sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
CRASE 7: A crase em expressões não adverbiais
Usa-se crase quando a preposição a, combina com o artigo a, inicia objeto indireto ou objeto direto preposicionado. Ex.
“Dei um presente à criança.”
NOTA: À criança: objeto indireto.
“À pátria amou Caxias.”
NOTA 1: À pátria: objeto direto preposicionado.
Na frase “A pátria amou Caxias” (sem crase), o sujeito seria “a pátria”, e “Caxias” estaria funcionando como objeto direto.
NOTA 2: Caso os termos da oração aparecessem na ordem direta (primeiro o sujeito, depois o verbo, em seguida o objeto direto), a crase seria desnecessária.
Assim: “Caxias amou a pátria”.
CRASE 6: A crase em orações adjetivas
Ocorre quando funciona como pronome relativo a locução “o qual” ou “as quais” combina com a preposição a.Em tal circunstância teremos: à qual, às quais.
Ex:
a) Esteve em nosso escritório uma representante da “Escola Presidente Dutra”, à qual emprestamos vários livros./
a’) Esteve em nosso escritório um representante da “Escola Presidente Dutra”, ao qual emprestamos vários livros. //
b) Estiveram em nosso escritório duas representantes da “Escola Presidente Dutra”, às quais emprestamos vários livros./
b’) Estiveram em nosso escritório dois representantes da “Escola Presidente Dutra”, aos quais emprestamos vários livros.
NOTA: Para saber se a qual ou as quais deve ou não apresentar a craseado, vale a pena usar o recurso de substituir expressão feminina por masculina. Nos exemplos em pauta, substituímos “uma representante” por “um representante”, e “duas representantes por "dois representantes”. Com isto, apareceu ao no lugar de à, e aos no lugar de às, o que justifica a crase.
CRASE 5: A crase em expressões adverbiais
A preposição tem a propriedade de mudar a função gramatical de determinadas expressões. Suponhamos, então, que, para transformar certa expressão não adverbial em adverbial, seja necessário o emprgo da preposição a. Por exemplo:
“ A vontade” (artigo + substantivo) é expressão substantiva.
Com o acréscimo da preposição a essa expressão substantiva se transformará em um adjunto adverbial (de modo).Ex:
“Esteja à vontade.”
NOTA: à: contração da preposição a com o artigo a. O primeiro a é a preposição que transformou a expressão substantiva em adverbial. O segundo é o artigo feminino que modifica o substantivo vontade.
IMPORTANTE
É claro que a contração da preposição a com o artigo a só acontece antes de palavras femininas, pois não cabe ao artigo feminino modificar substantivo masculino.
Maria voltou a cavalo. (certo)/
Maria voltou à cavalo. (errado)
NOTA: “À cavalo” é expressão absurda, pois à (com crase) é contração da preposição a com o artigo a, e não se concebe que o substantivo cavalo (masculino) seja modificado por palavra feminina.
Também não se escreve: "Voltou à correr” (com crase), porque não existe verbo modificado pelo artigo a. O certo é “Voltou a correr”, sendo preposição simples o a que precede o verbo.
Exemplos de adjuntos adverbiais iniciados pela preposição “a” combinada com o artigo “a”:
1- Vendemos à vista. (À vista: adj. Adverbial de modo)/
2- Voltamos à tarde. (À tarde; adj. Adverbial de tempo)/
3- Conserve-se à direita. (À direita; adj. Adverbial de lugar)/
4- Às vezes ele se excedia. (Às vezes; adj. Adverbial de tempo)
NOTA 1: O acento indicador de crase é usado nas expressões adverbiais, nas locuções prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas:
à tarde, à chave, à noite,
à escuta, à direita, à deriva,
às claras, às avessas, às escondidas
às moscas, à toa, à revelia
à beça, à luz, à esquerda
à larga, às vezes, às ordens
às ocultas, às turras,à beira de
à sombra de, à exceção de , à força de
à frente de, à imitação de, à procura de,
à semelhança de, à proporção que, à medida que
NOTA 2: Incluem-se nessas expressões as indicações de horas especificadas: Ex:
à meia-noite, / às duas horas/
à uma hora,/ às três e quarenta
NOTA: Não confunda com as indicações não especificadas:Ex:
Isso acontece a qualquer hora.
