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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

FICHAMENTO: TEMPOS LINGÜÍSTICOS: Itinerário histórico da língua portuguesa. TARALLO, Fernando, ed. Ática,1990.

PORTUGUÊS DO BRASIL versus PORTUGUÊS DE PORTUGAL: querelas
Defesa da Língua Brasileira Nacional RIBEIRO (1933) A Língua Nacional: Esse texto tem característica de uma exaltação à alma e ao espírito brasileiro, libertos, via língua, das amarras que prendiam ao reino português. (pg. 87) “Parece todavia incrível que a nossa Independência ainda conserve essa algema nos pulsos, e que a personalidade de americanos pague tributo à submissão das palavras. (...) • A nossa gramatica não pode ser inteiramente a mesma dos portugueses. As diferenciações regionais reclamam estilo e método diversos. • A verdade é que, corrigindo-nos, estamos de fato a mutilar idéias e sentimentos que nos são pessoais. • Já não é a língua que apuramos, é nosso espirito que sujeitamos a servilismo inexplicável. • Falar diferentemente não é falar errado. (...) • Na linguagem como na natureza, não há igualdades absolutas; não há, pois, expressões diferentes que não correspondam também a idéias ou a sentimentos diferentes. • Trocar um vocábulo, uma inflexão por outra de Coimbra, é alterar o valor de ambos a preço de uniformidades artificiosas e enganadoras. (...) • Não podemos, sem mentira e sem mutilação perniciosa, sacrificar a consciência das nossas próprias expressões. • Corrigi-las pode ser um abuso que afete e compromete a sensibilidade imanente a todas elas. • Os nossos modos de dizer são diferentes e legítimos e, o que é melhor, são imediatos e conservam, pois, o perfume do espirito que os dita”. Nota: Ribeiro deixa de ser neutralidade cientifica, para expressar sua clara posição apaixonada à unidade brasílica do português americano. JOSÉ PEDRO MACHADO O português do Brasil Sua obra tem característica de não exacerbação e de veemência a língua portuguesa. “Os patrioteirismos, sempre deslocados, devem ser postos de parte, assim como os brasileiros lusofilos em excesso e os portugueses de espíritos dissolente, enfim, afastemos todos os que não tenham condições para meditar a frio”. Sobre a língua brasileira nacional e sua individualidade “Lembro que o nome do ilustre académico não é, nem pode ser, desconhecido. Trata-se de um poeta 8, cuja glória foi coroada com aquele admirável Martin Carerê, dedicado ao Brasil-menino. Nessas páginas, ao lado da simplicidade tão bela, aparece-nos um português razoável. Por isso, ocorre perguntar: Por que não emprega o delicado poeta nas suas obras uma língua absolutamente diferente da minha (pergunta) Além de justificar a existência do 'dialecto dignificado', tornava-se coerente com teor do discurso feito na academia brasileira”. (Ênfase acrescida pelo autor) CÂMARA JUNIOR “Como quer que seja, as discrepâncias de língua padrão entre Brasil e Portugal não devem ser explicadas por um suposto substrato tupi ou por uma suposta profunda influência africana, como se tem feito às vezes. resultam essencialmente de se achar a língua em dois territórios nacionais distintos e separados. A partir do período do português popular e dialetal do Brasil é, naturalmente, outro. Nele podem ter atuado substratos indígenas, não necessariamente, tupi, e os falares africados, na estrutura, na estrutura fonológica e gramatical. Também se verificaram, por ouro lado, sobrevivências de traços portugueses arcaicos, que não se eliminaram de áreas isoladas ou laterais em relação às grandes correntes de comunicação da vida colonial. A imensa vastidão do território brasileiro e as modalidades de uma exploração intermitente e caprichosa já propiciavam, aliás, por si sós, uma complexa dialetação, que ainda está por estudar cabalmente”. CONCLUSÃO DAS TRÊS POSIÇÕES SOBRE A QUAESTÃO DA LÍNGUA NACIONAL Câmara Junior advogou, como vimos, a inevitabilidade da diferenciação entre os dois sistemas, pois cada um deles, em território diverso, continuou a sua história natural. João Ribeiro e Cassiano Ricardo apregoaram a independência lingüística do sistema brasileiro, portanto, a diferenciação a fim de garantir a individualização do idioma (ou de um idioma) nacional brasileiro. José Pedro Machado garantiu e defendeu a unidade lingüística do português, ficando a língua brasileira de João Ribeiro e de Cassiano Ricardo reduzido a um dialeto da língua portuguesa (de Portugal)
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A CELA SOLITÁRIA

