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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O ser e o nada: O nada, de Satre

Pequena nota da obra O ser e o nada, de Jean Paul Sartre.
El no-ser se niega en su propio meollo. Cuando Hegel escribe: «El ser y la nada son abstracciones vacías y la una es tan vacía como la otra», olvida que el vacío es vacío de algo18. Y el ser es vacío de toda otra determinación que no sea la identidad consigo mismo; pero el no-ser es vacío de ser. En una palabra, lo que aquí ha de recordarse, contra Hegel, es que el ser es y la nada no es. Así, aun cuando el ser no fuera el soporte de ninguna cualidad diferenciada, la nada sería lógicamente posterior, ya que supone al ser para negarlo, puesto que la cualidad irreductible del no viene a sobreañadirse a esa masa indiferenciada de ser para liberarla. Esto significa no sólo que hemos de negarnos a poder ser y no ser en el mismo plano, sino también que hemos de cuidarnos mucho de poner a la nada como un abismo originario del que surgiría el ser. El empleo que damos a la noción de nada en su forma familiar supone siempre una previa especificación del ser. Es notable, a este respecto, que el idioma nos ofrezca una nada de cosas («nada») y una nada de seres humanos («nadie»). Pero la especificación se lleva todavía más lejos en la mayoría de los casos: se dice, designando una colección particular de objetos: «No toques nada», o sea, muy precisamente, nada de esta colección. Análogamente, el que es interrogado sobre acontecimientos bien determinados de la vida pública o privada, responde: «No sé nada»; y este «nada» incluye el conjunto de los hechos sobre los cuales se le ha interrogado. El propio Sócrates, con su frase famosa: «Yo sólo sé que nada sé», designa, con ese nada, precisamente la totalidad del ser considerada en tanto que Verdad. Si, adoptando por un instante el punto de vista de las cosmogonías ingenuas, tratáramos de preguntarnos qué «había» antes que hubiera un mundo, y respondiéramos «nada», nos veríamos ciertamente obligados a reconocer que ese «antes», lo mismo que ese «nada», tendrían efecto retroactivo.
Baixe a obra na integra: Clique aqui

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Conto: O SUAVE MILAGRE: De Eça de Queirós

