respondi.
    - Ihhhhhhhh, meu pai do céu, saia e leve sua poesia. Disse-me.
    - O Senhor não quer minha poesia. Respondi.
    - Perdoe- me, mas registrarei as consequências. Até, mais devo notar que é uma bela poesia, que notarei ser o senhor comerciante, casado e agora poeta, realmente poeta, mas cuidado esconda esse papel para que depois de sua morte possa ser publicado. Olha os custumes as punições de Deus são severas. O comerciante saiu e quando olhei a carne tinha sumido o mutum.
    Passaram-se os dias, semanas até que no dia da votação do plebiscito o lugarejo repleto de familiares, vindo sei lá de onde e sei lá como, conduziam-se em procissão para votar na única Escola, que os alunos chegavam da mesma forma, pois era decisão política, o funcionamento do sistema de votação para o transporte dos alunos durante o ano.
      Estava dobrando a encruzilhada.  Quando, súbito o Senhor poeta me aguardara em sobressalto, amostrando sua mão sem o dedo indicador e o pai de todos, arreganhado como uma rosa. Exclamei.
    - Meus Deus, que isso, vá no posto de saúde agora. O Senhor precisa de cuidados. Olhou-me com uma cara sínica, dizendo:
     - Não doe, deixa assim, rsrsrsrsrs. Disse-lhe:
    - Eitá que isso, mas saiba que sua consciência é seu guia. O senhor bem pode fazer um curativo para evitar que sua mão caia. Ele me respondeu:
    - Se cai e por quê Deus quis! Complementei: - E se não cair é porque Deus quis, sim entendo. Desejei melhoras, continuando a caminhar para expressar minha decisão na urna eletrônica de votação.
    Alguns passas, e retornei dizendo:
    - Ei pera aí, Senhor! Venha cá me conte, que isso? O que aconteceu com o Sr.? Desculpe é que não esperava: - O que foi isso? Diga-me tudo e não me esconda nada. Ele iniciou, dizendo:
    - Tava caçandu, com minha espirgarda, quandu ouvi o som da paca, engatilhei e corri, mas a danada sumiu e tropecei num galhu, caindu eu pru ladu, a espingarda pru outru. Aí, levantei e fui desintupi o canu assim enfiando esses dois dedos, que davam por ser meus quatro, mentí, quandu puchei, disparum, olha como ficu. Seriamente respondi:
    - Ihhhh! Curupira, danado, lhe abicoró. Mas o Senhor importante que está vivo é poeta ainda, pois dá pra escrever, segurando a caneta com o mata-piolho, seu mindinho e o Luizinho. Agora vá, pois se sucedeu o infortuno custume.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

JEAN-PAUL SARTRE

Biografia e Vida

Jean-Paul Sartre (1905-1980) foi filósofo e escritor francês. "O Ser e o Nada" foi o seu principal trabalho filosófico. Foi um dos maiores representantes do pensamento existencialista na França, juntamente com Albert Camus e Simone de Beauvoir.
Jean-Paul Sartre (1905-1980) nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa e de Anne-Marie Sartre, ficou órfão de pai com dois anos de idade. Mudou-se com sua mãe para Meudon, para a casa de seus avós maternos. Teve uma boa formação literária. Aos 19 anos, ingressou no curso de Filosofia da Escola Normal Superior de Paris. Faz o mestrado em Filosofia, na Sorbonne, onde conhece sua futura companheira Simone de Beauvoir.
Sartre escreveu um romance, "A Lenda da Verdade", que não foi bem aceito pela crítica. Ganhou uma bolsa para o Instituto Francês em Berlim, para se dedicar ao estudo da fenomenologia do filósofo Edmund Husserl e as teorias existencialistas de Karls Jaspers e Martin Heidegger. Posteriormente, Sartre estudaria as obras de Kierkegaard. A partir desses estudos, Sartre elaborou sua própria ideia do existencialismo.
Sartre publicou importantes livros, entre romances, contos e ensaios, como forma de disseminar seus preceitos existencialistas: "A Náusea" (1938), "O Muro" (1939), "O Imaginário" (1940), além de diversas peças de teatro, entre elas, "As Moscas" (1943), no qual fez uso da lenda grega para simbolizar o domínio alemão sobre a França na Segunda Guerra, "A Idade da Razão" (1945), entre outras.
Seu trabalho filosófico principal foi "O Ser e o Nada", publicado em 1943, onde tenta caracterizar as estruturas fundamentais da existência humana descrevendo o choque entre a consciência e o mundo objetivo, de forma a destacar a característica que definia o ser humano, sua liberdade.
Sartre era um intelectual engajado com os movimentos sociais na França. Era filiado ao Partido Comunista francês e apoiou a invasão comunista na Hungria feita pelo ditador soviético Stálin, sendo criticado posteriormente por intelectuais liberais, pela atitude contraditória com os ideais de liberdade que o filósofo pregava. Foi homenageado com o Prêmio Nobel de Literatura, mas se recusou a recebê-lo.
Jean-Paul Charles Aymard Sartre morreu em Paris, França, no dia 15 de abril de 1980. Seus restos mortais foram sepultados no Cemitério de Montparnasse, onde também está sepultada sua companheira Simone de Beauvoir.
Fonte: E Biografia