Epigrafe: Nesses dias de absoluta incomunicabilidade, descobri que o pensamento é uma função orgânica. Uma função incontrolada e incontrolável do ser humano. É uma função máxima, metafísica, super-real, cuja origem ou matriz até hoje não foi descoberta. Nem no organismo biofísico-químico que compõe o corpo material do ser humano, nem no tempo e nem no espaço cósmico. Descartei, com alguma dificuldade, que o pensamento pudesse ser parte da alma, do espírito ou até do resultado de um sopro divino. Mas não pude separar o pensamento da energia cósmica. E foi aí que eu descobri a mente como um campo de energia eletromagnética e telepática, que faz do organismo humano um ser integrado nos sistemas da sociedade e no ilimitado ecossistema da natureza. O pensamento é uma energia vital que permite ao ser humano a lembrança, a esperança, a ambigüidade, a intuição, a premonição, a consciência e a memória. Descobri então que todos estes atributos do pensamento fazem parte da consciência. A lembrança e a esperança, por exemplo, são como que um despertar e uma reavaliação da memória. Pois foi através da lembrança e da esperança que eu exercitei essa função mesma do pensamento. Duarante os sessenta dias que passei incomunicável na cela solitária do quartel militar, o meu pensamento foi uma função orgânica que me manteve vivo e imune a todos os ataques das doenças físicas ou mentais. Só o esquecimento é antídoto orgânico para o pensamento. Ele é descarga automática que mantém a energia vital da mente em permanente equilíbrio dinâmico. O esquecimento é a válvula de escape da memória. É o processo destruidor-construtivo que mantém o fluxo energético de todo o nosso organismo. Quando a pessoa não esquece, a saturação energética da memória transforma o ser humano no num marginal, num criminoso ou num qualquer tipo de esquizofrênico. Embora eu não tenha conhecimento específico de neurologia, descobri, também, que a mente não está localizada exclusivamente no cérebro. Como disse, a mente é um campo energético-telepático e eletromagnético que atua em todo o nosso sistema nervoso, mas cujo efeitos se reproduzem em palavras, sons, cores, ritmos, gestos e imagens. Esses efeitos todos se organizam na linguagem. A mente produz também essa espécie de energia cinética, o pensamento, capaz de atravessar qualquer tempoe qualquer espaço, mesmo o vazio, o vácuo, o tempo e o espaço indefinido. É capaz de penetrar o material mais compacto e impenetrável. É capaz também de interpenetrar o tempo-espaço. E de criar ou apagar todos os conceitos que utilizamos para descrever a Natureza. Foi a necessidade que tive de pensar – numa cela solitária absolutamente incomunicável – que me permitiu duvidar de tudo e de todos. A primeira desvinculação que sofri foi a da minha família. Logo depois me desvinculei de todas as lei estabelecidas, Dos mandamentosda religião, dos conceitos e prconceitos da sociedade, das regras e dos códigos políticos, dos parentescos dos parentes e da amizade dos amigos. Fiquei só. Só comigo mesmo. Sozinho, só, sozíssimo. Tive que repensar tudo na minha vida. Mais de 180 dias, mais de 4320 horas e mais de 259.200 minutos. Pensando o pensamento. Um pensamento crítico e autocrítico. E, pela primeira vez, absolutamente crítico e autocrítico. E, pela primeira vez, absolutamente original. Surgindo de dentro de mim mesmo. Nesses dias de prisão incomunicável eu consegui abrir a porta de ferro, quebrar a pequena grade da parede e derrubar as paredes e o teto de cimento da cadeia. Aí eu caminhei no tempo absoluto e no espaço absoluto só com o pensamento. Mais tarde eu identifiquei esse pensar como uma espécie de meditação oriental. Li nos budistas, nos taoístas, nos hinduístas, que essa era a única forma de chegar ao conhecimento absoluto. Não cheguei.
TRANSTEMPO: Benedicto Monteiro 1°edição 1993