Nesse tempo Jesus ainda se não afastara da Galileia e das doces, luminosas margens do lago de Tiberíade — mas a notícia dos seus milagres penetrara já até Enganim, cidade rica, de muralhas fortes, entre olivais e vinhedos, no país de Issacar. Uma tarde um homem de olhos ardentes e deslumbrados passou no fresco vale, e anunciou que um novo profeta, um rabi formoso, percorria os campos e as aldeias da Galileia, predizendo a chegada do Reino de Deus, curando todos os males humanos. E, enquanto descansava, sentado à beira da Fonte dos Vergéis, contou ainda que esse rabi, na estrada de Magdala, sarara da lepra o servo de um decurião romano, só com estender sobre ele a sombra das suas mãos; e que noutra manhã, atravessando numa barca para a terra dos Gerasenos, onde começava a colheita do bálsamo, ressuscitara a filha de Jairo, homem considerável e douto que comentava os livros na sinagoga. E como em redor, assombrados, seareiros, pastores, e as mulheres trigueiras com a bilha no ombro, lhe perguntassem se esse era, em verdade, o Messias da Judeia, e se diante dele refulgia a espada de fogo, e se o ladeavam, caminhando como as sombras de duas torres, as sombras de Gog e de Magog — ohomem, sem mesmo beber daquela água tão fria de que bebera Josué, apanhou o cajado, sacudiu os cabelos, e meteu pensativamente por sob o aqueduto, logo sumido na espessura das amendoeiras em flor. Mas uma esperança, deliciosa como o orvalho nos meses em que canta a cigarra, refrescou as almas simples: logo, por toda a campina que verdeja até Áscalon, o arado pareceu mais brando de enterrar, mais leve de mover a pedra do lagar: as crianças, colhendo ramos de anémonas, espreitavam pelos caminhos se além da esquina do muro, ou de sob o sicômoro, não surgiria uma claridade, e nos bancos de pedra, às portas da cidade, os velhos, correndo os dedos pelos fios das barbas, já não desenrolavam, com tão sapiente certeza, os ditames antigos. Ora então vivia em Enganim um velho, por nome Obed, de uma família pontifical de Samaria, que sacrificara nas aras do monte Ebal, senhor de fartos rebanhos e de fartas vinhas — e com o coração tão cheio de orgulho como seu celeiro de trigo. Mas um vento árido e abrasado, esse vento de desolação que ao mando do Senhor sopra das torvas terras de Assur, matara as reses mais gordas das suas manadas, e pelas encostas onde as suas vinhas se enroscavam ao olmo, e se estiravam na latada airosa, só deixara, em torno dos olmos e pilares despidos, sarmentos de cepas mirradas, e a parra roída de crespa ferrugem. E Obed, agachado à soleira da sua porta, com a ponta do manto sobre a face, palpava a poeira, lamentava a velhice, ruminava queixumes contra Deus cruel. Apenas ouvira porém desse novo rabi da Galileia que alimentava as multidões, amedrontava os demónios, emendava todas as desventuras — Obed, homem lido, que viajara na Fenícia, logo pensou que Jesus seria um desses feiticeiros, tão costumados na Palestina, como Apolónio, ou rabi BenDossa, ou Simão, «o Subtil». Esses, mesmo nas noites tenebrosas, conversam com as estrelas, para eles sempre claras e fáceis nos seus segredos; com uma vara afugentam de sobre as searas os moscardos gerados nos lodos do Egipto; e agarram entre os dedos as sombras das árvores, que conduzem, como toldos benéficos, para cima das eiras, à hora da sesta. Jesus da Galileia, mais novo, com magias mais viçosas decerto, se ele largamente o pagasse, sustaria a mortandade dos seus gados, reverdeceria os seus vinhedos. Então Obed ordenou aos seus servos que partissem, procurassem por toda a Galileia o rabi novo, e com promessa de dinheiros ou alfaias o trouxessem a Enganim, no país de Issacar. Os servos apertaram os cinturões de couro — e largaram pela estrada das caravanas, que, costeando o lago, se estende até Damasco. Uma tarde, avistaram sobre o poente, vermelho como uma romã muito madura, as neves finas do monte Hérmon. Depois, na frescura de uma manhã macia, o lago de Tiberíade resplandeceu diante deles, transparente, coberto de silêncio, mais azul que o céu, todo orlado de prados floridos, de densos vergéis, de rochas de pórfiro, e de alvos terraços por entre os palmares, sob o voo das rolas. Um pescador que desamarrava preguiçosamente a sua barca de uma ponta derelva, assombreada de aloendros, escutou, sorrindo, os servos. O rabi de Nazaré? Oh! Desde o mês de Ijar, o rabi descera, com os seus discípulos, para os lados para onde o Jordão leva as águas. Os servos correndo, seguiram pelas margens do rio, até adiante do vau, onde ele se estira num largo remanso, e descansa, e um instante dorme, imóvel e verde, à sombra dos tamarindos. Um homem da tribo dos Essénios, todo vestido de linho branco, apanhava lentamente ervas salutares, nela beira da água, com um cordeirinho branco ao colo. Os servos humildemente saudaram-no, porque o povo ama aqueles homens de coração tão limpo, e claro, e cândido como as suas vestes cada manhã levadas em tanques purificados. E sabia ele da passagem do novo rabi da Galileia que, como os Essénios, ensinava a doçura, e curava as gentes e os gados? O Essénio murmurou que o rabi atravessara o oásis de Engaddi, depois se adiantara para além... — Mas onde, além? — Movendo um ramo de flores roxas que colhera, o Essénio mostrou as terras de além-Jordão, a planície de Moab. Os servos vadearam o rio — e debalde procuravam Jesus, arquejando pelos rudes trilhos, até às fragas onde se ergue a cidadela sinistra de Makaur... No Poço de Jacob repousava uma larga caravana, que conduzia para o Egipto mirra, especiarias e bálsamos de Gilead, e os cameleiros, tirando a água com os baldes de couro, contaram aos servos de Obed que em Gadara, pela lua nova, um rabi maravilhoso, maior que David ou Isaías, arrancara sete demónios do peito de uma tecedeira, e que, à sua voz, um homem degolado pelo salteador Barrabás se erguera da sua sepultura e recolhera ao seu horto. Os servos, esperançados, subiram logo açodadamente pelo caminho dos peregrinos até Gadara, cidade de altas torres, e ainda mais longe até às nascentes de Amalha... Mas Jesus, nessa madrugada, seguido por um povo que cantava e sacudia ramos de mimosa, embarcara no lago, num batel de pesca, e à vela navegara para Magdala. E os servos de Obed, descoroçoados, de novo passavam o Jordão na Ponte das Filhas de Jacob. Um dia, já com as sandálias rotas dos longos caminhos, pisando já as terras da Judeia Romana, cruzaram um fariseu sombrio, que recolhia a Efraim, montado na sua mula. Com devota reverência detiveram o homem da Lei. Encontrara ele, por acaso, esse profeta novo da Galileia que, como um deus passeando na Terra, semeava milagres? A adunca face do fariseu escureceu enrugada — e a sua cólera retumbou como um tambor orgulhoso: — Oh escravos pagãos! Oh blasfemos! Onde ouvistes que existissem profetas ou milagres fora de Jerusalém? Só Jeová tem força no seu Templo. De Galileia surdem os parvos e os impostores... E como os servos recuavam perante o seu punho erguido, todo enrodilhado de dísticos sagrados — o furioso doutor saltou da mula e, com as pedras da estrada, apedrejou os servos de Obed, uivando: « Racca! Racca!» e todos os anátemas rituais. Os servos fugiram para Enganim. E grande foi a