CRASE 4: Um artifício para saber se "a" deve ou não deve ser craseado
1- Verificar a existência de uma preposição é, antes de mais nada, aplicar os conhecimentos de regência verbal e nominal que você acaba de obter.
Observe:
Conheço a diretora. /
Refiro-me à diretora.
No primeiro caso, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), portanto não existe preposição e não pode ocorrer crase. No segundo caso, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e rege a preposição a, portanto a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino a ou um dos pronomes já especificados.
Para verificar a existência de um artigo feminino ou de um pronome demonstrativo após uma preposição a, podem-se utilizar dois expedientes práticos. O primeiro deles consiste em colocar um termo masculino de mesma natureza no lugar do termo feminino a respeito do qual se tem dúvida. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.
Observe:
Conheço o diretor. - Conheço a diretora. /
Refiro-me ao diretor. - Refiro-me à diretora./
Prefiro o quadro da direita ao da esquerda. - Prefiro a tela da direita à da esquerda.
“Fui à festa.”/
“Fui ao jogo.”
2- Se, na substituição da palavra feminina pela masculina, aparecer apenas o, fica esclarecido que a circunstância não exige a preposição. Então, antes do substantivo feminino emprega-se a não craseado. Ex:
“Vi a festa.” /
“Vi o jogo.”
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
DIVULGAÇÃO: Cidadania em destaque
O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar à possibilidade que o Senado Federal do Brasil disponibilizou a partir do portal E-CIDADÃO. Portanto "todo cidadão tem a possibilidade de contribuir com a função legislativa do Senado. Aproveite e proponha a criação de uma nova lei para o nosso país. EX:
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
CRASE 3: A crase antes de substantivo feminino oculto
A crase pode existir mesmo sem substantivo feminino ao lado da palavra a, desde que tal substantivo possa ser subentendido. Ex:
“Cozinhamos à Rossini.”
NOTA: Neste caso ficou oculta a palavra moda: Cozinhamos à moda Rossini.”
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
CRASE 2: Casos em que a crase deve ou não deve ser empregada
Para saber se um nome próprio de lugar pode ser precedido de a craseado. O vestibulando deve verificar se o nome exige ou rejeita o artigo, em outras circunstâncias. Sabe-se por exemplo, que a palavra Alemanha não rejeita o artigo, motivo por que se diz “Gostei da Alemanha” (e não “Gostei de Alemanha). Logo, escreve-se com crase: “Vou à Alemanha”, sabendo-se que à é contração da preposição a com o artigo a que referido topônimo exige. Por outro lado, escreve-se: “Vou a Brasília” (sem crase), porque se diz “Gostei de Brasília” (e não “Gostei da Brasília”).
Com as expressões adverbiais de lugar formadas por nomes de cidades, países, estados, deve-se fazer a verificação da ocorrência da crase por meio da troca do termo regente:
Vou à Bahia. Vim da Bahia. /Estou na Bahia.
Vou à Itália. - Vim da Itália. /Estou na Itália.
Vou a Florença. - Vim de Florença. /Estou em Florença.
Vou à deslumbrante Florença. - Vim da deslumbrante Florença. / Estou na deslumbrante Florença.
Não se esqueça de verificar os dois lados. Não basta constatar que surge da ou na antes de Itália, por exemplo. Isso não é garantia de acento indicador de crase; é garantia apenas de que existe artigo antes de Itália. Para que ocorra crase, é preciso que o termo anterior peça a preposição a. No caso de "Visitei a Itália", por exemplo, não há crase, já que visitar é verbo transitivo direto.
Também a palavra CASA, empregada com o sentido de LAR, costuma aparecer desacompanhada de artigo:
NOTA:
Logo, se ao lado de tal palavra aparecer a, não devemos usar a crase, já que se trata de preposição simples.
