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quinta-feira, 31 de março de 2016

Leitura da mão

A imagem acima representa a correlação da mão com os Arcanos Maiores do Tarô, no caso de uma leitura integrada. Fonte: Google imagens. Domínio Público.

Fonte: Clique aqui

Leitura dos arcanos maiores por Sara Cezar Quaresma, tarologa.

Arcano 0: O Louco
Significado da carta:

Inconsciência, aberração, perturbação, loucura.

Arcano I: O Mago
Significado da carta:
Habilidade, diplomacia, astúcia, energia, poder. 

Arcano II: A Papisa
Significado da carta:
Segredo, mistério, ciência.

Arcano III: A Imperatriz
Significado da carta:
Germinação, fermentação, incubação, fecundidade, geração, iniciativa, representa a mão do consultante e o espirito que já transcendeu.

Arcano IV: O Imperador
Significado da carta:
Apoio, estabilidade, poder, proteção, representa um grande personagem, o pai.

Arcano V: O Papa
Significado da carta:
Inspiração, indicação, ensino, um homem a quem costumamos dirigir-nos padre, médico, advogado, etc...

Arcano VI: O Namorado
Significado da carta:
Atração, amor, beleza, idealismo.

Arcano VII: O Carro
Significado da carta:
Providência, auxílio, triunfo, vitória.

Arcano VII: A Justiça
Significado da carta:
Justiça, equilíbrio, retidão, plenitude.

Arcano IX: O Eremita
Significado da carta:
Prudência, proteção, sabedoria.

Arcano X: A Roda da fortuna
Significado da carta:
A fortuna, destino, elevação, ascensão, supremacia.

Arcano XI: A Força
Significado da carta:
Força, energia, trabalho, ação, vitalidade.

Arcano XII: O Enforcado
Significado da carta:
Carta que induz a autocritica, expiação, sacrifício, matéria.

Arcano XIII: A Morte
Significado da carta:
Morte, destruição, transformação, metamorfose, mudança, novas oportunidades.

Arcano XIV: A Temperança
Significado da carta:
Metamorfose, mudança, mutação, reversibilidade.

Arcano XV: O Diabo
Significado da carta:
Força maior, destino, magia negra, mistério, atração secreta.

Arcano XVI: A Fome
Significado da carta:
Queda, catástrofe, ruína, destruição.

Arcano XVII: A Estrela
Significado da carta:
Influência, ascendência, esperança.

Arcano XVIII: A Lua
Significado da carta:
Trevas, temores, sortilégios, enfeitiçamento, a morte, a água.

Arcano XIX: O Sol
Significado da carta:
Desvendamento, desembaraço, luz.

Arcano XX: O Julgamento
Significado da carta:
Despertamento, surpresa, brilho, destruição.

Fonte: Notas do manuscrito do livro de Sara Cezar Quaresma, moradora de Belém, Pará, Brasil, Oraculo cabalista e demais providências.





quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Jorge Amado; obra Terra do sem fim



Biografia
Jorge Amado, um dos representantes do ciclo do romance baiano, nasceu em Itabuna, Bahia, em 10 de agosto de 1912. É considerado é dos principais representantes do romance regionalista da Bahia. 
Este romancista brasileiro é um dos mais lidos no Brasil e no mundo. Com livros traduzidos para diversos idiomas, suas obras refletem a realidade dos temas, paisagens, dramas humanos, secas e migração.   

Escritor desde a adolescência, Jorge Amado segue o estilo literário do romance moderno. Em seus livros existe o domínio do físico sobre a consciência. Suas personagens geralmente são plantadores de cacau, pescadores, artesãos e gente que vive próximo ao cais, em Salvador, capital da Bahia. 

O estilo deste autor também é conhecido como romance da terra e seus livros possuem uma linguagem agradável e de fácil compreensão. Suas obras literárias conquistaram não só os falantes da língua portuguesa como de outros idiomas: inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, etc. 

Morreu em Salvador ( Bahia ), no dia 6 de Agosto de 2001, quatro dias antes de completar 89 anos de idade.  