desconsolação de Obed, porque os seus gados morriam, as suas vinhas secavam — e todavia, radiantemente, como uma alvorada por detrás de serras,crescia, consoladora e cheia de promessas divinas, a fama de Jesus da Galileia. Por esse tempo, um centurião romano, Públio Sétimo, comandava o forte que domina o vale de Cesareia, até à cidade e ao mar. Públio, homem áspero, veterano da campanha de Tibério contra os Partos, enriquecera durante a revolta de Samaria com presas e saques, possuía minas na Ática e gozava, como favor supremo dos deuses, a amizade de Flaco, legado imperial da Síria. Mas uma dor roía a sua prosperidade muito poderosa como um verme rói um fruto muito suculento. A sua filha única, para ele mais amada que vida ou bens, definhava com um mal subtil e lento, estranho mesmo ao saber dos esculápios e mágicos que ele mandara consultar a Sídon e a Tiro. Branca e triste como a lua num cemitério, sem um queixume, sorrindo palidamente ao seu pai definhava, sentada na alta esplanada do forte, sob um velário, alongando saudosamente os negros olhos tristes pelo azul do mar de Tiro, por onde ela navegara de Itália, numa galera enfestoada. Ao seu lado, por vezes, um legionário, entre as ameias, apontava vagarosamente ao alto a flecha, e varava uma grande águia, voando de asa serena, no céu rutilante. A filha de Sétimo seguia um momento a ave torneando até bater morta sobre as rochas — depois, mais triste, com um suspiro, e mais pálida, recomeçava a olhar para o mar. Então Sétimo, ouvindo contar, á mercadores de Chorazim, deste rabi admirável, tão potente sobre os espíritos, que sarava os males tenebrosos da alma, destacou três decúrias de soldados para que o procurassem por Galileia,e por todas as cidades da Decápole, até à costa e até Áscalon. Os soldados enfiaram os escudos nos sacos de lona, espetaram nos elmos ramos de oliveira — e as suas sandálias ferradas apressadamente se afastaram, ressoando sobre as lajes de basalto da estrada romana que desde Cesareia até ao lago com toda a tetrarquia de Herodes. As suas armas de noite, brilhavam no topo das colinas, por entre a chama ondeante dos archotes erguidos. De dia invadiam os casais, rebuscavam a espessura dos pomares, esfuracavam com a ponta das lanças a palha das medas: e as mulheres, assustadas, para os amansar, logo acudiam com bolos de mel, figos novos, e malgas cheias de vinho, que eles bebiam de um trago, sentados à sombra dos sicômoros. Assim correram a Baixa Galileia — e, do rabi, só encontraram o sulco luminoso nos corações. Enfastiados com as inúteis marchas, desconfiando que os Judeus sonegassem o seu feiticeiro para que os Romanos não aproveitassem do superior feitiço, derramavam com tumulto a sua cólera, através da piedosa terra submissa. À entrada das aldeias pobres detinham os peregrinos, gritando o nome do rabi, rasgando os véus às virgens: e, à hora em que os cântaros se enchem nas cisternas, invadiam as ruas estreitas dos burgos, penetravam nas sinagogas, e batiam sacrilegamente com os punhos das espadas nas Thebahs, os santos armários de cedro que continham os Livros Sagrados. Nas cercanias de Hébron arrastaram os solitários pelas barbas para fora das grutas, para lhes arrancar o nome do deserto ou do palmar em que se ocultava o rabi — e dois mercadores fenícios que vinham de Jope com uma carga de malóbatro, e aquem nunca chegara o nome de Jesus, pagaram por esse delito cem dracmas a cada decurião. Já a gente dos campos, mesmos os bravios pastores de Idumeia, que levam as reses brancas para o Templo, fugiam espavoridos para as serranias, apenas luziam, nalguma volta do caminho, as armas do bando violento. E da beira dos eirados, as velhas sacudiam como taleigos a ponta dos cabelos desgrenhados, e arrogavam sobre eles as Más Sortes, invocando a vingança de Elias. Assim tumultuosamente erraram até Áscalon: não encontraram Jesus: e retrocederam ao longo da costa enterrando as sandálias nas areias ardentes. Uma madrugada, perto de Cesareia, marchando num vale, avistaram sobre um outeiro um verde-negro bosque de loureiros, onde alvejava, recolhidamente, o fino e claro pórtico de um templo. Um velho, de compridas barbas brancas, coroado de folhas de louro, vestido com uma túnica cor de açafrão, segurando uma curta lira de três cordas, esperava gravemente, sobre os degraus de mármore, a aparição do Sol. Debaixo, agitando um ramo de oliveira, os soldados bradaram pelo sacerdote. Conhecia ele um novo profeta que surgira na Galileia, e tão destro em milagres que ressuscitava os mortos e mudava a água em vinho? Serenamente, alargando os braços, o sereno velho exclamou por sobre a rociada verdura do vale: — Oh romanos! Pois acreditais que em Galileia ou Judeia apareçam profetas consumando milagres? Como pode um bárbaro alterar a ordem instituída por Zeus?... Mágicos e feiticeiros são vendilhões, que murmurampalavras ocas, para arrebatar a espórtula dos simples... Sem a permissão dos imortais nem um galho seco pode tombar da árvore, nem seca folha pode ser sacudida na árvore. Não há profetas, não há milagres... Só Apolo Délfico conhece o segredo das coisas! Então, devagar, com a cabeça derrubada, como numa tarde de derrota, os soldados recolheram à fortaleza de Cesareia. E grande foi o desespero de Sétimo, porque sua filha morria, sem um queixume, olhando o mar de Tiro — e todavia a fama de Jesus, curador dos lânguidos males, crescia, sempre mais consoladora e fresca, como a aragem da tarde que sopra do Hérmon e, através dos hortos reanima e levanta as açucenas pendidas. Ora entre Enganim e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ela o criara para os farrapos de enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos espessamente a miséria cresceu como o bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento! Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todas as lágrimas, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava, com olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! Quantos o desejavam, que se desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os seus servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus o conduzissem, pelo seu mando a Cesareia. Errando esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus. A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar de uma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça esguedelhada: — Oh filho e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Corazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde o Hébron até ao mar! Como queres que te deixe! Jesus anda por muito longe e a nossa dor mora connosco, dentro destas paredes, e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota? A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou: — Oh mãe! Jesus ama todos os pequenos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar! E a mãe, em soluços: — Oh meu filho, como te posso deixar? Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes. De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou: — Mãe, eu queria ver Jesus... E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo Jesus disse à criança: — Aqui estou.
FONTE: Contos de natal portugueses; http://www.pdflivros.com/index.html