Quando, porém, se usa qualquer expressão qualificativa ou determinativa como o dono ou morador, ou qualquer qualificação ao lado desse substantivo, o artigo tem cabimento: “Vou à casa de Pedro.”, “Vou à casa que comprei”, "Vou à casa amarela”.” Irei à casa de meus pais”.
Não se usa igualmente o artigo a antes do substantivo terra empregado para designar a parte continental do planeta (em oposição à parte marítima). Ex:
NOTA: Neste exemplo, o a é apenas preposição.
O mesmo se observa nas frases seguintes: “Já estamos em terra”, “Rumemos para terra”, onde não se observa o uso do artigo.
A função do demonstrativo abrange a do artigo. Portanto, quando se usa um dispensa-se o outro. Vejamos:
NOTA: É fácil admitir o despropósito do artigo em tais frases.
Se, portanto, aparecer a palavra a antes do demonstrativo essa ou esta, pode-se saber que se trata de preposição simples, o que proibirá o emprego da crase.
Ex:
A crase com o demonstrativo a(s) é detectável pelo expediente da substituição do termo regido feminino por um termo regido masculino:
Sua proposta é semelhante à dele. - Seu projeto é semelhante ao dele.
É evidente que não se usa artigo definido ao lado de artigos ou pronomes indefinidos. Ex:
NOTA: Logicamente, nestas duas frases o a aparece não craseado. Se o fosse, estaria incidindo a contração da preposição a com o artigo a, o que é absurdo, pois não tem cabimento usar o artigo definido ao lado de palavra cujo propósito é exprimir indefinição.
Também os pronomes pessoais, em como os de tratamento (você, Vossa Senhoria, Vossa Excelência, etc.) são usados sem o artigo, razão por que ao seu lado não se emprega a craseado. Ex:
Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas repetidas:
cara a cara/ gota a gota/
face a face/ frente a frente
É fácil perceber por quê. Basta usar expressões formadas por palavras
masculinas:
corpo a corpo/ lado a lado /passo a passo /dia a dia
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
CRASE 1: EMPREGO DA CRASE
Crase é palavra de origem grega e significa "mistura", "fusão" ou “contração”. O emprego da crase constitui hábito excelente, pois facilita sobremodo a compreensão da frase, evitando, por exemplo, que o objeto indireto seja confundido com o direto, ou que o complemento verbal seja confundido com o sujeito, etc.
Apenas se consegue ver a diferença entre os sentidos das duas frases abaixo em virtude da crase:
Em certas circunstâncias a crase vai apenas dar mais clareza à expressão, embora, para muitos, seja discutível a razão de seu emprego. Ex:
NOTA: Se antes do substantivo prazo não se empregou ao (combinação da preposição a com o artigo o, parece lógico, a uma análise superficial, fazer o mesmo antes da palavra vista, quer dizer, empregar a preposição a desacompanhada de artigo. No entanto, para efeito de maior clareza, é preferível usar a crase. Assim, a expressão “à vista” é imediatamente tomada como adjunto adverbial (de modo), sem nenhum esforço por parte do leitor.
Mas, se o substantivo que figura como núcleo da expressão, iniciada pela preposição a deve ser tomada num sentido indeterminado, a crase é condenável. Ex:
NOTA: “... a informação” = “... a uma informação qualquer, não determinada”. O a que precede o substantivo informação é preposição simples, e não preposição combinada com artigo.
Empregando-se informação no plural, continua sendo usado a, e não às, o que prova que o artigo, em tal circunstância, não deve existir: Ex:
: “Não dê ouvidos a informações desacompanhadas de provas convincentes”.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
DIVULGAÇÃO: Revista Literal
O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar a Nº1 edição da revista LITERAL, que é fruto do Portal Literal. Um portal de conteúdo Literário feita por literatos. Essa revista possui o caráter Literário de ser: CLIQUE AQUI
Fonte: http://www.literal.com.br/
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