sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
CRASE 4: Um artifício para saber se "a" deve ou não deve ser craseado
1- Verificar a existência de uma preposição é, antes de mais nada, aplicar os conhecimentos de regência verbal e nominal que você acaba de obter.
Observe:
Conheço a diretora. /
Refiro-me à diretora.
No primeiro caso, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), portanto não existe preposição e não pode ocorrer crase. No segundo caso, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e rege a preposição a, portanto a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino a ou um dos pronomes já especificados.
Para verificar a existência de um artigo feminino ou de um pronome demonstrativo após uma preposição a, podem-se utilizar dois expedientes práticos. O primeiro deles consiste em colocar um termo masculino de mesma natureza no lugar do termo feminino a respeito do qual se tem dúvida. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.
Observe:
Conheço o diretor. - Conheço a diretora. /
Refiro-me ao diretor. - Refiro-me à diretora./
Prefiro o quadro da direita ao da esquerda. - Prefiro a tela da direita à da esquerda.
“Fui à festa.”/
“Fui ao jogo.”
2- Se, na substituição da palavra feminina pela masculina, aparecer apenas o, fica esclarecido que a circunstância não exige a preposição. Então, antes do substantivo feminino emprega-se a não craseado. Ex:
“Vi a festa.” /
“Vi o jogo.”
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
DIVULGAÇÃO: Cidadania em destaque
O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar à possibilidade que o Senado Federal do Brasil disponibilizou a partir do portal E-CIDADÃO. Portanto "todo cidadão tem a possibilidade de contribuir com a função legislativa do Senado. Aproveite e proponha a criação de uma nova lei para o nosso país. EX:
Se a sua ideia for aprovada pelas outras pessoas e receber a quantidade de apoios necessários, ela será avaliada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e poderá tramitar formalmente no Senado". CLIQUE AQUI E PARTICIPE
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
CRASE 3: A crase antes de substantivo feminino oculto
A crase pode existir mesmo sem substantivo feminino ao lado da palavra a, desde que tal substantivo possa ser subentendido. Ex:
“Cozinhamos à Rossini.”
NOTA: Neste caso ficou oculta a palavra moda: Cozinhamos à moda Rossini.”
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
CRASE 2: Casos em que a crase deve ou não deve ser empregada
Para saber se um nome próprio de lugar pode ser precedido de a craseado. O vestibulando deve verificar se o nome exige ou rejeita o artigo, em outras circunstâncias. Sabe-se por exemplo, que a palavra Alemanha não rejeita o artigo, motivo por que se diz “Gostei da Alemanha” (e não “Gostei de Alemanha). Logo, escreve-se com crase: “Vou à Alemanha”, sabendo-se que à é contração da preposição a com o artigo a que referido topônimo exige. Por outro lado, escreve-se: “Vou a Brasília” (sem crase), porque se diz “Gostei de Brasília” (e não “Gostei da Brasília”).
Com as expressões adverbiais de lugar formadas por nomes de cidades, países, estados, deve-se fazer a verificação da ocorrência da crase por meio da troca do termo regente:
Vou à Bahia. Vim da Bahia. /Estou na Bahia.
Vou à Itália. - Vim da Itália. /Estou na Itália.
Vou a Florença. - Vim de Florença. /Estou em Florença.
Vou à deslumbrante Florença. - Vim da deslumbrante Florença. / Estou na deslumbrante Florença.
Não se esqueça de verificar os dois lados. Não basta constatar que surge da ou na antes de Itália, por exemplo. Isso não é garantia de acento indicador de crase; é garantia apenas de que existe artigo antes de Itália. Para que ocorra crase, é preciso que o termo anterior peça a preposição a. No caso de "Visitei a Itália", por exemplo, não há crase, já que visitar é verbo transitivo direto.
Também a palavra CASA, empregada com o sentido de LAR, costuma aparecer desacompanhada de artigo:
NOTA:
Logo, se ao lado de tal palavra aparecer a, não devemos usar a crase, já que se trata de preposição simples.
Quando, porém, se usa qualquer expressão qualificativa ou determinativa como o dono ou morador, ou qualquer qualificação ao lado desse substantivo, o artigo tem cabimento: “Vou à casa de Pedro.”, “Vou à casa que comprei”, "Vou à casa amarela”.” Irei à casa de meus pais”.