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

DIFERENÇA HOMEM DE FÉ E O SEM FÉ: relacionado ao trabalho

O HOMEM SEM FÉ Acredita que os resultados de seu trabalho depende apenas de seus esforços. Assim compreende que o Divino Domínio vem a partir da recompensa da Pena e do Castigo.E como resultado dessa prática sem fé é que com o castigo acaba por ser recompensado com bons pensamentos e realizações de desejos. Por fim, compreende que a fé está nos amigos e nos estudos nos livros e conseguinte mal diz o pai, e a filha contra a mãe, e a nora recaí contra sua sogra e seus inimigos são seus familiares. Nota-se que o homem sem fé trabalha para ganhar dinheiro e como não sabe o quer com esse dito ganho, acabando por mal gastar e com isso nunca tem nada por nada de bom querer.
O HOMEM DE FÉ (na percepção do criador): O poder espiritual superior pode ser um remédio para a vida, se fornecer a força e a vontade de trabalhar. Porém é considerado um veneno, se acreditarmos que tudo é determinado pelo Divino e nada pelo esfoço, pois a preservação das nobres aspirações a nós outorgadas pelo Divino devem ser valorizadas e estimuladas para a ascenção da alma e do corpo.O homem de fé nem mal nem bem diz sua família pois preocupa-se com louvar a Deus sobre todas as coisas e assim sendo como Deus é bondade, amor, caridade e bem e bom conclui que sua família e agraciada por ele e acaba por ter a inveja dos amigos. Nota-se que o homem com fé trabalha para conquistar ou ter ou adquirir um bem que será útil para si e sua família, apesar dos pesares seu esforço traz o retorno e o bem que sempre acaba por ter, por fazer por merecer.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nota: A IMPESSOALIDADE DISSERTATIVA

1.A linguagem impessoal muito conhecida como linguagem complexa, pois está ligada diretamente a lógica real e verossímil. Assim, para que se realize faz-se necessário fatores de comprovação para que os argumentos possam se sustentar.
>2. A escrita do texto se faz com o predomínio da ação verbal ou substantivo comum, sendo os nomes próprios meras referencias casuísticas. O verbo é empregado simples ou composto. Nota-se que a compreensão do verbo composto é de fundamental importância tanto para o entendimento como para a construção do sentido, visto que, todo verbo exige complemento, portanto sem a compreensão do verbo composto entende-se que o verbo auxiliar e complementado pelo seu verbo principal o que torna de difícil ou impossível entendimento o conteúdo argumentativo.
3.A pessoa do discurso é a segunda pessoa visto que o comunicador ou escrito se dirige a um ouvinte. No entanto, devido ao grau de erudição para com sua utilização. A segunda pessoa é na prática escrita substituída confortavelmente pela conjugação da terceira pessoa com a substituição da terceira pessoa (Ele) pelo pronome de tratamento “Você”. Essa técnica machadiana possibilita um diálogo direto e formal com o leitor que acaba sendo inserido no texto.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Freud, Derrida e Lacan: parte 1