São seus livros: 

O País do Carnaval, Cacau, Jubiabá, Terras do Sem fim, A Morte e a Morte de Quincas Berro d´Água, Seara Vermelha, O Cavaleiro da Esperança, O Mundo da Paz, Os Subterrâneos da Liberdade, Gabriela, Cravo e Canela, Suor, Mar Morto, Capitães de Areia, São Jorge dos Ilhéus, Os Velhos Marinheiros, Os Pastores da Noite, Dona Flor e seus Dois Maridos, ABC de Castro Alves, O Amor do Soldado, Bahia de Todos os Santos, A Estrada do Mar, Tereza Batista Cansada de Guerra, Tieta do Agreste, Farda Fardão e Camisola de Dormir.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Linguística gerativa

Nos anos 50, Noam Chomsky, linguista americano, discípulo de um distribucionalista também americano conhecido por Z. Harris, começa a propor que a linguagem não seja tão presa à classificação de dados, mas que dê um lugar importante à teoria.
Inspirado no racionalismo e da tradição lógica dos estudos da linguagem, ele apresenta uma teoria a que chama de gramática e seu estudo se dá especificamente na sintaxe que, para ele, constitui um nível autônomo e central para a explicação da linguagem.
A função dessa gramática não é ditar regras, mas envolver todas e apenas as frases gramaticais, ou seja, as que pertencem à língua. É assim que surge a Gramática Gerativa de Noam Chomsky. Gerativa (gerar – criar frases) porque permite, a partir de um número limitado de regras, gerar um número infinito de sequências.
Esse processo é dedutivo: parte do que é abstrato, isto é, um axioma (proposição evidente por si mesma) e um sistema de regras, e chega ao concreto, ou seja, as frases existentes na língua. É com essa proposta que a teoria da linguagem deixa de apenas descritiva para ser também explicativa.
Para Chomsky, é tarefa do lingüista descrever a competência do falante. Ele define competência como capacidade inata que o indivíduo tem de produzir, compreender e de reconhecer a estrutura de todas as frases de sua língua. Ele defende que língua é conjunto de infinito de frases e que se define não só pelas frases existentes, mas também pelas possíveis, aquelas que se podem criar a partir interiorização das regras da língua, tornando os falantes aptos a produzir frases que até mesmo nunca foram ouvidas por ele. Já o desempenho (performance ou uso), é determinado pelo contexto onde o falante está inserido.
O termo gramática é usado de forma dupla: é o sistema de regras possuídos pelo falante e, ao mesmo tempo, é o artefato que o lingüista constrói para caracterizar esse sistema, A gramática é, ao mesmo tempo, um modelo psicológico da atividade do falante e uma “máquina” de produzir frases.
A teoria chomskiana conduz ao universalismo, segundo Orlandi, pois o que está em questão é o “falante ideal”, e não locutores reais do uso concreto da linguagem. A capacidade para desenvolver a linguagem é uma habilidade inata do ser humano: já nascemos com ela. E como a espécie humana é caracterizada pela racionalidade, a questão fundamental para essa linha de estudo é a relação entre linguagem e pensamento. Seus estudos se centralizam no percurso psíquico da linguagem como e, em conseqüência disso, no domínio da razão.
Desta forma, a reflexão de Chomsky acaba por trazer para a Lingüística toda uma contribuição de estudos nas áreas da Lógica e da Matemática e, por outro lado, apresenta uma nova abordagem até então inexplorada: estudos sobre os fundamentos biológicos da linguagem (característica da espécie humana).
Referencial
ORLANDI, Eni Pulcinelli. O que é Lingüística. Série Princípios. São Paulo, Ática.
Fonte: http://www.infoescola.com/comunicacao/teoria-gerativa-de-noam-chomsky/