Não se usa igualmente o artigo a antes do substantivo terra empregado para designar a parte continental do planeta (em oposição à parte marítima). Ex:
NOTA: Neste exemplo, o a é apenas preposição.
O mesmo se observa nas frases seguintes: “Já estamos em terra”, “Rumemos para terra”, onde não se observa o uso do artigo.
A função do demonstrativo abrange a do artigo. Portanto, quando se usa um dispensa-se o outro. Vejamos:
NOTA: É fácil admitir o despropósito do artigo em tais frases.
Se, portanto, aparecer a palavra a antes do demonstrativo essa ou esta, pode-se saber que se trata de preposição simples, o que proibirá o emprego da crase.
Ex:
A crase com o demonstrativo a(s) é detectável pelo expediente da substituição do termo regido feminino por um termo regido masculino:
Sua proposta é semelhante à dele. - Seu projeto é semelhante ao dele.
É evidente que não se usa artigo definido ao lado de artigos ou pronomes indefinidos. Ex:
NOTA: Logicamente, nestas duas frases o a aparece não craseado. Se o fosse, estaria incidindo a contração da preposição a com o artigo a, o que é absurdo, pois não tem cabimento usar o artigo definido ao lado de palavra cujo propósito é exprimir indefinição.
Também os pronomes pessoais, em como os de tratamento (você, Vossa Senhoria, Vossa Excelência, etc.) são usados sem o artigo, razão por que ao seu lado não se emprega a craseado. Ex:
Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras femininas repetidas:
cara a cara/ gota a gota/
face a face/ frente a frente
É fácil perceber por quê. Basta usar expressões formadas por palavras
masculinas:
corpo a corpo/ lado a lado /passo a passo /dia a dia
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
CRASE 1: EMPREGO DA CRASE
Crase é palavra de origem grega e significa "mistura", "fusão" ou “contração”. O emprego da crase constitui hábito excelente, pois facilita sobremodo a compreensão da frase, evitando, por exemplo, que o objeto indireto seja confundido com o direto, ou que o complemento verbal seja confundido com o sujeito, etc.
Apenas se consegue ver a diferença entre os sentidos das duas frases abaixo em virtude da crase:
Em certas circunstâncias a crase vai apenas dar mais clareza à expressão, embora, para muitos, seja discutível a razão de seu emprego. Ex:
NOTA: Se antes do substantivo prazo não se empregou ao (combinação da preposição a com o artigo o, parece lógico, a uma análise superficial, fazer o mesmo antes da palavra vista, quer dizer, empregar a preposição a desacompanhada de artigo. No entanto, para efeito de maior clareza, é preferível usar a crase. Assim, a expressão “à vista” é imediatamente tomada como adjunto adverbial (de modo), sem nenhum esforço por parte do leitor.
Mas, se o substantivo que figura como núcleo da expressão, iniciada pela preposição a deve ser tomada num sentido indeterminado, a crase é condenável. Ex:
NOTA: “... a informação” = “... a uma informação qualquer, não determinada”. O a que precede o substantivo informação é preposição simples, e não preposição combinada com artigo.
Empregando-se informação no plural, continua sendo usado a, e não às, o que prova que o artigo, em tal circunstância, não deve existir: Ex:
: “Não dê ouvidos a informações desacompanhadas de provas convincentes”.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
DIVULGAÇÃO: Revista Literal
O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar a Nº1 edição da revista LITERAL, que é fruto do Portal Literal. Um portal de conteúdo Literário feita por literatos. Essa revista possui o caráter Literário de ser: CLIQUE AQUI
Fonte: http://www.literal.com.br/
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
FICHAMENTO: TEMPOS LINGÜÍSTICOS: Itinerário histórico da língua portuguesa. TARALLO, Fernando, ed. Ática,1990.
PORTUGUÊS DO BRASIL versus PORTUGUÊS DE PORTUGAL: querelas
Defesa da Língua Brasileira Nacional
RIBEIRO (1933)
A Língua Nacional:
Esse texto tem característica de uma exaltação à alma e ao espírito brasileiro, libertos, via língua, das amarras que prendiam ao reino português. (pg. 87)
“Parece todavia incrível que a nossa Independência ainda conserve essa algema nos pulsos, e que a personalidade de americanos pague tributo à submissão das palavras. (...)