Deve-se uma excelente homenagem ao sistema de tradução on-line da Google. Assim apresento um texto traduzido por esse recurso. Em um texto do início dos anos noventa anos ten1, Jacques Derrida pede insistentemente: "Eles querem nos fazer esquecer a psicanálise. Esquecemos a psicanálise? "Expressando preocupação com sintomas produzidos por já esquecendo no trabalho, na opinião filosófica eo público em geral. Além do Observa-se na mesma ordem - a ordem do esquecimento - no campo psicanalítico si e de suas instituições: "Alarmados com o que eu chamaria de uma vaga e flutuante (Mas a coisa é essencialmente vago, ela vive a ser flutuante, sem Contorno parado), o ar do tempo filosófica, que respiramos que podem conduzir a deslizamentos meteorologia filosofia. Ou diga-nos a cédula essa ortodoxia filosófica? Isso, para muitos filósofos e alguns "opinião pública", outra instância vago e flutuante, a psicanálise não é mais moda, depois de foi desordenadamente, elegante, depois de, no ano  /  repelido filosofia do centro, forçando o discurso filosófico como com a lógica do inconsciente, o risco de ser desalojado da sua o mais fundamental, o risco de sofrimento certezas expropriação seu solo, seus axiomas, seus padrões e sua linguagem, em suma, que filósofos considerada razão filosófica, a decisão filosófica, mesmo correndo o risco de sofrimento, de modo que a desapropriação de que combinar esse motivo, muitas vezes a consciência do sujeito ou Me, a representação, a liberdade, a autonomia, a garantia também parecia o exercício da responsabilidade filosófica genuína". A mudança de consciência operada por Freud - que a consciência já não dona da casa, que é em grande parte sujeita de forças das trevas que ela não sabe - e da necessidade de a história da razão encontra-se reinterpretado provavelmente não levou seu verdadeiro significado, na França e nos países latinos e anglo-saxões, com o ensino de Lacan que conseguiu levar a questão no mundo literário e filosófico. Este mundo foi seriamente abalados a tal ponto que ele estava começando a falar sobre o fim da filosofia. Alguns, incluindo Derrida - e para ele da maneira mais evidente e mais importante - já não pensou ou mais tempo sem psicanálise, enquanto pedindo-lhe constantemente direita. outros deve esforçar-se para esquecer este desafio perturbador tentando restaurar um pensamento que não leva em conta o progresso freudiana. A citação continua: O que aconteceu no tempo filosófico ar, se eu me aventuro a caracterização macroscópica da massa e como é que depois de um tempo ansiedade intimidados, alguns filósofos se reuniram. E hoje em sintonia com os tempos, começamos a agir como se nada tivesse acontecido, como se nada tivesse acontecido, como se a inclusão do evento na psicanálise, uma lógica do inconsciente, de "conceitos inconscientes" Da mesma forma, houve mais rigor, ainda não tinha lugar em alguns coisa como uma história da razão: como se se pudesse continuar silenciosamente o bom velho discurso iluminista, de volta para Kant, lembre-se a responsabilidade ética ou jurídica ou política do sujeito em restaurante a autoridade da consciência, o eu, o cogito reflexivo, um "eu penso" sem dor e paradoxo; como se, neste tempo de restauração filosofia é o espírito da época, porque o que está na ordem do dia no a moral da ordem agenda é um tipo de restauração vergonhoso e superficial, como se fosse, assim, para achatar os referidos requisitos razão em um discurso puramente comunicativa, informativa e rugas; como se ele voltou a ser legítimo, finalmente, a acusar de escuridão ou irracionalismo alguém complica as coisas um pouco para pensar a razão pela qual, na história do princípio da razão no caso, talvez traumática, que é algo como a psicanálise em relação a si mesmo o direito. A psicanálise é o que Derrida, ele nunca se esquece. Ele com como língua nativa com o seu link. Que não significa uma relação inequívoca. Um e outro resistir a ela, pois é resistente a um e outro. Quanto à linguagem, o relatório ao inconsciente, que usa a psicanálise me resta sempre estrangeiros e familiar. Não há relação com o inconsciente que é uma relação tensa, uma razão de resistência. mas resistência não é esquecido nem negação. As abordagens inconscientes em que a resistência, tanto à resistência que é psicanálise ar é pomba de Kant. Não há possibilidade de voo, sem resistência ar. Como Geoffrey Bennington salienta, as relações em curso Derrida com a psicanálise são originais para mais de uma título. Eles são originais no sentido de que eles estão aptos para ele. pessoa mais tem as mesmas proporções como ele para a psicanálise. Eles são também no sentido de que relata que seu trabalho tem com o pensamento Freud, ou com a de Lacan, tem uma singularidade possuem sob relata que o mesmo trabalho tem com outros pensadores. ATIVIDADE: A partir da leitura do texto apresentado faça as devidas correções na coesão e coerência do extenso de forma que aja um raciocinio lógico e racional nas idéias apresentadas no texto.