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Cinto: CAIPORA

Certo dia, estava numa comunidade a margem da estrada, localizada a alto da Serra onde tinha uma árvore, na foz do rio Curuá-una, muito especial que dava um fruto de bastante vigor energético o guaraná. Nesse dia, lia um dos mil contos das mil e uma noite. Quando na terna chegada do anoitecer dei-me de sobre salto ao ouvir um assovio vindo da mata. Era um assubiu constante pensei ser o pia da onda ou algo parecido, subiu-me um calafrio, fiquei ouvindo o assubiu que me lembrou da Matita-pereira. Seria ela que estava a encontrar. Logo depois de alguns minutos desse som caiu uma nevoa e o frio me ateve. Que assombramento tive, o som o assobio não cessou apenas de distancio. Meu deus disse a mim mesmo é ela que veio me atormentar, conseguirei vencer esse medo e encontrar essa temível aparição.
No outro dia, dei a consultar os informantes que aqui já havia feito amizade. Perguntei para uma jovem menina de nome Jessika que fiquei com medo naquela noite, pois acreditava ter ouvido a onça piar no meio da mata. Ela me perguntou porque achava ser a onça, disse-lhe que ouvir um sumido endurecedor na noite, então ela me disse se tratar do Caipora, uma entidade mística da floresta, logo lhe perguntei se alguém já o tinha visto, Jessika me respondeu que não todos aqui respeitam a mata e preferem nem imaginar como é ele.
– O Caipora quem seria o Caipora, meu Deus o Caipora, falava com meus botões.
Assim, fui para a cidade conversando com um rapaz na orla da cidade coloquei-lhe o caso de ter ouvido uma onça piar, mas que depois vim a saber se tratar do Caipora. E indaguei se sabia algo sobre o dito Caipora se era do bem ou do mal. Ele me respondeu apenas que tinha ouvido falar e disseram-lhe ser um índio velho. Interessante, seria esse Caipora a representação do Tamá-Tajá e a Matita a Tucuji que viveram um amor em vida tão sublime que não há metáfora para comparar e nem antítese para se opor.
Quando voutei para a comunidade. Dei-me a reflexão dos fatos é talvez tivesse que entrar na mata, me “abicorá” dentro dela para encontrar esse entidade mística da Floreta Amazônica. Para isso, preferi não ir só, convidei um senhor antigo caçador que vivia na taberna da esquina, chamavam o de pé-inchado, o que queria dizer que era um pião-cachaceiro, não era um cabloco da região era um imigrante que veio em busca de viver tranquilo na Floretsa Amazônica, e veio criança para cá trazido por seus pais, quando da abertura da Transamazônica.
No dia seguinte, adentramos na mata e começamos a entrar, adentrar, entrar, quando chegou a noitinha, acampamos próximo a um igarapé de águas imensamente geladas e que se poderia ouvir do som da cobra grande, o que me fazia ficar poucos minutos dentro d’água, cristalina e escura. Dormimos bem a noite. Na manhã continuamos a adentrar na mata fechada. Depois, de três dia de mesma rotina saímos subitamente para meu espanto no meio de um enorme clarão, as máquinas estavam paradas, o trator, as motosserras, e os homens faziam sua cesta depois da boia.
Que coisa, o mateiro tinha me feito andar tanto para me mostrar o motivo do Caipora está aparecendo por lá. Essa entidade concluir é o assobio do aviso da mata. O guerreiro Tambá se manifestando avisando que algo de ruim estava acontecendo naquela região. Opá disse ao pião, voltamos sem sermos vistos e durante a caminhada de volta acampamos na margem do igarapésmo, fizemos uma foguira para são Pedro que era seu dia. Estava sentado olhando a fogueira e fumando um maratá, o pé inchado já havia saído da água com a janta um surubim de uns 12K que colocamos para assar em folha de bananeira.
Já contava tarde da noite pé inchado estava dormindo quando comecei a ouvir um assobio que me fez congelar, petrifiquei não conseguia nem me mover, nem emitir nem um som, era muito próximo, aí veio vi uma árvore se materializar em espectro de um índio, que veio em minha direção e sentou-se na minha frente, estava completamente nu e todo pintado como para a guerra, olhou-me avidamente e ergueu um copo cheio de grafias tapajônicas, erguendo em minha direção, não pude recusar. Apanhei o copo como em reflexo e olhei dentro era uma bebida marrom, olhei nos olhos ternos do índio que me fez beber aquele liquido e devolvi o copo em forma de cuia. Num pescar de olhos ele tinha sumido de minha frente e a árvore voltou a aparecer, caio a nevoa sobre nos e a fogueira se apagou, comecei a sonhar acordado com o futuro e nesse sonho vi a destruição, a ganancia, o fim de um universo de riquezas mil, em virtude da cobiça do que os madeireiro chamam de ouro da Amazônia, a madeira. Cai no sono nooutro dia, ao lado das cinzas da madeira estava a cuia com a gráfia tapajônica peguei-a é guardei, pois estava certo de possui um significado, uma mensagem encoberta naqueles símbolos.
Na manhã seguinte falei a pé inchado que havia tido um terrível pesadelo e que gostaria de que ele me levasse em algum lugar tranqüilo. Ele me respondeu apenas “simbora, e seguiu a ternos passos, fui seguindo-o logo atrás, depois de uma longa caminhada chegamos a margem de um rio e do outro lado estava aquela linda belezura, a ILHA DO aMOR, lugar paradisíaco, desabitado com uma linda praia.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Aula Redação: Desenvolvimento dissertativo