terça-feira, 30 de outubro de 2012

BIOGRAFIA: Ingedore Villaça Koch

Koch possui graduação em Letras - Português Literatura pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Castro Alves (1974), graduação em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (1956), mestrado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1977), doutorado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1981), e fez seu pós doutorado na Pós-Doutorado Universität Tübingen, Alemanha. Lecionando na Unicamp desde 1985, é livre-docente pela mesma[1]. FONTE: WIKIPÉDIA, acesso 2012
compra CLIQUE AQUI LINGÜÍSTICA TEXTUAL – UMA ENTREVISTA COM INGEDORE VILLAÇA KOCH Ingedore Villaça Koch Universidade Estadual de Campinas – Unicamp
compra CLIQUE AQUI ReVEL - O que mudou e o que ainda pode mudar no ensino de Língua Portuguesa a partir dos estudos de Lingüística Textual? Ingedore - A maior mudança foi que se passou a tomar o TEXTO como objeto central do ensino, isto é, a priorizar, nas aulas de língua portuguesa, as atividades de leitura e produção de textos, levando o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação. Quanto ao que ainda pode mudar, diria que, em primeiro lugar, tal metodologia teria de ser estendida a TODAS as escolas, públicas e privadas, o que, evidentemente, ainda está longe de ser uma realidade. Para tanto, TODOS os professores teriam de estar preparados para utilizar em aula os conceitos e as estratégias propagadas pela Lingüística Textual e aplicá-las no ensino da produção textual, quer em termos de escrita, quer de leitura, já que esta orientação conforma-se ao que postulam os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.
compra CLIQUE AQUI ReVEL - Qual a principal contribuição da Lingüística Textual para o professor de língua materna? Ingedore - Para mim, a principal contribuição, conforme foi esboçado acima, é dotar o professor de um instrumental teórico e prático adequado para o desenvolvimento da competência textual dos alunos, o que significa torná-los aptos a interagir socialmente por meio de textos dos mais variados gêneros, nas mais diversas situações de interação social. Isto significa, inclusive, uma revitalização do estudo da gramática: não, é claro, como um fim em si mesma, mas no sentido de evidenciar de que modo o trabalho de seleção e combinação dos elementos, dentro das inúmeras possibilidades que a gramática da língua nos põe à disposição - e que, portanto, é preciso conhecer -, nos textos que lemos ou produzimos, constitui um conjunto de decisões que vão funcionar como instruções ou sinalizações a orientar a construção do sentido.
compra CLIQUE AQUI ReVEL - Qual o lugar do Brasil nos estudos da Lingüística Textual? Ingedore - Atualmente, a Lingüística Textual, que se desenvolveu na Europa, particularmente na Alemanha, vem ocupando um lugar de destaque no cenário acadêmico nacional. Este ramo da Lingüística, depois de ter sido introduzido na Universidade Federal de Pernambuco e em universidades paulistas (PUC-SP, UNICAMP, UNESP, USP), ganhou espaço em grande número de universidades brasileiras, vindo a fazer parte dos currículos de graduação e pós-graduação, o que deu origem a um número respeitável de publicações na área, além de uma série de teses e dissertações, que têm contribuído para a sua divulgação no país e no exterior.
compra CLIQUE AQUI ReVEL - Segundo você, quais são os limites da Lingüística Textual e quais são suas perspectivas? Ingedore - A Lingüística Textual, como toda e qualquer ciência, tem evidentemente os seus limites. Sua preocupação maior é o texto, envolvendo, pois, todas as ações lingüísticas, cognitivas e sociais envolvidas em sua organização, produção, compreensão e funcionamento no seio social. Tais questões, contudo, só a interessam na medida em que ajudam a explicar o seu objeto de estudo - o TEXTO - e não a sociedade, a mente, a História, objetos que são de outras ciências afins. Como defende Antos (1997), os textos, como formas de cognição social, permitem ao homem organizar cognitivamente o mundo. E é em razão dessa capacidade que são também excelentes meios de intercomunicação, bem como de produção, preservação e transmissão do saber. Determinados aspectos de nossa realidade social só são criados por meio da representação dessa realidade e só assim adquirem validade e relevância social, de tal modo que os textos não apenas tornam o conhecimento visível, mas, na realidade, sociocognitivamente existente. A revolução e evolução do conhecimento necessita e exige, permanentemente, formas de representação notoriamente novas e eficientes. Assim, a Lingüística Textual, baseada nessa concepção de texto, parece ter-se tornado um entroncamento, para o qual convergem muitos caminhos, mas que é também o ponto de partida de muitos deles, em diversas direções. Esta metáfora da Lingüística de Texto como estação de partida e de passagem de muitos - inclusive novos - desenvolvimentos abre perspectivas otimistas quanto a seu futuro, como parte integrante não só da Ciência da Linguagem, mas das demais ciências que têm como sujeito central o ser humano. É esta a razão por que a Ciência ou Lingüística do Texto sente necessidade de intensificar sempre mais o diálogo que já há muito vem travando com as demais Ciências - e não só as Humanas! -, transformando-se numa "ciência integrativa" (Antos & Tietz, 1997). É o caso, por exemplo, do diálogo com a Filosofia da Linguagem, a Psicologia Cognitiva e Social, a Sociologia Interpretativa, a Antropologia, a Teoria da Comunicação, a Literatura, a Etnometodologia, a Etnografia da Fala e, mais recentemente, com a Neurologia, a Neuropsicologia, as Ciências da Cognição, a Ciência da Computação e, por fim, com a Teoria da Evolução Cultural. Torna-se, assim, cada vez mais, um domínio multi- e transdisciplinar, em que se busca compreender e explicar essa entidade multifacetada que é o texto - fruto de um processo extremamente complexo de interação e construção social de conhecimento e de linguagem.
compra CLIQUE AQUI FONTE: KOCH, Ingedore Villaça. Lingüística Textual: uma entrevista com Ingedore Villaça Koch. Revista Virtual de Estudos da Linguagem - ReVEL. Vol. 1, n. 1, agosto de 2003. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br].