quinta-feira, 31 de março de 2016

Leitura da mão

A imagem acima representa a correlação da mão com os Arcanos Maiores do Tarô, no caso de uma leitura integrada. Fonte: Google imagens. Domínio Público.

Fonte: Clique aqui

Leitura dos arcanos maiores por Sara Cezar Quaresma, tarologa.

Arcano 0: O Louco
Significado da carta:

Inconsciência, aberração, perturbação, loucura.

Arcano I: O Mago
Significado da carta:
Habilidade, diplomacia, astúcia, energia, poder. 

Arcano II: A Papisa
Significado da carta:
Segredo, mistério, ciência.

Arcano III: A Imperatriz
Significado da carta:
Germinação, fermentação, incubação, fecundidade, geração, iniciativa, representa a mão do consultante e o espirito que já transcendeu.

Arcano IV: O Imperador
Significado da carta:
Apoio, estabilidade, poder, proteção, representa um grande personagem, o pai.

Arcano V: O Papa
Significado da carta:
Inspiração, indicação, ensino, um homem a quem costumamos dirigir-nos padre, médico, advogado, etc...

Arcano VI: O Namorado
Significado da carta:
Atração, amor, beleza, idealismo.

Arcano VII: O Carro
Significado da carta:
Providência, auxílio, triunfo, vitória.

Arcano VII: A Justiça
Significado da carta:
Justiça, equilíbrio, retidão, plenitude.

Arcano IX: O Eremita
Significado da carta:
Prudência, proteção, sabedoria.

Arcano X: A Roda da fortuna
Significado da carta:
A fortuna, destino, elevação, ascensão, supremacia.

Arcano XI: A Força
Significado da carta:
Força, energia, trabalho, ação, vitalidade.

Arcano XII: O Enforcado
Significado da carta:
Carta que induz a autocritica, expiação, sacrifício, matéria.

Arcano XIII: A Morte
Significado da carta:
Morte, destruição, transformação, metamorfose, mudança, novas oportunidades.

Arcano XIV: A Temperança
Significado da carta:
Metamorfose, mudança, mutação, reversibilidade.

Arcano XV: O Diabo
Significado da carta:
Força maior, destino, magia negra, mistério, atração secreta.

Arcano XVI: A Fome
Significado da carta:
Queda, catástrofe, ruína, destruição.

Arcano XVII: A Estrela
Significado da carta:
Influência, ascendência, esperança.

Arcano XVIII: A Lua
Significado da carta:
Trevas, temores, sortilégios, enfeitiçamento, a morte, a água.

Arcano XIX: O Sol
Significado da carta:
Desvendamento, desembaraço, luz.

Arcano XX: O Julgamento
Significado da carta:
Despertamento, surpresa, brilho, destruição.

Fonte: Notas do manuscrito do livro de Sara Cezar Quaresma, moradora de Belém, Pará, Brasil, Oraculo cabalista e demais providências.





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Exposição Leonardo da Vinci

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Mei

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Parabéns Academia Brasileira de Letras

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Pelos 125 anos de muita sabiência.

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Parabéns pelos seus 40. Anos. Votos de continuidade na formação jurídica do Brasil..

Índia

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Alska Nativa Medical Center

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Referência no tratamento de hemangioma