• A nossa gramatica não pode ser inteiramente a mesma dos portugueses. As diferenciações regionais reclamam estilo e método diversos.
• A verdade é que, corrigindo-nos, estamos de fato a mutilar idéias e sentimentos que nos são pessoais.
• Já não é a língua que apuramos, é nosso espirito que sujeitamos a servilismo inexplicável.
• Falar diferentemente não é falar errado. (...)
• Na linguagem como na natureza, não há igualdades absolutas; não há, pois, expressões diferentes que não correspondam também a idéias ou a sentimentos diferentes.
• Trocar um vocábulo, uma inflexão por outra de Coimbra, é alterar o valor de ambos a preço de uniformidades artificiosas e enganadoras. (...)
• Não podemos, sem mentira e sem mutilação perniciosa, sacrificar a consciência das nossas próprias expressões.
• Corrigi-las pode ser um abuso que afete e compromete a sensibilidade imanente a todas elas.
• Os nossos modos de dizer são diferentes e legítimos e, o que é melhor, são imediatos e conservam, pois, o perfume do espirito que os dita”.
Nota: Ribeiro deixa de ser neutralidade cientifica, para expressar sua clara posição apaixonada à unidade brasílica do português americano.
JOSÉ PEDRO MACHADO
O português do Brasil
Sua obra tem característica de não exacerbação e de veemência a língua portuguesa.
“Os patrioteirismos, sempre deslocados, devem ser postos de parte, assim como os brasileiros lusofilos em excesso e os portugueses de espíritos dissolente, enfim, afastemos todos os que não tenham condições para meditar a frio”.
Sobre a língua brasileira nacional e sua individualidade
“Lembro que o nome do ilustre académico não é, nem pode ser, desconhecido. Trata-se de um poeta 8, cuja glória foi coroada com aquele admirável Martin Carerê, dedicado ao Brasil-menino. Nessas páginas, ao lado da simplicidade tão bela, aparece-nos um português razoável.
Por isso, ocorre perguntar: Por que não emprega o delicado poeta nas suas obras uma língua absolutamente diferente da minha (pergunta)
Além de justificar a existência do 'dialecto dignificado', tornava-se coerente com teor do discurso feito na academia brasileira”. (Ênfase acrescida pelo autor)
CÂMARA JUNIOR
“Como quer que seja, as discrepâncias de língua padrão entre Brasil e Portugal não devem ser explicadas por um suposto substrato tupi ou por uma suposta profunda influência africana, como se tem feito às vezes. resultam essencialmente de se achar a língua em dois territórios nacionais distintos e separados.
A partir do período do português popular e dialetal do Brasil é, naturalmente, outro. Nele podem ter atuado substratos indígenas, não necessariamente, tupi, e os falares africados, na estrutura, na estrutura fonológica e gramatical. Também se verificaram, por ouro lado, sobrevivências de traços portugueses arcaicos, que não se eliminaram de áreas isoladas ou laterais em relação às grandes correntes de comunicação da vida colonial. A imensa vastidão do território brasileiro e as modalidades de uma exploração intermitente e caprichosa já propiciavam, aliás, por si sós, uma complexa dialetação, que ainda está por estudar cabalmente”.
CONCLUSÃO DAS TRÊS POSIÇÕES SOBRE A QUAESTÃO DA LÍNGUA NACIONAL
Câmara Junior advogou, como vimos, a inevitabilidade da diferenciação entre os dois sistemas, pois cada um deles, em território diverso, continuou a sua história natural. João Ribeiro e Cassiano Ricardo apregoaram a independência lingüística do sistema brasileiro, portanto, a diferenciação a fim de garantir a individualização do idioma (ou de um idioma) nacional brasileiro. José Pedro Machado garantiu e defendeu a unidade lingüística do português, ficando a língua brasileira de João Ribeiro e de Cassiano Ricardo reduzido a um dialeto da língua portuguesa (de Portugal)
CLIQUE AQUI PARA COMPRAR
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
A CELA SOLITÁRIA
Epigrafe: Nesses dias de absoluta incomunicabilidade, descobri que o pensamento é uma função orgânica. Uma função incontrolada e incontrolável do ser humano. É uma função máxima, metafísica, super-real, cuja origem ou matriz até hoje não foi descoberta. Nem no organismo biofísico-químico que compõe o corpo material do ser humano, nem no tempo e nem no espaço cósmico.