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Maratona de leitura da obra os LUSÍADAS; do escritor Luis de Camões

O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar a Maratona de leitura da obra Os LUSÍADAS; do escritor Luis de Camões, realização do Instituto Camões. CLIQUE AQUI
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

TIPO DE TEXTO: CRÔNICA

A crônica é um texto curto em prosa que mistura fatos reais com acontecimentos pessoais. Esse tipo de texto posse ser escrito tanto em linguagem pessoal como em linguagem impessoal, depende do escritor. O importante é que seja consistente ou predominante em uma mesma linguagem. As histórias presentes na crônica podem variar do real ao imaginário, ou seja, um fato histórico para um acontecimento pessoal, como podem ser de um acontecimento pessoal para um fato histórico ou social, em sua maioria envolvem a lembrança do autor por isso ser mais comum sua escrita como narrativa.
Exemplo: CRÔNICAS; Lima Barreto; 15 de novembro
Escrevo esta no dia seguinte ao do aniversário da proclamação da República. Não fui à cidade e deixei-me ficar pelos arredores da casa em que moro, num subúrbio distante. Não ouvi nem sequer as salvas da pragmática; e, hoje, nem sequer li a notícia das festas comemorativas que se realizaram. Entretanto, li com tristeza a notícia da morte da princesa Isabel. Embora eu não a julgue com o entusiasmo de panegírico dos jornais, não posso deixar de confessar que simpatizo com essa eminente senhora. Veio, entretanto, vontade de lembrar-me o estado atual do Brasil, depois de trinta e dois anos de República. Isso me acudiu porque topei com as palavras de compaixão do Senhor Ciro de Azevedo pelo estado de miséria em que se acha o grosso da população do antigo Império Austríaco. Eu me comovi com a exposição do doutor Ciro, mas me lembrei ao mesmo tempo do aspecto da Favela, do Salgueiro e outras passagens pitorescas desta cidade. Em seguida, lembrei-me de que o eminente senhor prefeito quer cinco mil contos para reconstrução da avenida Beira-Mar, recentemente esborrachada pelo mar. Vi em tudo isso a República; e não sei por quê, mas vi. Não será, pensei de mim para mim, que a República é o regime da fachada, da ostentação, do falso brilho e luxo de parvenu, tendo como repoussoir a miséria geral? Não posso provar e não seria capaz de fazê-lo. Saí pelas ruas do meu subúrbio longínquo a ler as folhas diárias. Lia-as, conforme o gosto antigo e roceiro, numa "venda" de que minha família é freguesa. Quase todas elas estavam cheias de artigos e tópicos, tratando das candidaturas residenciais. Afora o capítulo descomposturas, o mais importante era o de falsidade. Não se discutia uma questão econômica ou política; mas um título do Código Penal. Pois é possível que, para a escolha do chefe de uma nação, o mais importante objeto dediscussão seja esse? Voltei melancolicamente para almoçar, em casa, pensando, cá com os meus botões, como devia qualificar perfeitamente a República. Entretanto - eu o sei bem - o 15 de Novembro é uma data gloriosa, nos fastos da nossa história, marcando um grande passo na evolução política do país. Marginália, 26-11-1921