O Desenvolvimento dissertativo é construído pela exposição dos argumentos que seguem a linha da dualidade oposicional, ou seja, para todo bem a um mal, para todo certo a um errado, para todo negativo a um positivo… No entanto, para que o escritor não seja contraditória, ou seja incoerente, sugere-se a sustentação de uma forma de argumento positivo ou negativo em exclusividade do fato com exemplos reais, verossimeis e de cunho oficial, sem que aja pessoalidade de causa.
Conforme, documento oficial e padrão de correção nacional para textos dissertativo em concurso: o Manual de Redação 2013-MEC, delineia o padrão a ser seguido,  constando que argumentação deve ser realizada com dois a três parágrafos, de no maximo sete linhas, contendo regulamente a estrutura tópico frasal, desenvolvimento do tópico, e conclusão do tópico.

sábado, 26 de setembro de 2015

Conto: Madame Zoraide

Marcus Demóstenes tomou a mais nobre decisão de sua vida. Depois de ter lido a maioria dos cânones da Literatura Brasileira, do “boca do inferno”, passando pela leitura de Marília de Dirceu, deleitando-se com o romantismo de Gonçalves Dias, até chegar na leitura de Machado de Assis escritor que o encantou. Estava na idade da razão, quando leu “A Ressurreição”, obra que iria marcar sua vida.
       Na faculdade de psicologia leu “para viver um grande amor”, texto de Vinícios de Moraes, responsável em colocar o ponto final em seu princípio que consistia em ser um homem de uma só mulher. Respondia a todos que o indagavam:- Por que não tinha namorada? – Ser de muitas mulheres não tinha nem um valor. E para os que o chamavam de homossexual, respondia:- Conheça-me primeiro fará juízo seguro.
       Sempre lembrava-se do livro de Machado, as jovens mandavam-lhe correspondência amorosas, declarações como as cantigas de amor medieval, ele compreendia que elas confundiam sua nobreza, sua doçura e suas boas intenções com seu libido sexual. Seu encanto para com elas era tamanho que poderia assumir uma postura de Dom Juan. Mas não, o vez, o personagem de Machado tinha lhe ensinado: “não adiantava ter todas e nem uma”, teria uma vida vazia. Preferia acreditar existir dentre todas uma que seria sua senhora por todo sempre.
       Sua vida a partir dessa decisão de ser um homem de uma só mulher passou a ser dividida pelas mulheres que o tentavam provocando mesmo o seu ego e seus colegas que zombavam de seu princípio, mesmo assim procurava e apesar de jamais encontrar. Seus amigos não compreendiam sua postura, mas Marcus sabia que ela estava em algum lugar. Certo dia veio a sua memória as indagações: O que fazer? Como deveria fazer? Onde a encontraria? 
       Esse questionar para si começou a ser freqüente chegando a perturbar sua consciência. Toda a psicologia que estudara na faculdade não estava adiantando. Tomou a decisão de contar para uma amiga sua sina, seu princípio e as perguntas que passaram a perturbar sua consciência. Ela o orientou que não se tratava de um princípio, mas sim de uma premissa de seu eu para si mesmo e que deveria ir a uma cartomante. Um oráculo cabalístico para poder ser orientado melhor e assim garantir uma luz em seu caminho. Ela o explicou como via sua situação:- Estais caminhando meu amigo no escuro e precisa dessa orientação, pois, assim saíras das trevas onde te encontras agora perdido sem horizonte de expectativa. Ele não ficou convencido acreditava ser sua ciência maior que qualquer misticismo mais mesmo assim anotou o número telefônico, prometendo ligar.
       Depois de uns dias, buscando sem encontrar, olhando sua agenda telefônica os números das moças que havia conhecido durante esses tempos, apareceu o telefone de Madame Zoraide como era chamada à senhora mística que viria a iluminar seu caminho. Pensou vou ligar agora mesmo.
       -Olá, boa tarde gostaria de falar com Madame Zoraide.
       -É ela, sobre o que se trata.
       -Fui orientado a ir com a senhora, pois teria respostas para minhas dúvidas.
       -Sim, posso ajudar. Meu endereço é Rua dos Tamoios, Vila Cinco irmãos casa 03.
       Anotou o endereço, o dia e a hora de sua consulta. O enamorado que até então era de todas e de nem uma, apresentou-se na hora e no local marcado. Foi confiante, e nem pensava em duvidar de uma palavra se quer do oráculo. Já havia sido orientado por uma pessoa de confiança, isso bastava.