Descartei, com alguma dificuldade, que o pensamento pudesse ser parte da alma, do espírito ou até do resultado de um sopro divino. Mas não pude separar o pensamento da energia cósmica. E foi aí que eu descobri a mente como um campo de energia eletromagnética e telepática, que faz do organismo humano um ser integrado nos sistemas da sociedade e no ilimitado ecossistema da natureza.
O pensamento é uma energia vital que permite ao ser humano a lembrança, a esperança, a ambigüidade, a intuição, a premonição, a consciência e a memória. Descobri então que todos estes atributos do pensamento fazem parte da consciência. A lembrança e a esperança, por exemplo, são como que um despertar e uma reavaliação da memória. Pois foi através da lembrança e da esperança que eu exercitei essa função mesma do pensamento. Duarante os sessenta dias que passei incomunicável na cela solitária do quartel militar, o meu pensamento foi uma função orgânica que me manteve vivo e imune a todos os ataques das doenças físicas ou mentais.
Só o esquecimento é antídoto orgânico para o pensamento. Ele é descarga automática que mantém a energia vital da mente em permanente equilíbrio dinâmico. O esquecimento é a válvula de escape da memória. É o processo destruidor-construtivo que mantém o fluxo energético de todo o nosso organismo. Quando a pessoa não esquece, a saturação energética da memória transforma o ser humano no num marginal, num criminoso ou num qualquer tipo de esquizofrênico.
Embora eu não tenha conhecimento específico de neurologia, descobri, também, que a mente não está localizada exclusivamente no cérebro. Como disse, a mente é um campo energético-telepático e eletromagnético que atua em todo o nosso sistema nervoso, mas cujo efeitos se reproduzem em palavras, sons, cores, ritmos, gestos e imagens. Esses efeitos todos se organizam na linguagem.
A mente produz também essa espécie de energia cinética, o pensamento, capaz de atravessar qualquer tempoe qualquer espaço, mesmo o vazio, o vácuo, o tempo e o espaço indefinido. É capaz de penetrar o material mais compacto e impenetrável. É capaz também de interpenetrar o tempo-espaço. E de criar ou apagar todos os conceitos que utilizamos para descrever a Natureza.
Foi a necessidade que tive de pensar – numa cela solitária absolutamente incomunicável – que me permitiu duvidar de tudo e de todos. A primeira desvinculação que sofri foi a da minha família. Logo depois me desvinculei de todas as lei estabelecidas, Dos mandamentosda religião, dos conceitos e prconceitos da sociedade, das regras e dos códigos políticos, dos parentescos dos parentes e da amizade dos amigos.
Fiquei só. Só comigo mesmo. Sozinho, só, sozíssimo.
Tive que repensar tudo na minha vida. Mais de 180 dias, mais de 4320 horas e mais de 259.200 minutos. Pensando o pensamento. Um pensamento crítico e autocrítico. E, pela primeira vez, absolutamente crítico e autocrítico. E, pela primeira vez, absolutamente original. Surgindo de dentro de mim mesmo.
Nesses dias de prisão incomunicável eu consegui abrir a porta de ferro, quebrar a pequena grade da parede e derrubar as paredes e o teto de cimento da cadeia. Aí eu caminhei no tempo absoluto e no espaço absoluto só com o pensamento. Mais tarde eu identifiquei esse pensar como uma espécie de meditação oriental. Li nos budistas, nos taoístas, nos hinduístas, que essa era a única forma de chegar ao conhecimento absoluto. Não cheguei.
TRANSTEMPO: Benedicto Monteiro 1°edição 1993
Assinar:
Postagens (Atom)
Pesquisar este blog
-
Neste ensaio devo esclarecer que a análise do conto, de Danton Travisan, “Uma vela para Dário”, será feita pelo víeis da psicologia, mas esp...
-
O vestibulando deve compreender que o texto em prosa discursivo dissertativo tem origem do gênero grego-romano Retórico ou Eloquente e seu e...
Translate
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Livro publicado
Livro infantil.
encontro
Caminhando pensei em minha esposa que mesmo tendo lhe agraciado com tudo do mundo. Ela me responderia: - Tem mais alguma coisa, além disso.
Universidade do Estado do Pará - UEPA
Índia
Raquel Quaresma






