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DIVULGAÇÃO: Revista Anpoll

O Instituto de Língua Viva tem o prazer de divulgar a 33 edição da Revistas da Anpoll, clique aqui.
Revista da ANPOLL é uma publicação da Associação Nacional de Pós–Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística, entidade civil de caráter cultural que congrega professores, pesquisadores e estudiosos das áreas de Letras e Lingüística. Está consignada no QUALIS como Nacional A.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FICHAMENTO: COLEÇÃO DEBATES Linguística: Sintaxe e Semântica na gramatica ttransformacional, a bonomia e g usberti ed. Perspectiva 1983

A acepção de semântica C MORRIS (1938: 19) • Dimensão sintática: relativa às relações dos signos entre si • Dimensão semântica: relações entre os signos (ou complexos de signos) e os objetos por eles designados • Dimensão paradigmática do processo de semiose: relações entre os signos e os seus utilizadores Nesta obro exclui-se a discussão: que surgem quando se tenta tradiuzir o problema das relações entre palavras e objetos no problema das relações recíprocas entre signos; de acordo com essa perspectiva, comum a muitos linguistas europeus, o problema semântico foi resolvido quando se conseguiu reduzi-lo a problemas semânticos foi resolvido quando se conseguiu reduzi-lo a problemas lexicográficos, isto é, quando sistematicamente se estudaram problemas como os da harmonínia, da polissemia, dos campos semânticos O QUE NOS INTERESSA É PROBELAMTIZAR A NOÇÃO DE SIGNIFICADO E INDIVIDUAR UMA SÉRIE DE PRÉ-REQUISITOS A NOÇÃO DE SIGNIFICADO E INDIVIDUAR UMA SÉRIE DE PÉ-REQUISITOS PARA SUA DEFINIÇÃO ADEQUADA, estudando , por assim dizer, a “vida dos significados”, isto é, o complexo de relações, códigos, valores, que venha a ser instaurado, num contexto social, a partir de tais entidades. Nem interessa, nesse contexto, partir de uma noção intuitiva de significado, entendido, por exemplo, como “unidade cultural”, e estudar , por assim dizer, a “vida dos significados”. Propor-mo-nos a tarefa de tratar o problema semântoico na base de uma abordagem transformacional da sintaxe. Trataremos de discitir que estrutura deve assumir o componente semântico de uma gramática transformacional para satisfazer condições de adequação descritiva. AFIRMAÇÃO FUNDAMENTAL DE CHOMSKY: o fato de tratar o problema dos significados dos enunciados somente após ter discutido as relações sintáticas emtre elementos que os compõem não casual, subentende uma afirmação de Chomsky, em Sintactic Strutures (pg. 64). Segundo o qual a possibilidade de construir uma gramática não está vinculada a considerações relativas ao significados dos quais, precisamente, se quer examinar a gramaticalidade. Em outras palavras, para descobrir ou selecionar uma gramática não é necessário nenhuma informação semântica. Agora se afirma: SEMÂNTICA: é tudo aquilo que permanece não explicado pelo estudo sintático. Fodor e Katz (1963) (pg. 65) QUESTIONAMENTO KATZ: 1. Qual é o domínio de uma teoria semântica? R: Explicar a capacidade do falante de usar e compreender um número infinito de enunciados a partir de uma experiência necessariamente limitada, isto é, fundada em um número finito de enunciados.(Chomsky) 1.1.1. Problema da projeção (Katz): o fato de os enunciados, que o falante pode compreender, serem em número infinito nos induz a atribuir à sua habilidade linguística a forma de um conjunto de regras recursivas que “projeta” o conjunto finito de enunciados encontrados pelo falante no conjunto infinito de enunciados pelo falante no conjunto infinito de enunciação da língua. 