       A consulta durou cerca de uma hora. A análise do “livro de páginas soltas”, como Madame Zoraide chamava sua ferramenta de trabalho, deu-lhe uma orientação para o futuro a suas perguntas: O que fazer? Como deveria fazer? Onde a encontraria?
       Esses questionamentos levou a uma leitura do tarô por Madame Zoraide de seu futuro, assim, disse ela: -Segue um caminho até encontrar-te numa encruzilhada, perguntar-te-á qual caminho seguir, o da direito ou o da esquerda, perguntarás para um velho e ele te dirá o melhor caminho a seguir. Dizendo mais: – Quando ofereceres teu dinheiro achará que está duvidando de sua palavra e de sua boa fé, esse senhor recusará teu dinheiro e acrescentará, quando voltares eu estarei aqui, lembre de mim. 

       Saiu da consulta e seguiu seu caminho a procurar sem nunca encontrar. Passaram-se dias, meses e anos e nada. Foi quando num repente tudo se revelou, estava andando quando uma moça jovem e bonita luziu em sua frente. Parada olho-o de ponta a cabeça e perguntou qual caminho deveria tomar para chegar até Em Almeirim. Então viu-se numa encruzilhada, olhou para a direita olhou para e a esquerda. Ficou embaraçado, entretanto conseguiu em sobressaltos falar:
       – Por que está indo para lá?
       A moça com emoção respondeu estar indo visitar sua mãe que estava muito doente e precisava de sua companhia. Marcus disse-lhe que deveria tomar o caminho da direita. A moça estendeu um dinheiro para lhe retribuir a ajuda. Ele não aceitou, mas deu-lhe seu telefone para que ligasse. No outro dia a morena de olhos d’água, que tinha luzido em sua frente, ligou e marcaram um encontro. Assim deu-se o princípio de uma relação amorosa que duraria por toda a vida.

domingo, 6 de setembro de 2015

Divulga: Hipertexto de Machado de Assis, por Marta de Senna

O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar que está disponível a fase 10 dos contos avulsos de Machado de Assis. Com isso, conclui-se o projeto sobre o patrocínio do Ministério da Cultura "Edição dos contos de Machado de Assis como hipertexto", da pesquisadora Marta de Senna. Toda a ficção de Machado de Assis (seus romances e contos) se encontra nesse portal, com links explicativos das referências literárias e histórico-culturais, bem como anotações sobre lugares do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo: desde cidades até lojas comerciais, cafés, teatros etc. Trata-se de uma grande realização, uma vez que é a primeira edição anotada da ficção completa de nosso maior escritor.


Clique aqui para acessar e ler nosso Ilustríssimo Machado de Assis.

domingo, 30 de agosto de 2015

Atividade: Leitura e compreensão de texto.

Leia o conto abaixo de Sophia de Mello e depois responda a atividade, Clicando na palavra QUESTÕES.