sábado, 27 de setembro de 2014

A atividade racional e suas modalidades

A filosofia distingue duas grandes modalidades da atividade racional, realizadas pela razão subjetiva ou pelo sujeito do conhecimento: a intuição (ou razão intuitiva) e o raciocínio (ou razão discursiva). A atividade racional discursiva passa por etapas sucessivas de aproximação para chegar ao conceito ou à definição do objeto. A razão intuitiva ou intuição, ao contrário, consiste num único ato do espírito que, de uma só vez, capta por inteiro e completamente o objeto. A intuição é uma visão direta e imediata do objeto do conhecimento, sem necessidade de provas ou demonstrações para saber o que conhece. Palavra derivada do verbo latino intuere, que significa “olhar atentamente, contemplar, ver claramente”. A intuição A intuição é uma visão global e completa de uma verdade, de um objeto, de um fato. Nela, de uma só vez, a razão capta todas as relações que constituem a realidade e a verdade da coisa intuída. É um ato intelectual de discernimento e compreensão, como, por exemplo: Quando um médico, graças ao conjunto de conhecimentos que possui, faz um diagnóstico em que apreende de uma só vez a doença, sua causa e o modo de tratá-la. Os psicólogos se referem à intuição usando o termo insight, que descrevem como o momento em que temos uma compreensão total, direta e imediata de alguma coisa, ou momento em que percebemos, num só lance, um caminho para a solução de um problema prático, científico, filosófico ou moral. Um exemplo de intuição pode ser encontrado no romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Riobaldo e Diadorim são dois jagunços ligados pela mais profunda amizade e lealdade, companheiros de lutas e cumpridores de uma vingança de sangue contra os assassinos da família de Diadorim. Riobaldo, porém, sente-se cheio de angústia e atormentado, pois seus sentimentos por Diadorim são confusos, como se entre eles houvesse muito mais do que amizade. Quando Diadorim é assassinado e o corpo é trazido para ser preparado para o funeral, Riobaldo descobre que Diadorim era mulher. De uma só vez, num só lance, Riobaldo compreende tudo o que havia sentido, todos pos fatos acontecidos entre eles e que lhe pareciam inexplicáveis, toda as conversas que haviam tido, todos os gestos estranhos de Diadorim (como, por exemplo, o de jamais banhar-se nos rios na companhia dos demais jagunços), e compreende, instantaneamente, a verdade: estivera apaixonado por Diadorim. O exemplo do médico e o de Riobaldo indicam que a intuição pode depender de conhecimentos anteriores e que ela ocorre no momento em que esses conhecimentos são percebidos de uma só vez, numa síntese em que aparecem articulados e organizados num todo (sua forma, seu conteúdo, suas causas, suas propriedades, seus efeitos, suas relações com outros, seu sentido). Isso significa que a intuição pode ser o momento final de um processo de conhecimento. Justamente por ser o momento de conclusão de um percurso, muitos filósofos consideram também que uma intuição pode ser o ponto inicial de um novo percurso de conhecimento em cujo ponto final haverá uma nova intuição. A intuição racional pode ser de dois tipos: intuição sensível ou empírica e intuição intelectual. A intuição sensível ou empírica é o conhecimento que temos a todo momento de nossa vida. Assim, com um só olhar ou num só ato de visão percebemos uma casa, um homem, uma mulher, uma flor, uma mesa. Num só ato, por exemplo: Capto que isto é uma flor: vejo sua cor e suas pétalas, sinto a maciez de sua textura, aspiro seu perfume, tenho-a por inteiro e de uma só vez diante de mim. A intuição sensível ou empírica é psicológica, isto é, refere-se aos estados do sujeito do conhecimento como ser corporal e psíquico individual – sensações, lembranças, imagens, sentimentos, desejos e percepções são exclusivamente pessoais, variando de pessoa para pessoa e numa mesma pessoa em decorrência de variações em seu corpo, em sua mente ou nas circunstâncias em que o conhecimento ocorre. Assim, a marca da intuição empírica é sua singularidade: por um lado, está ligada à singularidade do objeto intuído (ao “isto” oferecido à sensação e à percepção) e, por outro, está ligada à singularidade do objeto que intui (aos meus estados psíquicos não capta o objeto em sua universalidade, a a experiência intuitiva não é transferível para outro objeto. Riobaldo teve uma intuição empírica. A intuição intelectual difere da sensível justamente por sua universalidade e necessidade. Quando penso: “Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo”, sei, sem necessidade de provas e demonstrações, que isto é verdade e que é necessário que seja sempre assim, ou que é impossível que não seja sempre assim. Ou seja, tenho conhecimento intuitivo princípio da contradição. Exemplo: B1- Quando digo: “O amarelo é diferente do azul”, sei, sem necessidade de provas e demonstrações, que há diferenças entre, a cor amarela e a cor azul, mas vejo, na intuição intelectual, a diferença entre cores. B2- Quando afirmo: O todo é maior do que as partes”, sei, sem necessidade de provas e demonstrações, que isto é verdade porque intuo uma forma necessária de relação entre as coisas. A intuição intelectual é o conhecimento direto e imediato dos princípios da razão (identidade, contradição, terceiro excluído, razão suficiente), os quais, por serem princípios, não podem ser demonstrados (para demonstrá-los, precisaríamos de outros princípios e para demonstrar estes outros princípios precisaríamos de outros, num processo interminável, que nos impediria de saber com certeza a verdade de um princípio). Alguns filósofos afirmam também que conhecemos por intuição as ideias simples, isto é, aquelas que não são compostas de outras e não precisam de outras para ser conhecidas. Justamente porque não dependem de outros conhecimentos ou de outras ideias, as ideias simples são apreendidas num ato intuitivo. Por outro lado, como a intuição pode ser o ponto final de um processo de conhecimento, ela é também a apreensão intelectual das relações necessárias entre as ideias e entre os seres, e entre as ideias e as coisas de que são ideias. Mito da caverna A história da Filosofia, os dois exemplos mais célebres de intuição intelectual encontram-se em Platão (séculos IV a. C.) e em Descartes (século XVII). A narrativa do Mito da Caverna, Platão descreve o que se passa com o prisioneiro que vê a luz do Sol e as coisas e o compara ao filósofo que vê a luz do bem e as ideias verdadeiras. O prisioneiro tem uma intuição empírica (tudo o que conhece, conhece por sensação ou por percepção sensorial) e o filósofo tem uma intuição empírica (tudo o que conhece, conhece por sensação ou por percepção sensorial) e o filósofo tem uma intuição intelectual (é seu intelecto ou sua inteligência que conhece as ideias verdadeiras), mas ambos têm um conhecimento intuitivo porque direto, imediato, sem necessidade de demonstrações, argumentos e provas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