1.1.2. Combinação de elementos (Katz): caracteriza um enunciado novo não é o fato de ser constituído de elementos novos, mas ser uma nova combinação de elementos conhecidos. Cita: Dado que o conjunto dos enunciados é infinito e cada enunciado é uma concatenação diferentes de morfemas, o fato de um falante estar m condições de compreender qualquer enunciado deve significar que o modo como ele compreende qualquer enunciado deve significar que o modo como ele compreende os enunciados que jamis encontrou antes é composicional: na base do seu conhecimento das propriedades gramaticais lhe permitem determinar o significado de um enunciado novo com base no modo como as suas partes se compõem para formar o enunciado inteiro. (Fodor e Katz, 1963: 482) 2. Quais são as restrições empíricas e metodológicas impostas a ela? 3. Como definir, então, o objeto específico da semântica? Nota: são problemas semânticos todos aqueles todos aqueles que não pertencem à sintaxe. Duas asserções metateóricas particularmente fortes: 1. Supõe-se a priori a existência de uma linha de demarcação entre fenômeno sintáticos e fenômenos semânticos Problema empírico: 2. O problema de determinar quais fenômenos são sintáticos e quais semânticos ? Finalidades descritiva e explicativa de uma teoria semântica(Katz) (pg. 67 final) OBS: inconcluência: TAL TEORIA SEMÂNTICA NÃO PODE DISTINGUIR, em linhas de princípio, o conhecimento que tem um falante tem da própria língua do conhecimento que tem de mundo, visto que “parte da caracterização de uma capacidade linguística é constituída pela representação de potencialmente todos os conhecimentos relativos ao mundo que os falantes co-dividem. Obs Katz: não é possível sistematizar todos os conhecimentos de que os falantes dispõem, porque isso significa dispor de uma teoria coerente e exaustiva do mundo. Uma teoria semântica deverá, portanto, limitar-se a tratar das relações entre signos e denotações como relações entre signos.(pg. 68) Carater composicional: da capacidade linguística do falante: a uma concepção do significado dos enunciados como resultante da composição dos significados dos elementos que os compõem. Principio de Funcionalidade de FREGE: o qual o significado de uma expressão é função dos significados das expressões que a compõem.(pg. 68) Chonscky: declara aceitar a proposta de reduzir a noção de significado à noção de referente. Noção de sinonímia cognitiva: DOIS ENUNCIADOS SÃO COGNITIVAMENTE SINÔNIMOS QUANDO “UM É VERDADEIRO SE E SOMENTE O OUTRO É VERDADEIRO” isto é, quando são logicamente equivalentes. O IMPOSSIVEL NA TEORIA SEMÂNTICA Notar-se-á que tal formulação restritiva das tarefas de uma teoria semântica tem como matriz culural as argumentações bloomfieldianas contra a possibilidade de tratar sistematicamente (ou formalmente) os problemas conexos com o significado dos signos. Parece-nos que, em última análise, o que identifica a posição katziana e o discurso de Bloomfield é a convicção de que não se pode tratar a noção de “significado” se não pode organizar todos os significados particulares em uma teoria sistemática, o que vem a ser, em linha de princípio, impossível. Daí a recusa em falar do significado e das relações intercorrentes entre os signos e as suas construção de uma teoria que queira definir-se “semântica”, por isso elas são reintroduzidas no momento oportuno com consequências que discutiremos adiante.