Conto: RETRATO DE M�NICA  

M�nica � uma pessoa t�o extraordin�ria que consegue simultaneamente: ser boa m�e de fam�lia, ser chiqu�ssima, ser dirigente da �Liga Internacional das Mulheres In�teis�, ajudar o marido nos neg�cios, fazer gin�stica todas as manh�s, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, n�o fumar, n�o envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do s�c. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser s�cia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito s�ria.
Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a M�nica. Mas s�o s� a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta.
Por tr�s de tudo isto h� um trabalho severo e sem tr�guas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que M�nica trabalha de sol a sol.
De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, M�nica teve que renunciar a tr�s coisas: � poesia, ao amor e � santidade.
A poesia � oferecida a cada pessoa s� uma vez e o efeito da nega��o �irrevers�vel. O amor � oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois n�o o encontra mais. Mas a santidade � oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam � santidade s�o obrigados a repetir a nega��o todos os dias.
Isto obriga M�nica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, �qualquer distrac��o pode causar a morte do artista�. M�nica nunca tem umadistrac��o. Todos os seus vestidos s�o bem escolhidos e todos os seus amigos s�o �teis. Como um instrumento de precis�o, ela mede o grau de utilidade de todas as situa��es e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obst�culos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, at� os desgostos.
Os jantares de M�nica tamb�m correm sempre muito bem. Cada lugar � um emprego de capital. A comida � �ptima e na conversa toda a gente est� sempre de acordo, porque M�nica nunca convida pessoas que possam ter opini�esinoportunas. Ela p�e a sua intelig�ncia ao servi�o da estupidez. Ou, mais exactamente: a sua intelig�ncia � feita da estupidez dos outros. Esta � a forma de intelig�ncia que garante o dom�nio. Por isso o reino de M�nica � s�lido e grande.
Ela � �ntima de mandarins e de banqueiros e � tamb�m �ntima de manicuras,caixeiros e cabeleireiros. Quando ela chega a um cabeleireiro ou a uma loja, fala sempre com a voz num tom mais elevado para que todos compreendam que ela chegou. E precipitam-se manicuras e caixeiros. A chegada de M�nica �, em toda a parte, sempre um sucesso. Quando ela est� na praia, o pr�prio Sol se enerva.
O marido de M�nica � um pobre diabo que M�nica transformou num homem important�ssimo. Deste marido ma�ador M�nica tem tirado o m�ximo rendimento. Ela ajuda-o, aconselha-o, governa-o. Quando ele � nomeado administrador de mais alguma coisa, � M�nica que � nomeada. Eles n�o s�o o homem e a mulher. N�o s�o o casamento. S�o, antes, dois s�cios trabalhando para o triunfo da mesma firma. O contrato que os une � indissol�vel, pois o div�rcio arru�na as situa��es mundanas. O mundo dos neg�cios � bem-pensante.
� por isso que M�nica, tendo renunciado � santidade, se dedica com grande dinamismo a obras de caridade. Ela faz casacos de tricot para as crian�as que os seus amigos condenam � fome. �s vezes, quando os casacos est�o prontos, as crian�as j� morreram de fome. Mas a vida continua. E o sucesso de M�nica tamb�m. Ela todos os anos parece mais nova. A mis�ria, a humilha��o, a ru�na n�o ro�am sequer a f�mbria dos seus vestidos. Entre ela e os humilhados e ofendidos n�o h� nada de comum.
E por isso M�nica est� nas melhores rela��es com o Pr�ncipe deste Mundo. Ela � sua partid�ria fiel, cantora das suas virtudes, admiradora de seus sil�ncios e de seus discursos. Admiradora da sua obra, que est� ao servi�o dela, admiradora do seu esp�rito, que ela serve.
Pode-se dizer que em cada edif�cio constru�do neste tempo houve sempre uma pedra trazida por M�nica.
H� v�rios meses que n�o vejo M�nica. Ultimamente contaram-me que em certa festa ela estivera muito tempo conversando com o Pr�ncipe deste Mundo. Falavam os dois com grande intimidade. Nisto n�o h� evidentemente, nenhum mal. Toda a gente sabe que M�nica � seri�ssima toda a gente sabe que o Pr�ncipe deste Mundo � um homem austero e casto.
N�o � o desejo do amor que os une. O que os une e justamente uma vontade sem amor.
E � natural que ele mostre publicamente a sua gratid�o por M�nica. Todos sabemos que ela � o seu maior apoio; mais firme fundamento do seu poder.

Sophia de Mello Breyner Andresen 
Contos Exemplares

Porto, Figueirinhas, 1996 (
29� ed.).


ATIVIDADE:

Clique aqui; QUESTÕES


(Fonte: Instituto Camões)


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