SEMIÓTICA DO TEXTO

3.1texto 5 – SEMIÓTICA DO TEXTO Conceito A Semiótica do texto é o de compreender a os fundamentos teóricos e analíticos na produção de um texto. Conceito de percurso de sentido gerativo o texto verbal e texto não-verbal, no contexto das práticas sociais em que se desenvolvem. TÓPICO: Percurso Gerativo de Sentido Aspectos pertinentes: · nível fundamental: · sintaxe narrativa · semântica narrativa · sintaxe discursiva · semântica discursiva · enunciação · tematização · figurativização · coerência textual · semi-simbolismo · discurso · contexto sócio-histórico 3.1.1- Percurso gerativo de sentido e níveis de análise Princípio: o texto pode ser qualquer coisa que dê origem a significação. mais concreto e complexo. O níveis são: · nível profundo ou fundamental (simples e abstrato) · nível narrativo · nível discursivo (mais concreto e mais complexo) Fiorin (1997) nos apresenta o seguinte esquema do percurso gerativo de sentido: mais concreto e complexo. O níveis são: · nível profundo ou fundamental (simples e abstrato) · nível narrativo · nível discursivo (mais concreto e mais complexo) Fiorin (1997) nos apresenta o seguinte esquema do percurso gerativo de sentido: componentes do sentido das palavras, e a interpretação dos enunciados e de outros símbolos que servem a comunicação humana. 3.2NÍVEL FUNDAMENTAL ou NÍVEL DA ESTRUTURA FUNDAMENTAL Conceito: o nível fundamental é a primeira etapa do percurso gerativo de sentido e é onde estão localizadas as categorias semânticas que estão na base de construção do texto, e onde surge a significação como uma oposição semântica mínima. 3.2NÍVEL NARRATIVO ou das ESTRUTURAS NARRATIVAS. Conceitos: nível narrativo tem-se a organização da narrativa sob o ponto de vista de um sujeito que simula uma história, o fazer do homem que opera transformações no mundo, e caracteriza-se pelo significado que tem um objeto concreto para o sujeito. 3.3NÍVEL DISCURSIVO ou das ESTRUTURAS DISCURSIVAS Conceito: o discursivo ou das estruturas discursivas, é o mais superficial e mais próximo da organização textual. Nele, o sujeito da enunciação faz uma série de escolhas de pessoas, figuras, espaço e tempo e dá concretude a narrativa, transformando-a em discurso, criando uma ilusão de verdade, de realidade.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Racconti di Natale; Jean Paul Sartre