CONTO BRANCA DE NEVE (adptação)

Certo dia, estava andando pela mata quando tomei um susto ao ver uma linda jovem assustada passar correndo com lágrimas nos olhos. Ela vinha tão depressa e nervosa que nem pude para la e perguntar o que tinha-lhe acontecido para estar naquele estado, logo sumiu na mata. Continuei minha caminhada em direção oposto quando tão logo deparei-me com um conhecido guarda real colocando em sua bolsa uma caixa e logo perguntei: - O Senhor viu uma jovem, branca como o leite, passar por aqui? Ele respondeu. - Não vi, e nem tu viste, entendeste, caso alguém saiba de alguma coisa perderás a vida. Logo que proferiu essas palavras montou em seu cavalo e foi embora. Depois daquele susto achei melhor voltar para casa e não falar nada para ninguém, mas sempre buscava ouvir noticias daquela jovem, no entanto, nunca ouvirá. Passaram-se algumas semanas e nada de noticias pela rádio cipó. Foi que numa tarde estava na estalagem trabalhando para meu pai quando parou na comunidade uma carruagem real, alguns soldados desceram perguntando casa por casa se alguém tinha ou escondia uma jovem, branca de cabelos oiros e olhos azuis, amostravam um desenho com sua imagem, que o colavam na parede de cada casa. Logo que chegaram à estalagem. Eu vi a foto da jovem reconheci, era ela a jovem que via naquele dia passar correndo chorando, tomei um susto e já estava indo direto na direção dos guardas quando vi dentre eles o guarda que havia me encontrado na mata e que havia me avisado do que me aconteceria se fala-se alguma coisa sobre o que tinha visto. Parei e sentei-me de costa para a porta junto a um cavaleiro que me viu tão pálido e com medo que perguntou o que se passava e se estava passando mal. Não conseguia falar, mas ele insistiu diga algo garoto, vamos diga, foi que gaguejando disse-lhe bem baixinho: - Senhor eu vi essa jovem, comecei a chorar, eu vi essa jovem. Nesse momento a guarda real saia. O cavaleiro bem apessoado disse: - Continue. - Senhor eu estava a duas semanas atrás na mata, caçando uns tatus, quando passou por mim essa jovem chorando. Ele perguntou-me. - E para onde ela foi, você viu? E ergueu em minha direção uma moeda de ouro com o símbolo de outro reino. Então respondi. - Ela pegou o caminho de Gevurad que é um caminho proibido das Minas, mas um daqueles guardas que estavam aqui jurou minha morte se conta-se algo a alguém, por favor não diga nada a ninguém. E peguei a moeda e subi para meu quarto. De lá olhando pela janela vi o cavaleiro montar em seu cavalo e sumir, quando olhei o outro lado da moeda tinha timbrado uma imagem muito parecida a daquele cavaleiro. A curiosidade tomou conta da comunidade todos só faziam comentar sobre o desaparecimento daquela jovem, mas ninguém sabia ao certo quem era ela. Já o jovem cavaleiro se entranhou pelo caminho das minas e já próximo desse local ouviu um cantarolar, já fazia o final da tarde quando ele cada vez mais se aproximava dos cantadores que vinham alegrimentes cantando: eu vó, eu vó pra casa agora eu vó. Ele os viu por detrás dos arbustos, descendo de seu cavalo e fazendo o restante do caminho a pé. Seguia os operários da minas que eram sete anões carregando cheios sacos e pesadas ferramentas, um parecia ser o líder com um ar de intelectual, outro caminhava dengosamente, outro vivia espirando, um deles parava a cada instante e bocejava como estivesse com sono. Chegaram depois de algum tempo até a uma pequena cabana, dela viu uma jovem lindíssima que recebe-os e eles sorridentes entraram na casa. O cavaleiro se vendo só no meio da mata e sem saber para onde ir, tardava a noite então resolveu descansa por ali mesmo e na manhã voltar. Na amanhã seguinte, o cavaleiro foi acordado por uma doce e meiga voz que o chamava, abriu os olhos lentamente quando deparou-se sobre o olhar de uma linda jovem. Nesse momento os dois deram a ser maravilhar um com o outro durante alguns minutos ficaram a se olhar, quando Branca de Neve virou-se timidamente e perguntou: -O que fazes aqui. Ele como em um sonho respondeu. - a lhe todos procurar Estava todos, estão linda como a sua procura, como és . O que o Senhor disse. - Nunca vi jovem tão bela como a Senhorita, me de a honra de me apresentar. Ela respondeu. - Sim. Então ele continuou. - Sou o príncipe de um rico reino, de Malkut, a oeste e estava de passagem quando ouvi algo a seu respeito, o que me causou certo interesse e aventura, mas agora. Ela nesse momento não deixou que o termina-se e começou a caminhar cantarolando e disse: -Venha, vamos vou –lhe mostrar uma coisa. Durante o caminho ele deu um susto dizendo; cuidado, olha é um guarda, virando de um lado para o outro assustada, indo parar em seus braços, e logo pediu deculpas pois era um pouco neurada. Ele a seguia e enamoraram-se durante o passeio pelos belos campos e jardins. Até próximo de seu cavalo quando Branca de Neve disse: - O Senhor tem que ir, não é um lugar segura para o senhor aqui. Vá. Então o príncipe montou em seu cavalo dizendo: -Volto para buscar-la, prometo. E saiu em disparada pelo caminho de volta. O príncipe não perdeu tempo indo direto ter com o Rei e pai da jovem princesa que acabara de conhecer. em construção

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Cruz vermelha da Pará

Ulbra -

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Parabéns pelos seus 40. Anos. Votos de continuidade na formação jurídica do Brasil..

Índia

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Raquel Quaresma

Alska Nativa Medical Center

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Referência no tratamento de hemangioma