Siccome oggi è Natale, avete il diritto di esigere che vi si mostri il presepe. Eccolo. Ecco la Vergine ed ecco Giuseppe ed ecco il bambino Gesù. L’artista ha messo tutto il suo amore in questo disegno ma voi lo troverete forse un po’ naif. Guardate, i personaggi hanno ornamenti belli, ma sono rigidi: si direbbero delle marionette. Non erano certamente così. Se foste come me, che ho gli occhi chiusi. Ma ascoltate: non avete che da chiudere gli occhi per sentirmi e vi dirò come li vedo dentro di me. La Vergine è pallida e guarda il bambino. Ciò che bisognerebbe dipingere sul suo viso è uno stupore ansioso che non è apparso che una volta su un viso umano. Poiché il Cristo è il suo bambino, la carne della sua carne, e il frutto del suo ventre. L’ha portato nove mesi e gli darà il seno: e il suo latte diventerà il sangue di Dio. E in certi momenti, la tentazione è così forte che dimentica che è Dio. Lo stringe tra le sue braccia e dice: piccolo mio! Ma in altri momenti, rimane interdetta e pensa: Dio è là e si sente presa da un orrore religioso per questo Dio muto, per questo bambino terrificante. Poiché tutte le madri sono così attratte a momenti davanti a questo frammento ribelle della loro carne che è il loro bambino e si sentono in esilio davanti a questa nuova vita che è stata fatta con la loro vita e che popolano di pensieri estranei. Ma nessun bambino è stato più crudelmente e più rapidamente strappato a sua madre poiché egli è Dio ed è oltre tutto ciò che lei può immaginare. Ed è una dura prova per una madre aver vergogna di sé e della sua condizione umana davanti a suo figlio. Ma penso che ci sono anche altri momenti, rapidi e difficili, in cui sente nello stesso tempo che il Cristo è suo figlio, il suo piccolo, e che è Dio. Lo guarda e pensa: “Questo Dio è mio figlio. Questa carne divina è la mia carne. E’ fatta di me, ha i miei occhi e questa forma della sua bocca è la forma della mia. Mi rassomiglia. E’ Dio e mi assomiglia. E nessuna donna ha avuto dalla sorte il suo Dio per lei sola. Un Dio piccolo che si può prendere nelle braccia e coprire di baci, un Dio caldo che sorride e respira, un Dio che si può toccare e che vive”. Ed è in quei momenti che dipingerei Maria, se fossi pittore, e cercherei di rendere l’espressione di tenera audacia e di timidezza con cui protende il dito per toccare la dolce piccola pelle di questo bambino-Dio di cui sente sulle ginocchia il peso tiepido e che le sorride. Questo è tutto su Gesù e sulla Vergine Maria. E Giuseppe? Giuseppe, non lo dipingerei. Non mostrerei che un’ombra in fondo al pagliaio e due occhi brillanti. Poiché non so cosa dire di Giuseppe e Giuseppe non sa che dire di se stesso. Adora ed è felice di adorare e si sente un po’ in esilio. Credo che soffra senza confessarselo. Soffre perché vede quanto la donna che ama assomigli a Dio, quanto già sia vicino a Dio. Poiché Dio è scoppiato come una bomba nell’intimità di questa famiglia. Giuseppe e Maria sono separati per sempre da questo incendio di luce. E tutta la vita di Giuseppe, immagino, sarà per imparare ad accettare. Miei buoni signori, questa è la Sacra Famiglia. Ora apprenderemo la storia di Bariona poiché sapete che vuole strangolare quel bambino. Corre, si affretta ed eccolo arrivato. Ma prima di farvelo vedere, ecco una piccola canzone di Natale

terça-feira, 22 de julho de 2014

Nova divisão da Gramática Brasileira

A gramática da língua portuguesa é dividida em FONÉTICA , MORFOLOGIA, SINTAXE, MORFOSINTAXE E SEMÂNTICA A fonética é o estudo do som da língua. Sílaba tônica O estudo morfológico é o estudo das letras e das classes de palavras. Principais classes de palavras: Substantivo e Verbo A sintaxe e o estudo da frase e oração de formato simples. Termos essenciais: Sujeito e Predicado A morfossintaxe é o estudo do período e sua formação complexa. Período simples (constituído de uma frase) e Período composto (constituído de uma oração) A semântica é o estudo do sentido das palavras.

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